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terça-feira, 15 de outubro de 2019

O ANIVERSÁRIO DE SARA


Sara estava indo para casa, após a escola, e ia toda serelepe conversando com sua amiga Ana, quando escuta um: CATAPLOF...

- Que será que aconteceu? Pergunta ela para Aninha.

E lá vão as duas correndo virar a esquina para ver o que tinha acontecido.

Quando viram a esquina, vejam só o que elas veem: um menino tinha escorregado e caído ao chão e ninguém foi ajudá-lo, muito pelo contrário, estavam rindo dele.

Sara, que sempre foi uma garota muito gentil, bondosa e simpática, corre logo para o lado dele e pergunta:

- Você se machucou? Tá doendo? Tem certeza que pode levantar para continuar andando até sua casa?

O menino muito agradecido, responde:

- Obrigada, não machuquei não, só ralei o joelho e dá sim para levantar e ir embora pra casa, obrigado.

E assim fizeram, Sarinha ajudou a pegar os livros que se espalharam pela rua e, dando-se tchau, cada um seguiu seu caminho.

Aninha, então, comenta com Sarinha:

- Puxa! Você sempre está ajudando alguém, né?

- Claro, Aninha, devemos procurar ajudar a todos.

Quando terminou o dever e guardava suas coisas de escola na mochila, pronto só ouviu um blaf-blef... Chegou à janela e viu que a bola com que os meninos jogavam futebol estava em seu jardim e foi então pegá-la para devolver aos meninos perguntando a eles se queriam uma torcida... O que os meninos sempre sorriam alegres e respondiam:

- Só se for a sua torcida, Sarinha...

Sara tinha uma porção de amigos, pois todos gostavam do seu jeitinho meigo, gentil, amigo, bondoso. Ela sempre emprestava o lápis, ajudava a professora, não empurrava ninguém na fila, sempre brincava um pouquinho nos brinquedos do parquinho, mas nunca deixava que alguém depois dela esperasse muito para poder brincar também, estava sempre com um sorriso e sempre numa alegria que fazia bem aos amiguinhos.

Mas... Aquele dia especialmente todos ficaram preocupados.

Por que será que os amigos de Sara estavam preocupados?

Pois é, Sara estava triste naquele dia e eles nunca tinham visto a Sara triste! Que será que aconteceu?

Aninha, chegou perto de Sara e perguntou:

- Oi, Sara. Tá tudo bem?

- Oi, Ana. Sim, está tudo bem.

- Por que você está triste?

- Deu para perceber foi? Sabe o que é? Meu pai perdeu o emprego e daí a situação lá em casa está meio complicada, sabe?

- Nossa!!

- Pois é, tudo lá em casa terá que se modificar até que ele encontre um novo emprego. E você sabe como gosto de fazer uma festinha no meu aniversário, né? Gosto de ver todos os meus amigos e comemorar com eles; mas...

Esse ano não será possível fazer isso, e fico chateada de não poder reunir a galera toda e brincarmos todos juntos...

- Que isso Sarinha, todo mundo vai entender isso. Não precisa ficar preocupada por causa disso...

- Eu sei que todo mundo vai compreender, mas é uma coisa que gosto e não vou poder ter esse ano... Mas você tem razão, nada de ficar triste por causa disso né? Poderemos numa outra ocasião fazer uma reunião, assim que meu pai conseguir novo emprego.

- Isso, aí.

E pronto, Sarinha já estava mais alegre e sorridente como sempre e todos gostaram de ver o sorriso dela voltar, pois lhes fazia muito bem.

E adivinhem o que os amiguinhos de Sara resolveram fazer? Eles se reuniram num cantinho do pátio do colégio, e estavam num buchicho só. Era um tititi danado; o que será que eles estavam aprontando?

Em todo lugar sempre tinha aquele olhar de um pro outro meio sapequinha, era um blablabla que ninguém entendia nadinha...

Até que chegou o dia do aniversário da Sara: eles cantaram parabéns em sala de aula, no pátio do colégio e isso a deixou muito muito feliz.

Só que depois todo mundo saiu numa disparada só depois da aula, sem muito lengalenga todo mundo foi para sua casa rapidinho, rapidinho...

Sarinha também foi para casa, almoçar, ajudar sua mamãe e fazer os deveres de casa.

Quando ela terminou o dever e estava guardando os livros na mochila, batem à porta.

- Ah. Deve ser o Sr. Luiz, o carteiro...

Que carteiro que nada; sabem quem era? Nãooo???

Eram todos os amiguinhos da Sara cantando parabéns e cada um com uma coisa: um segurava o bolo, outro um prato de salgadinho, outro com docinhos, outro com refrigerante, outro com bolas de soprar...

Aquele tititi todo que ninguém entendia era a preparação de uma festa surpresa para Sara: a mãe de uma amiguinha fez o bolo, a de outro amigo fez o salgadinho, a de outro os docinhos, a de outro comprou o refrigerante e assim puderam fazer a Sara muito feliz.

E foi a melhor festa de aniversário que Sara já teve e que os amiguinhos dela já foram, pois todos se ajudaram para deixar uma amiguinha feliz.

Autoria Desconhecida - Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

HELOÍSA E MARCELINHO


A Heloísa e o Marcelinho são vizinhos.

A Heloísa mora numa casa cor de rosa e o Marcelinho, em uma amarelinha.

Eles são da mesma idade, têm mais ou menos o mesmo tamanho, têm os cabelos da mesma cor; mas...vejam só!!

Eles têm uma diferença, querem saber qual é?

Vou contar já já... tá?

Olha só a Heloísa, ela vive alegre, sempre sorrindo...

Já o Marcelinho... tsitsitsi... tem uma carinha emburrada, de quem vive aborrecido.

Por que será?

Psiu... Peraí, olha só tem alguém falando, vamos escutar?!

- Marcelinho, meu filho. Estou muito cansada, já fiz o almoço, já arrumei a casa, já guardei seus brinquedos, já lavei roupa e agora ainda tenho que passá-las. Você bem que poderia me ajudar e varrer o quintal, não é?

- Iiiihh, Mãe, estou muito cansado... E agora vou até a casa da Heloísa para a gente brincar um pouco. Tchau.

E lá se foi o Marcelinho...

Sua Mãe, então, foi passar roupa e pensava:

- Por que Marcelinho é assim? Não gosta de ajudar em nada? Não guarda os brinquedos, não apanha o jornal para o pai, não vai buscar pão na padaria... Marcelinho não tem boa vontade nenhuma, nenhuma... O Que fazer para ele modificar seu comportamento? Já não sei mais o que posso fazer...

Enquanto isso... Marcelinho chegou à casa de Heloísa.

- Heeeelloooooo!!! Vamos brincar?

Heloísa apareceu com o rostinho na janela:

- Oi, Marcelinho. Tudo bom? Agora eu não vou brincar não. Só depois.

- Ué, por que não Helô?

- Agora estou ajudando a Mãe, que está super cansada por ter feito um monte de coisas em casa sozinha.

- Mas você não precisa ajudar! – falou o menino.

- Eu sei que não preciso, mas gosto de ajudar. Mamãe fica alegre e eu também.

Marcelo foi embora emburrado e pensativo. Lembrou que sua própria mãe vivia cansada e que ele nunca a ajudava em nada. Só se ela gritasse com ele...

Passou um tempinho e Heloísa foi à casa do Marcelinho.

- Agora, Marcelinho, podemos brincar. Vamos jogar bola no quintal?

Os dois correram para o quintal. Mas... ai ai ai... que decepção! O quintal estava sujo de tudo, pois a Mãe do Marcelinho não tinha tido tempo de limpá-lo.

E agora? Que será que aconteceu?

Heloísa falou:

- Marcelinho, vamos ajudar sua mãe?

- Mas ela não pediu… - respondeu ele surpreso.

- Não acredito, Marcelinho!! Que coisa !! Ela não precisa pedir para você ajudar, oras!!!! – disse firme Heloísa.

- Vamos, vamos ... pegue, por favor, a vassoura, a pá, a lata de lixo, uma coisa para a gente molhar as plantinhas e vamos deixar o quintal limpinho e é já....

Então, os dois amiguinhos começaram a limpar tudo. Marcelinho varreu. Heloísa apanhou a caixa de lixo, molharam as plantinhas...

Quando a mãe do Marcelinho chegou na janela, que surpresa!! Como seu rosto ficou feliz! E foi correndo ao quintal e beijou muiiiiiiito muiiito as crianças.

E Marcelinho, quando viu sua mãe tão tão tão feliz, ficou também mais feliz ainda que ela.

Como é bom ajudar, você não acha?

E você ajuda em casa?

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

domingo, 15 de setembro de 2019

LIÇÃO DE UM CORAÇÃO INFANTIL


Foi ao visitar o hospital que o menino conheceu a garota doente.

Ao entrar, ele teve uma vaga impressão de tristeza. Achou estranho.

Afinal, o médico lhe mostrou um grande armário com pílulas contra tosse, pomada amarela contra bolhas e pó branco contra febre.

Mostrou-lhe a sala onde se podia olhar através do corpo de uma pessoa como através de uma janela, para ver onde a doença se escondeu.

Mostrou-lhe outra com espelho, onde se operavam tantas coisas que ameaçavam a vida.

Estranho, pensava o garoto. Se aqui impedem o mal de ir adiante, tudo devia parecer alegre e feliz. Por que estou sentindo tanta tristeza?

O médico lhe explicou como a doença insistia em entrar no corpo das pessoas. Que havia mil espécies de doenças, que usavam máscaras para que não pudessem ser reconhecidas e como era difícil manter a saúde.

Explicou ainda que era preciso estudar muito para desmascarar, desanimar a doença, colocá-la para fora e atrair a saúde, impedindo-a de fugir. Mas, quando entrou no quarto da doentinha, ele a achou muito bonita, mas pálida.

Os cabelos se esparramavam pelo travesseiro.

Ela lhe disse que não podia andar. Mas também não tinha muita importância porque ela não tinha lugar nenhum para ir. Roberto lhe falou do jardim, cheio de flores, que ele tinha em sua casa. Ela pareceu se animar um pouco e respondeu que se tivesse um jardim, talvez sentisse vontade de sarar, para passear entre as flores.

Enquanto ela continuava desfilando sua tristeza, contando das pílulas e injeções que devia tomar todos os dias e dos exercícios que precisava fazer, Roberto pensava: para esta menina sarar, é preciso que ela deseje ver o dia seguinte.

Se ela tivesse uma flor, com sua maneira toda especial de se abrir, de improvisar surpresas, talvez quisesse sarar. Uma flor que cresce é uma verdadeira adivinhação que recomeça cada manhã. Um dia ela entreabre um botão, num outro desfralda uma folha mais verde que uma rã, num outro desenrola uma pétala.

Talvez esta menina esqueça a doença, esperando cada dia uma surpresa.

Roberto afirmou que ela iria sarar e desejou ardentemente isto.

Depois foi providenciar flores, diversas flores e as colocou sobre a mesa, perto da janela, aos pés da cama.

Trouxe uma esplêndida rosa, que parecia ir lentamente abrindo suas pétalas como se estivesse envergonhada ou talvez quisesse guardar a surpresa para outro dia.

Então, a menina que somente ficava olhando o teto e contando os buraquinhos da madeira, contemplou as flores e sorriu.

Naquela noite mesmo a tristeza saiu pela janela e a menina começou a mover as pernas.

Autoria Desconhecida - Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

domingo, 1 de setembro de 2019

JUCA E O DOCE DE LEITE


O Juca é um garoto que adora doce e o doce que ele mais gosta é o doce de leite.

Ele é conhecido entre os coleguinhas como o "Eu primeiro".

Viiiixeee, por que será que ele tem esse apelido?

Vocês sabem porquê? Não? Querem saber?

Tá bom, tá bom, vou contar:

O Juca quer ser sempre o primeiro: o primeiro a falar, o primeiro da fila, o primeiro a comer os doces de um aniversário, e para isso não se importa de empurrar os outros, de correr para passar na frente...

Por isso o apelido dele era "Eu Primeiro"

A mãe do Juca sempre falava e explicava a ele que não deveria fazer assim, que essa atitude dele poderia machucar pessoas e machucar a ele mesmo, mas ele ó, fazia-se de surdo.

Um dia, a Dona Marina, mãe do Juca, fez doce de leite, que era o doce preferido do Juca, e resolveu experimentar colocar um pouquinho de chocolate.

Hummmmm, será que ficou bom? Acho que deve ter ficado uma delícia! Vocês gostam de doce de leite com chocolate?

Pois é, o Juca também gostava muito muito.

E quando sua mãe chamou ele e os amiguinhos para experimentarem o doce, que será que aconteceu?

Isso mesmo, o Juca veio correndo empurrando os amiguinhos para chegar primeiro e já veio gritando:

- Eu primeiro! O doce é meu! Vou comer primeiro!

Dona Marina muito chateada e já cansada de ver como o Juca era mal educado, que apenas de falar e falar e tornar a falar ele não tinha aprendido nadinha, disse:

- Muito bem, Juca, se você quer ser o primeiro, e está com essa pressa toda, pode comer o doce.

Juca todo feliz pegou uma colher, enfiou na tigela de doce e, nhaac!

Deu aquela bocada! Mas aí...

Iiiiixeee que será que aconteceu?

- Ai, ai, ai, ai Mãe,  queimei minha boca!! O doce está quente, muito quente! ai, ai, ai... Começou a gritar o Juca.

Dona Marina, então, o pegou e o levou ao banheiro para passar água fria em sua boca. Depois lhe disse:

- Está vendo, Juca, como querer tudo primeiro pode nos machucar? A gente precisa saber esperar, não empurrar as pessoas, não querer sempre ser o primeiro.

E o Juca, desta vez escutou quietinho e prestando atenção, pois sabia que a mamãe falava a verdade e com a boca queimada ele teve que ficar quietinho vendo seus amiguinhos conversarem e rirem esperando o doce esfriar para o saborearem.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Mudar para Melhor


Pedrinho era um menino preguiçoso. Tinha preguiça de estudar, de ler, de desenhar e até de brincar.

A mãe de Pedrinho, dona Lili, é doceira, faz doces para vender.

Pedrinho costumava ir junto com ela entregar os pedidos, ajudando a carregar os confeitos, mas reclamava sempre.

Um dia, dona Lili foi entregar uma torta em uma Escola e Pedrinho foi junto.

Logo que chegaram Pedrinho ficou esperando em uma enorme sala onde estavam muitos alunos.

Ele observou um pouco e viu que eram crianças especiais: algumas não falavam, outras não enxergavam ou não ouviam; mas todas se comunicavam por sons, gestos ou mímicas. Elas estavam aprendendo animadamente uma música.

Em um canto dois alegres garotos desenhavam com pincéis. Pedrinho reparou que eles tinham apenas uma das pernas. Ficou impressionado com a alegria e a vontade de aprender deles.

Ele não viu ninguém triste, reclamando ou com preguiça. Sentiu que havia muito amor e respeito naquele local, pois as crianças ajudavam umas às outras.

Lembrou-se de seu corpo perfeito, de sua família legal e dos muitos amigos que tinha. Concluiu que devia aproveitar a vida para aprender e ajudar os outros, como aquelas crianças estavam fazendo.

Pouco tempo depois, dona Lili retornou e eles foram embora.

A experiência daquela tarde Pedrinho nunca mais esqueceu. Deixou de lado a preguiça e o mau-humor e se tornou um garoto alegre e estudioso. E dona Lili ficou contente porque Pedrinho mudou para melhor, muito melhor.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

JUJU TAGARELLA


Juju Tagarella,
Fala tudo SEM PENSAR.
Na boca não tem tramela.
Na Casa Espírita ou na escola;
Quando lhe pedem silêncio,
Ela a todos ignora,

E para sua professora,
Não dá a mínima bola.
Só ela é quem tem razão;
E quando se trata de dar opinião;
Está sempre disponível;
Está sempre de plantão.

Da irmã da amiga da tia,
Toda a vida conhecia;
Era só um blá-blá-blá
Pela vida fofocava;
Sem ao menos se importar;
Com danos e confusões;
Que poderia causar.

Inventou mentiras graves;
Fez casal se separar;
Trabalhador ser demitido;
E filho ir de castigo.
Conhecer Juju Tagarella;
Era pura esparrela.

Um belo dia porém;
Falava, inventava, mentia e irritava
A língua tanto se mexia, que nem sei o que parecia.
Talvez uma cobra... uma chama ou uma chibata.

Mas eis que ao seu encontro veio voando um a barata.
Cof...Cof...gasp...gasp ...
Engoliu o tal bichinho e gritou apavorada.
- Acho que fui atingida por um a flecha envenenada!
- Vou morrer .... Oooh... não posso falar mais nada ...!!!
E assim sucumbiu desmaiada.

Chamaram o Doutor Beltrano,
Um bom médico do lugar.
Apesar de não gostarem dos hábitos da tal moça,
Mesmo por caridade alguém tinha que lhe salvar.

Reanimou-a o bom senhor.
E pôs-se a explicar:
-Não é uma baratinha o que poderá lhe matar ... portanto, a Sra. pode agora se acalmar.
- Mesmo assim vou lhe aconselhar, Sra. Juju Tagarella.
- O que envenena o homem não é o que vai pela boca, mas sim o que pode sair dela.

Por isso o Grande Mestre um dia recomendou:
Quando for falar dos outros ou dar a sua opinião
Lembre-se: a boca só põe pra fora do que está cheio o coração.

Autora: Paty Bolonha - Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

LILI E TIA LALÁ


Era uma vez uma menininha chamada Lili. Ela era pequenina e morava em sua casa com papai, mamãe, os irmãos Paulinho e Miguel e a tia Lalá.

Lili gostava muito de todos, mas gostava muito, muito, muito da tia Lalá.

Sabem por quê?

É que a tia Lalá brincava muito com a Lili, fazia as roupinhas para suas bonecas, contava-lhe histórias, cantava e dançava e era muito divertida.

Um dia tia Lalá ficou doente, muiiito doente. O médico foi vê-la e disse que ela precisava ir para o hospital.

Todos ficaram muito muito tristes, principalmente Lili.

Então, tia Lalá foi para o hospital, mas não teve jeito. Seu coração estava fraquinho fraquinho e acabou parando.

Todos choraram e ficaram tristes e com saudade de tia Lalá, porque ela desencarnou, perdeu o corpo de carne, só ficou com o corpo levinho, o corpo espiritual.

Lili ficou muito curiosa para saber o que aconteceria com tia Lalá e sua mãe, então, lhe explicou:

- Lili, filha querida, quando a gente desencarna o corpo de carne e osso é enterrado, mas o espírito vai para o mundo espiritual. Assim, olha só, você está vendo o vento que sopra? Não, não é? Assim também o espírito e o mundo espiritual, a gente, aqui na terra, não os pode ver, mas eles lá existem. Assim, filhinha, você vai sentir muita, mas muita saudade do corpo pesado da tia Lalá, mas ela estará no Mundo Espiritual sem doença e sem estar triste por estar doente. E para a gente ajudar a tia Lalá a se acostumar com a nova casa em que ela foi morar, a gente deve pensar sempre nela com muito carinho e fazer orações para ela, certo?

- Certo, Mamãe.

E assim passou Lili a fazer: sempre pensava na tia Lalá com muito, muito carinho e toda noite orava para que ela estivesse feliz na nova casa.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

MEU AMIGÃO


Uma noite, eu e minha mamãe estávamos em casa, quando, de repente, começou uma ventania danada, e muiiiiita chuva, que fazia assim: chiiii, chiii, chiiii, e os trovões então! Era catabruummm catabruuummm e um montão de relâmpagos.

Eu fiquei com medo e sai correndo atrás de mamãe, gritando:

- Mamãe, Mamãe, eu tô com medo! muiiiiiiiito medo!

Mamãe, então, me abraçou forte, bem forte, e disse:

- Meu filho, vou lhe contar um segredo! Quando você sentir medo da chuva, você vai pensar assim: "O Papai do Céu, Deus, me criou e gosta muiiiiiito de mim. Igual meu amigão Jesus gosta, igual a mamãe e o papai gostam! E o Papai do Céu não vai nunca me deixar sozinho. Quer ver só?

- Como, Mamãe?!

- Olha, Filho, o Papai do Céu, Deus, pediu alguém para ajudar você e cuidar de você. Sabe quem é?

- Não, quem mamãe? Você?

- Eu também filhinho, mas há uma pessoa especial: o seu Espírito Protetor!

Você não pode vê-lo, mas vai senti-lo bem pertinho de você. Me dê sua mãozinha, viu só? você não vê o vento, mas o sente, né mesmo?

- É sim, Mamãe, Legal...

- Então, vamos fazer uma prece, pedindo ao seu Espírito Protetor para lhe ajudar a acabar com este medo?

- Han, han... Tá...

- Meu Espírito Protetor, meu amigão, por favor fique perto de mim e me ajude a não sentir medo da chuva. Obrigado.

Mas, depois de um bom tempo, depois que eu já estava mais crescidinho, lá veio o medo de novo, desta vez sempre que eu ia dormir e ficava sozinho, vinha aquele medão do escuro... Daí eu lembrei do meu Amigão, meu Espírito Protetor e fiz a ele uma prece assim:

- Meu Espírito Protetor, meu amigão, por favor fique perto de mim e me ajude a não me sentir sozinho e nem a ter medo do escuro.

Obrigado.

- Sabem o que aconteceu? Olha só, eu pedi com muiiiiiita força, com uma vontade grande dentro do meu coração e daí ó, o medo sumiu!!!

Aí eu cresci mais um cadinho e sabem quem resolveu aparecer, de novo? O tal do medo, vê se pode! Só que agora eu morria de medo de perder o papai, a mamãe, a vó, o vô, a tia Nena, vivia com um "ai que medão!" danado de tudo

Claro que fui correndo pro meu amigão, né?

- Meu Espírito Protetor, meu amigão, por favor ajuda também meu pai, minha mãe, minha vó, meu vô, minha tia Nena a ter sempre saúde e estejam sempre bem, alegres e perto de mim. Obrigado.

O que foi que aconteceu?

Y Y yesss, o medão foi-se embora e é assim que Deus, nosso Pai do Céu, nos ajuda: pede ao nosso Espírito Protetor para cuidar de nós em qualquer lugar e a qualquer hora.

Legal, este amigão que todos nós temos, né?

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 15 de junho de 2019

FÉ E CONFIANÇA


Jesus convidou André e Simão Pedro
Para a palavra pregar
Eram os irmãos pescadores
E só sabiam pescar

Ao convite,
Responderam: - Não podemos Senhor,
A pesca tá pobre
Precisamos trabalhar.

Pôs-se Jesus então a falar:
-Não se preocupem com isso
Estando comigo,
Estais com Meu Pai
E Ele não vos deixará nada faltar.

Cheinha de peixes,
A rede começou a pesar,
E os dois bem felizes
Começaram a puxar.

Senhor, Senhor,
Como vamos agradecer-lhe a fartura?
- Venham comigo agora,
A trabalhar para o PAI; é chegada vossa hora
Serão Pescadores de Homens,
A divulgar a Boa Ventura.

Seguiram-no os dois agora sem hesitar
E seus Grandes Discípulos
Vieram a se tornar,
Jesus silenciou o vento
E acalmou as ondas do mar
- Não temam, estão comigo
Não têm porque recear.

Pregaram por outras terras,
Ensinando o dom de Amar.
No sustento da fé divina
Que aprenderam a confiar.

Autora: Paty Bolonha - Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 1 de junho de 2019

MEU LAR NOSSO LAR


Se eu tivesse que explicar o que é um “LAR”,
Eu diria que é onde mora a PAZ, o AMOR, a ALEGRIA, a HARMONIA,
Nem toda casa é um LAR,
Umas são apenas MORADIA.

Para ser um LAR as pessoas que moram nele,
Devem ficar felizes em voltar,
Estejam onde estiver,
Aqui ou em qualquer lugar.

Mas para ser um LAR,
Todos tem que cuidar,
Deixar alegre e limpinho
Com muito capricho enfim,

Um lar tem que ter carinho e amor que não tem fim.
Sem brigas, só dialogar.
Sem gritos, é só falar.
Compreensão é importante
Para o lar se harmonizar.

Muito rico ou mesmo pobre
Se for novo ou já for velho.
Todo Lar tem muita Paz
Sob a luz do Evangelho.

A família sempre é nossa melhor companhia
E sempre que reunida é motivo de alegria.
Em prece agradeçamos ao Pai Nosso, o Nosso Lar
Pois nele é que encontramos a PAZ pra recomeçar.

Autora: Paty Bolonha - Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

HÁ SEMPRE ALGUÉM


O mundo inteiro está cheio de pessoas.

Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar.

Há pessoas tristes que precisam de alguém que as conforte.

Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude vencer a timidez.

Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para brincar.

Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão.

Há pessoas fortes que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usarem a sua força.

Há pessoas habilidosas que precisam de alguém para ajudar a descobrir a melhor maneira de usarem a sua habilidade.

Há pessoas que julgam que não sabem fazer nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir o quanto sabem fazer.

Há pessoas apressadas que precisam de alguém para lhes mostrar tudo o que não tem tempo para ver.

Há pessoas impulsivas que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros.

Há pessoas que se sentem de fora e precisam de alguém que lhes mostre o caminho de entrada.

Há pessoas que dizem que não servem para nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir como são importantes.

Precisam de alguém...

Talvez de ti ...

Autoria desconhecida. CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Meu Querido Planetinha


Ah! Meu querido planetinha
Queria tanto cuidar de ti
Mas não governar com desejos de poder e ambição
Mas com jeito de criança
Que enxerga nuvens de algodão
Sem pedir nada em troca
Só a satisfação de poder olhar todas as tuas belezas
Cuidar de teus mares, deixar os teus rios limpinhos
Pra poder matar a sede com água boa e fresquinha
E observar os peixinhos.
Teu verde, tuas florestas nem uma folha tirar
E ar bem puro poder respirar
Plantar muito alimento, muito arroz, trigo e feijão
Pra matar a fome de todos
Gente de toda nação, a viver como irmão

Ah! Meu querido planetinha
Que bom seria se todos tivessem a imaginação e a vontade das crianças
Tudo seria melhor não?
Porque criança não cansa nunca e se briga agora, daqui a pouco já está tudo bem
E se se machuca, levanta e logo continua
Tem amigos de todas as cores e entende qualquer língua, principalmente a do Amor Universal
Criança é criança aqui e acolá e tudo o que deseja é poder brincar
Se é Rei, no seu reino a ordem é ser feliz
Se é soldado, é soldado da paz
Se é médico, cura até coração magoado.
Constrói castelos e divide com quem precisar.

Ah! Meu querido planetinha
Eu queria tanto poder cuidar de ti com coração de menino.
Mesmo que seja só um pedacinho e o que tiver ao meu alcance
Eu prometo que vou tentar
Vou chamar meus amiguinhos pra ajudar e quem sabe um dia...

Quando os Homens descobrirem a minha fórmula mágica
Possam também começar a pensar em viver num mundo melhor.

Patrícia Bolonha