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terça-feira, 15 de maio de 2018

APRENDENDO A PERDOAR


Vitor morava com sua mãe e com sua vó em um apartamento e ele não tinha irmãos, por isso gostava de brincar com os meninos que moravam no mesmo prédio que ele.

Mas... Vítor não era um menino muito alegre. Sabem por quê? É que ele sempre ficava com raiva por qualquer coisinha e além disso não gostava de fazer as pazes depois que brigava com alguém.

Um dia, Camila, prima dele, foi passear na sua casa. Os dois brincaram e se divertiram muito. Mas vejam só o que aconteceu quando Camila deixou o Vítor sozinho para ir tomar banho:

Camila foi tomar banho e Vítor foi brincar com seu jogo de armar e construir várias coisas quando, de repente, PLOFT!

Sabem o que tinha acontecido? Camila veio correndo para abrir a porta do quarto e pisou no robô que o primo montara.

E vocês sabem o que aconteceu? Pois é; Vítor ficou muito bravo...

- Xiii, desculpa Vítor? - disse, chateada Camila - eu não sabia que você estava brincando atrás da porta. Vamos, eu ajudo a montar outro robô, pois não quebrou nenhuma pecinha.

Mas, a cara do Vítor continuava emburrada.

- Desculpa, Vitinho, foi sem querer, por favor me desculpe...

- Sem querer que nada - falou Vítor todo emburrado - você queria mesmo desmanchar o que eu montei. Não quero mais brincar com você! Pode ir embora pra sua casa, viu!

Camila começou a chorar e D. Helena, mãe de Vítor, levou a menina embora.

Quando voltou, percebeu que o filho estava triste porque a prima fora mesmo embora e aproveitou para conversar com ele:

- Sabe, filho, a gente precisa perdoar, desculpar o que nos fazem; senão vamos ficando sozinhos, sozinhos e isso vai nos dando um aperto muito forte no coração.

Mas Vítor fingiu que nem ouviu.

No dia seguinte, Vítor, cansado de ficar sozinho, pediu à mãe para ir brincar na casa do Guilherme, seu amigo que morava no térreo e tinha um pequeno quintal no apartamento.

Lá chegando, os meninos foram jogar bola. Brincaram bastante até que Guilherme chutou uma bola errada que foi bater sabem aonde? Pois é; bem na barriga do Vítor.

Vocês já sabem como é que o Vítor reagiu? Isso mesmo... Vítor ficou todinho cheio de raiva e dá-lhe a falação:

- Também, Guilherme, não vou mais brincar com você. Você não sabe jogar bola... Você acertou minha barriga. Você me machucou.

- Mas foi sem querer, Vítor. Eu queria chutar pro gol!! Aí errei e chutei em você. ME desculpa, foi mesmo sem querer - dizia-lhe Guilherme.

- Não, não desculpo não - retrucava o emburrado e embirrado Vítor.

- Puxa, Vítor, eu sou seu amigo, me perdoe, não foi por querer não.

- Não quero mais falar com você. Você me machucou.

E lá foi Vítor embora pra sua casa.

Vítor chegou em casa todo emburrado e foi pro quarto brincar de carrinho. Passou a manhã, chegou a hora dele ir pro colégio, tomou seu banho, se arrumou , foi pro colégio, ainda todo emburrado.

Voltando ao final da tarde pra casa, ele resolveu brincar de cavalinho de pau.

E lá foi ele para o terraço do prédio brincar com seu cavalinho de pau. E brinca daqui... E brinca dali...

Enquanto isso, no portão do prédio tinha alguém que estava olhando pra ele, o observava como que pedindo: - Posso brincar com você também?

Sabem quem era?

Yess... isso mesmo o Guilherme.

Mas o Vítor fingia que não o estava vendo e continuou a brincar sozinho com seu cavalinho.

E lá estava ele: brincando daqui, brincando dali... até que... CRASH!

Sabem o que aconteceu? Pois é, Vítor correndo com o cavalinho, pisou num buraco, se desequilibrou e cataplof no chão.

Nisso o Guilherme, que viu tudinho, chega correndo e pergunta:

- Quer que o ajude, Vítor? Você machucou?

- Não precisa! - falou Vítor envergonhado de ter caído e mais que isso; de ver como o Guilherme era tão bonzinho.

Mas, quando ele quis se levantar... Ai! Ai que dor ele sentiu! Parecia que tinha quebrado a perna.

Aí Guilherme o segurou pelo ombro, ajudando-o a se levantar e foram abraçados até o apartamento do Vítor, para que o mesmo pudesse ser medicado.

Quando os viu chegar, D. Helena correu e perguntou:

- Que aconteceu?

- Vítor caiu, D. Helena, e parece que machucou bem o joelho – respondeu Guilherme.

A mãe de Vítor voltou a falar:

- Bem, vamos então ver isso e fazer um curativo neste machucado. E muito obrigada, Guilherme, por você ter ajudado o Vítor.

Vítor estava com uma vergonha danada. Ele havia sido maldoso com o Guilherme e Guilherme o havia perdoado e ajudado.

Aí aconteceu uma coisa muito bonita.

Vítor abraçou Guilherme e disse:

- Olha, Guilherme, eu não fui legal com você e, mesmo assim, você me perdoou e ajudou. Agora eu quero lhe pedir desculpas de verdade! E você quer ser meu amigo ainda?

Guilherme sorriu e respondeu:

- Claro, Vítor, eu perdoo você e podemos ser grandes amigos!

E Vítor, com o coração mais levinho, prometeu a ele mesmo que seria um menino mais feliz e alegre e que, assim como o Guilherme, iria saber sempre perdoar.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de maio de 2018

AS DUAS CASAS


José e João, estão pretendendo construir uma casa, estão procurando um lugar para poderem edificá-las.

Depois de muito, muito procurar, cada um deles encontra um local. Vamos ver como ficou?

José ao encontrar uma rocha, pensa:

- Este é um bom lugar. A pedra do rochedo servirá de base para apoiar a casa.

Assim pensado. Assim feito. Ele começa o trabalho, que é cansativo, porque ele precisa furar a pedra para fincar o alicerce. E se cansa mais ainda ao assentar os tijolos com cimento.

Depois de algum tempo, eis que a casa fica pronta.

Como será que ela ficou?! Vamos ver?

Uau!! A casa está bonita! Está firme!

Após uns dias de construída, sabem o que acontece? Nããoo?

Acontece um temporal, que desaba por dias a fio. Relâmpagos cortam o céu, trovões ensurdecem, a ventania é forte, a água inunda tudo ao redor da casa. Mas ela (a casa) está ali, firme e forte. E dentro dela José está bem abrigado.

José foi sábio em construir sua casa de tijolos, sobre a rocha.

Vamos ver agora o local que João escolheu para construir sua casa?

João ao achar um local onde havia muita areia, pensou:

- Oba, é aqui que vou construir minha casa. E nem vou usar tijolo. Usarei umas tábuas mesmo.

E João rapidinho construiu sua casa. Mas, lembram-se daquele temporal com ventania forte? Pois é, ele aconteceu também no local onde João havia construído sua casa. E sabem o que aconteceu com a casa de João?

Isto mesmo! Ela ó... foi ao chão!

Esta foi uma história que Jesus nos contou e quis Ele dizer que quem não constrói sua fé pensando, raciocinando e trabalhando sempre, fica com uma fé muito fraquinha, e aí, quando chegam as dificuldades, os obstáculos, o sofrimento, as tristezas, ou seja, as verdadeiras tempestades, as pessoas se desesperam, gritam, choram, perdem a confiança em Deus. Também, a confiança era tão fraquinha que nem a casa do João, né?!

Autor Desconhecido – Fonte do texto e imagem: Internet Google.

domingo, 15 de abril de 2018

Árvore dos Amigos


Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.

Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.

Há muitos tipos de amigos.

Talvez, cada folha de uma árvore caracterize um deles...

O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe mostram o que é ter vida.

Depois, vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.

Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.

Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho.

Muitos desses denominados amigos do peito, do coração são sinceros, são verdadeiros.

Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz felizes ...

Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e, então, é chamado de amigo namorado(a).

Esse(a) dá brilho aos nossos olhos música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.

Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora.

Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.

Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.

O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas.

Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações.

Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria.

Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam com o nosso caminho...

E jamais nos deixaram sem algum ensinamento aumentando nossa capacidade de sentir, de relacionar, de conviver.

Autor Desconhecido – Fonte do texto e imagem: Internet Google.

domingo, 1 de abril de 2018

AMOR DE AMIGO


Durante a guerra, um orfanato de missionários, numa aldeia vietnamita, foi atingido por várias bombas.

Os missionários e duas crianças morreram na hora e muitas ficaram feridas, inclusive uma menina de 8 anos.

Através do rádio de uma aldeia vizinha, os habitantes buscaram socorro dos americanos. Um médico da marinha e uma enfermeira chegaram trazendo apenas maletas de primeiros socorros.

Perceberam logo que o caso mais grave era o da menina. Se não fossem tomadas providências imediatas ela morreria por perda de sangue. Era urgente que se fizesse uma transfusão.

Saíram a procura de um doador com o mesmo tipo sanguíneo. Os americanos não tinham aquele tipo de sangue, mas muitos órfãos que não tinham sido feridos poderiam ser doadores.

O problema agora, era como pedir às crianças, já que o médico conhecia apenas algumas palavras em vietnamita e a enfermeira tinha poucas noções de francês.

Usando uma mistura das duas línguas e muita gesticulação, tentaram explicar aos assustados meninos que, se não recolocassem o sangue perdido, a menina morreria.

Então perguntaram se alguém queria doar sangue. A resposta foi um silêncio de olhos arregalados.

Finalmente uma mão levantou-se timidamente, deixou-se cair e levantou de novo.

Ah, obrigada - disse a enfermeira em francês. Como é o seu nome?

O garoto respondeu em voz baixa: Heng.

Deitaram Heng rapidamente na maca, esfregaram álcool em seu braço e espetaram a agulha na veia.

Durante esses procedimentos, Heng ficou calado e imóvel.

Passado um momento, deixou escapar um soluço e cobriu depressa o rosto com a mão livre.

Está doendo Heng? - perguntou o médico. Heng abanou a cabeça, mas daí a pouco escapou outro soluço e mais uma vez tentou disfarçar. O médico tornou a perguntar se doía, e ele abanou a cabeça outra vez, significando que não.

Mas os soluços ocasionais acabaram virando um choro declarado, silencioso, os olhos apertados, o punho na boca para estancar os soluços.

O médico e a enfermeira ficaram preocupados. Alguma coisa obviamente estava acontecendo.

Nesse instante, chegou uma enfermeira vietnamita, enviada para ajudar. Vendo a aflição do menino, falou com ele, ouviu a resposta, e tornou a falar com voz terna, acalmando-o.

Heng parou de chorar e olhou surpreso para a enfermeira vietnamita. Ela confirmou com a cabeça e uma expressão de alívio estampou-se no rosto do menino.

Então ela disse aos americanos:

Ele achou que estava morrendo. Entendeu que vocês pediram para dar todo o sangue dele para a menina poder viver.

E por que ele concordou? Perguntou o médico.

A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta, e Heng respondeu simplesmente:

"Ela é minha amiga."

Pense nisso!

Você já pensou em ser um doador de sangue?

Geralmente só o fazemos quando a necessidade é de um familiar ou um ente caro, mas a solidariedade convida-nos a doar para salvar vidas.

Tornando-nos um doador voluntário, estaremos contribuindo grandemente com a sociedade.

Livro das Virtudes - Fonte www.cvdee.org. – Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Adversidade


Uma filha se queixou ao pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia. Seu pai levou-a até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver.

Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou o gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e então pegou o café.

Virando-se para ela, perguntou:

- O que você está vendo?

- Cenouras, ovos e café, respondeu.

Ele pediu para experimentar as cenouras. Ela notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso e perguntou:

- O que isto significa, pai?

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. O pó de café, contudo, era incomparável.

Depois de colocado na água fervente, havia mudado a água.

- Qual deles é você, minha filha? - perguntou o pai. Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde?

Você é uma cenoura, um ovo ou pó de café?

Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade murcha e se torna frágil e perde suas forças? Ou como o ovo, que começa com um coração maleável, mas depois de alguma dificuldade se torna mais difícil e duro? Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir extrair dela o máximo de seu sabor.

Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.

Quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que tudo em torno de você também melhore. Como você lida com a adversidade?

Autor Desconhecido – Fonte do texto: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

quinta-feira, 1 de março de 2018

A Vovó Sabe Tudo


I - BRINCANDO E APRENDENDO

Vovó Esmeralda tricotava, enquanto, por cima dos óculos, cuidava de seus netinhos que brincavam na redondeza.

Depois de certo tempo, cansados de brincar cada um por si, os meninos vieram assentar perto de Paula, que lia poesias.

Conversa vai, conversa vem, Paula contou que a poesia que acabara de ler dizia que nascer e morrer são acontecimentos da vida.

Este assunto deixou Luizinho arrepiado que até pedira:

- Não fale em morte! Eu tenho medo.

- Mas o que é a morte? Perguntou Roberto com ares de intelectual.

- Não sei explicar. Disse Paula.

- Nem eu. Complementou Luizinho.

- Acho melhor a gente perguntar à vovó...

- Vamos, a vovó sabe tudo! Concordaram todos.

II - CONVERSANDO COM A VOVÓ

Um após o outro, seguiram até o banco onde vovó os observava.
Tão logo chegaram, vovó Esmeralda perguntou com a sabedoria de quem já viveu muito:

- O que houve crianças? O que está perturbando vocês?

- Estou com medo, vovó! Respondeu Luizinho.

- Medo de que? Perguntou vovó Esmeralda.

Antes que Luizinho respondesse, Paula explicou:

- Estou lendo uma poesia que diz que nascer e morrer são fatos naturais da vida, aí Luizinho ficou com medo e o Roberto quis saber o que é morte, mas nós não soubemos explicar.

- Então viemos lhe perguntar. Completou Roberto.

Aparentando indiferença às preocupações das crianças, vovó Esmeralda olhou em volta como se procurasse alguma coisa no jardim.

Continuou em silêncio até que seus olhos brilharam quando encontrou o que procurava.

III - A PASSAGEM

- Meus queridinhos, olhem que beleza aquela flor! Vejam, continuou a vovó, aquela borboleta como é linda. Observem como a vida está presente por todos os lados. Olhem...

- Vovó, acho que a senhora não entendeu a nossa pergunta. Atalhou Paula, interrompendo a fala da vovó.

- Nós queremos saber é o que é a morte.

Vovó Esmeralda com paciência e serenidade de que lhe eram peculiares, respondeu carinhosamente:

- Meus queridos, não há motivos para vocês se preocuparem tanto assim com esse assunto. Deus, que é Pai bondoso, não permitiria que nos acontecesse coisa ruim. A morte é uma passagem desta vida física para a vida espiritual.

- Como assim vovó? Quis saber Luizinho que não entendeu bem esta coisa de físico-espiritual.

- Mas vovó, é verdade que todos..., que todos nós vamos morrer?

Perguntou Roberto preocupado.

IV - A BORBOLETA

- Sim, isto é verdade, respondeu vovó Esmeralda. Mas só o corpo morre, e ele é uma sala de aula para o espírito.


- Como assim?

- Vejamos a borboleta. Ela passa por vários corpos durante a sua vida para dar o seu voo majestoso.

- Vocês conhecem as transformações da borboleta? perguntou a bondosa Esmeralda.

- Não! Deve ser legal. Conta prá nós vovó. Conta, insistiu Luizinho.

- A borboleta - diz vovó; nasce inicialmente de um pequeno ovo, a futura borboleta ensaia seus movimentados no desajeitado e irrequieto corpo de uma larva.

V - O SONO PROFUNDO

Treinada nos movimentos, ensaia os passos no corpo, agora transformado, da comilona lagarta. É hora do sono profundo...

A lagarta, tem dentro de si a futura borboleta. Ela sabe que precisa dormir para a grande transformação. Caminha silenciosa ao local onde deve adormecer. Deixa de ser comilona. Para e se enrosca e se transforma num casulo, aparentemente sem vida. Morre para o mundo...

Vovó fez uma pequena pausa.

- E aí vovó? Ela morreu mesmo? Pergunta Paula curiosa.

VI - A METAMORFOSE

- Não, querida. Sorriu e completou a vovó: É como se ela estivesse trocando de roupas.

Passados alguns dias, depois de várias transformações, nasce do casulo inerte a borboleta de extraordinária beleza.

Trêmula, inibida, encara o mesmo mundo em que vivera antes, como se nunca o tivesse conhecido.

Ensaia os primeiros movimentos com suas lindas asas. Voa, voa...

Olha de cima, o solo em que antes rastejava com seu pesado corpo de lagarta. É a beleza da vida superando a morte...

- Então morrer é isso vovó? pergunta Roberto.

- Meus queridos, a metamorfose da borboleta serve apenas para ilustrar o que a vovó quer explicar. Conosco acontece uma transformação parecida apenas.

- Como assim vovó? Quis saber Luizinho.

- A nossa vida também continua, independentemente do corpo, que é como o casulo da borboleta. Deixamos para trás ao morrermos, mas seguimos com o nosso ser espiritual, a nossa alma, o nosso ser que é imortal...

Continuamos a ser nós mesmos, com nossos pensamentos, nossa personalidade e gostos. A vida não cessa com a morte. A morte é como se fosse uma troca de roupas, assim como a borboleta trocou de corpo.

- Entenderam? perguntou a vovó.

- Quase tudo! Responderam todos.

Vovó Esmeralda sorriu um sorriso de quem já viveu muito, de quem é paciente e sabe que vai ter tempo para ensinar e aprender muito mais...

Morelli, Jac i.: A Vovó Sabe Tudo. Tema: A morte. Edição Editora
Espírita Cristã Fonte Viva.

CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O Bom Samaritano

João é um menino que adora andar de bicicleta.

Certa tarde, depois de pedalar perto de sua casa, ele resolveu ir um pouco mais longe. Distanciou-se alguns quarteirões, e viu um terreno baldio, que parecia uma pista de bicicross: sem vegetação e com muitos altos e baixos, perfeito para treinar suas habilidades com a bicicleta.

E foi o que ele fez! Muito pedalou naquele terreno repleto de barro, pois havia chovido de manhã.

- Chega! – pensou João. Vou pra casa! Está quase na hora do meu programa de mágicas na TV.

Mas quando estava saindo do terreno, já próximo à calçada, João não viu um buraco no chão e PLOFT! Caiu da bicicleta e a bicicleta caiu por cima dele e ele machucou seriamente o pé.

- Como dói! – pensou alto enquanto tentava se levantar. Não conseguiu caminhar e sentou de novo. Estava sujo, assustado e com muita dor.

João então se arrastou até a calçada, para pedir ajuda. Logo viu um menino da sua idade que mora perto de sua casa. Quando pensou em chamá-lo, o menino atravessou a rua, evitando passar perto de João.

- Será que ele não me reconheceu? Parece que ele mudou o caminho...

Mal tinha terminado esse pensamento, João avistou Pedro, um colega de escola. Quando pensou em pedir ajuda ao colega, o garoto fez meia volta e retornou de onde estava vindo.

João não sabia o que pensar... Resolveu, então, fazer uma prece, solicitando ajuda. Poucos minutos depois de terminar a prece, ele viu que um menino desconhecido, andando de bicicleta.

E foi aquele menino que não conhecia João que atravessou a rua para auxiliá-lo.

- Está machucado? – perguntou o menino desconhecido.

João contou o que aconteceu, falou da dor do pé e que não conseguia caminhar.

O menino ajudou-o a ficar em pé, pegou o celular e ligou para a mãe de João.

- Obrigado – agradeceu sinceramente João.

- Vou ficar aqui até sua mãe chegar – disse o menino.

Logo a mãe de João chegou e os dois meninos se despediram, momento em que João novamente agradeceu a ajuda.

O menino sorriu e disse:

- Fazer aos outros o que queremos pra nós, lembra dessa frase? E se despediu com um sorriso.

João nunca mais viu Joaquim – esse era o nome do menino que o havia ajudado, mas nunca mais esqueceu aquela frase, que orientou muitas decisões em sua vida.

Claudia Schmidt

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A VOLTINHA DE RENATO

Um dia, Renato foi dar uma “voltinha”.

Antes de sair, porém, passou pela cozinha e ao ver um prato de bananas, exclamou:

- Oba! ... Está para mim! ...

E, guloso como era, pegou duas bananas e saiu. Então, começou a saborear uma delas.

- Como está gostosa! ... A sorte é que peguei duas...

E os olhos luzindo de prazer, ia dando sua “voltinha”.

A manhã estava linda! ... Os céus bem azuis, salpicados de nuvenzinhas brancas que passavam de um lado para outro.

- Parecem carneirinhos pastando – pensou Renato enquanto caminhava.

Andou, andou... Depois de comer as duas bananas, ficou todo atrapalhado.

- E agora, que vou fazer com estas coisas? ... Atirar no chão não devo... No bolso não dá... Minhas calças estão limpinhas... Ficar com elas na mão... Também não dá...

E Renato olhava para as cascas de banana, sem saber o que fazer com elas.

Nisto, ao passar por um jardim, um cão saltou nas grades, latindo.
- Oi Rajá! ... Tudo bom? ...

E largou na calçada as desagradáveis cascas, para melhor acariciar seu amigo cão.

Durante algum tempo, Renato ali esteve. Depois, continuou a dar sua “voltinha”, completamente esquecido de tudo.

Foi então que encontrou seu amigo Pepe.

- Oi! ... Vamos brincar um pouco?

- Não posso, Nato! Meu pai está esperando a marmita. Ele almoça lá no emprego.

Renato sabia que Pepe era um bom menino, levava sempre a marmita para o pai, com muito cuidado. Por isso, sem insistir, prosseguiu sua “voltinha”.

Mas, mal tinha dado alguns passos, ouviu um grito – Ui! ...- e um barulho forte – ploctt...

Renato voltou-se. Lá estava Pepe estendido no chão! A seu lado, a marmita virada e toda a comida derramada! Rajá latia, como a pedir socorro.

Renato correu para o amigo.

- Que foi? ... Está machucado? ...

- Ui! – Gemia Pepe, esfregando a perna – Que escorregão! ... Também, cascas de banana! ...

Renato ficou vermelho! ... O coração bateu forte, forte ....

- Você quebrou a perna? – Perguntou, aflito.

- Não sei... Acho que não! ...

E Pepe, ajudado por Renato, pôs-se de pé. Depois, forçou um sorriso e disse:

- Estou bem... A perna não quebrou...

E meio manco, deu alguns passos. Foi quando viu a comida esparramada na calçada. Então, começou a chorar.

Coitado do papai! Vai ficar sem almoço! ...

Renato ficou nervoso. E enquanto pegava as cascas de banana, dizia:

- Não chore! ... Seu pai terá outro almoço...

Mas Pepe, segurando a marmita vazia, explicou: a mãe trabalhava fora e já tinha saído.

Renato ficou mais aflito. Correu para casa e, chorando, contou tudo à sua mãe.

- Eu sou o culpado! ... A culpa é minha...

Dona Vera ficou muito aborrecida, mas logo falou:

- Vá buscar Pepe. Vamos dar um jeito...

Renato saiu com um tufão. Em dois segundos estava de volta com o amigo. E os dois choravam juntos.

Dona Vera examinou Pepe. Tinha o tornozelo inchado, mas não havia fratura.

- Não chore mais! ... Seu pai não ficará sem almoço...

E assim dizendo, ia abrindo as panelas e acomodando a comida na marmita.

Um largo sorriso apareceu no rosto de Pepe. E muito agradecido, disse:

- Muito obrigado! ... A senhora é muito boa! ... Renato também...

- Meu filho é muito descuidado! – comentou dona Vera.

E como Renato baixasse a cabeça muito triste, ela acrescentou:

- Mas garanto, também, que ele vai se corrigir...

Os olhos de Renato brilharam.

- Sim, mãe, garanto! Não me esquecerei nunca do dia de hoje! ...

E enquanto ele acompanhava Pepe, contou-lhe, muito envergonhado, o que havia acontecido quando parara para brincar com Rajá.

FONTE: LIVRO: CONTE MAIS - TEMA: RESPEITO A VIDA DOS SEMELHANTES.


CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

A VIDA DE JESUS

Maria era uma jovem muito bondosa. Ela casou com José, um carpinteiro de Nazaré. Um dia, ela foi informada pelo Plano Espiritual que daria a luz a um menino; ele se chamaria Jesus. Quando Maria estava em estado adiantado de gravidez, ela e seu marido precisaram viajar de Nazaré (Galileia), até Judéia, pois naquela época César Augusto decretou que fosse realizado um Censo (contagem dos habitantes de um lugar) e todos deveriam se alistar na cidade do patriarca da família. Como José nasceu na cidade de Belém (Judéia) precisaram ir até lá para participarem do Censo, conforme mandava a Lei. E aconteceu que, estando ali, chegou o dia em que Maria devia dar à luz. José e Maria tentaram achar uma hospedaria para acomodarem-se, mas estavam todas lotadas, restando-lhes como único local, uma estrebaria. Maria deu à luz ao menino Jesus.

Os primeiros a adorarem Jesus foram os pastores avisados por um Espírito de Luz, quando eles cuidavam de suas ovelhas.

Ficaram maravilhados ao ver Jesus e entenderam que um homem que vinha salvar a humanidade começava sua vida de forma simples.

Assim foi, porque ao nascer já nos deu a primeira lição de humildade. Porque Jesus deu exemplo de tudo que ensinou.

Jesus nasceu há 2000 anos, na Judéia, na cidade de Belém, mas cresceu na Galileia, na cidade de Nazaré.

Maria, mãe de Jesus, trabalhava no tear. Além de tecer, fazia o serviço da casa e cozinhava. Jesus a ajudava carregando lenha e água, atendendo sempre os pedidos da mãe.

O pai de Jesus se chamava José. Ele trabalhava em sua oficina ao lado da casa, pois era carpinteiro. Jesus gostava muito de ajudar o pai e quando ficou adulto tornou-se carpinteiro (quem faz móveis de madeira).

Certo dia, José e Maria estavam no templo e, após um momento de distração, não encontraram o menino. Jesus estava com os Doutores da Lei, homens que estudavam a Lei de Moisés. O garoto deixou esses sábios surpresos com os seus conhecimentos e com a sua inteligência. Tinha Jesus doze anos nessa ocasião e se preparava para desempenhar grande missão na Terra.

O batismo de água era uma prática simbólica em que a pessoa dava um testemunho público do arrependimento e propósito de corrigir-se, ficando então livre dos seus pecados. Naquela época o batismo era realizado em adultos, através da imersão (mergulho) em um rio.

João, conhecendo Jesus como pessoa de costumes puros, não o queria batizar. Disse ele:

- Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?
- Deixa, por agora, porque nos convém cumprir toda a justiça - respondeu Jesus.

A justiça a que Jesus se referia eram as ordenações de Moisés e dos profetas, que o povo judeu tinha por lei.

Entre outros anúncios sobre o Messias, Isaías profetizara (cap. 11 v.2):

- E repousará sobre ele o espírito do senhor, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

Esse aviso se cumpriu logo, quando, após ser batizado por João, Jesus saiu das águas do rio e, na margem, se pôs a orar. Então, a João "se lhe abriram os céus" (enxergou espiritualmente) e viu o espírito de Deus (um bom espírito da parte de Deus) descendo como pomba (em manifestação espiritual) sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: "Este é meu filho amado, em quem me comprazo". (Mt. 3 vs 16- 17.).

Era o sinal espiritual que João Batista vinha esperando para conhecer o Messias. A partir de então, João testemunhava a respeito de Jesus.

Jesus ia por toda Galileia, ensinando nas Sinagogas, preparando o Evangelho do reino e curando as enfermidades do povo. Ele falava de amor, perdão, caridade, paz e humildade. Sua reputação se espalhou por vários lugares e era acompanhado por grande multidão em suas pregações.

De todos os fatos que dão testemunho do poder de Jesus, os mais numerosos são as curas. Ele deseja ensinar que o verdadeiro poder é o daquele que faz o bem. O seu objetivo era ser útil e não satisfazer a curiosidade dos indiferentes, por meio de coisas extraordinárias.

Assustados com o poder das palavras de Jesus sobre a multidão, os sacerdotes, receosos de perderem o prestígio de que gostavam junto ao povo, reuniram-se na casa de um deles (Caifás) e planejaram a morte de Jesus.

Eles ofereceram a Judas, um de seus discípulos, trinta moedas de prata para que o entregasse ao Templo.

Quando o soldado chegou ao Horto das Oliveiras para prender Jesus, Pedro quis defendê-lo, atacando com uma espada, mas o Mestre disse-lhe: "Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, pela espada perecerão". (Mateus 26.52).

Em nenhum momento Jesus permitiu a violência e acompanhou os guardas com calma, dizendo aos discípulos que tudo se faria conforme as escrituras sagradas. Foi condenado à crucificação, mas não fugiu, demonstrando a coragem de ensinar a verdade até o último momento.

Jesus foi levado da casa de Caifás (sumo sacerdote dos judeus naquele ano) para a casa de Pilatos (governador romano) como se fosse um malfeitor. Os judeus não queriam matar Jesus, por estarem comemorando a páscoa e por isso, levaram-no a Pilatos para que o governo romano ordenasse sua morte.

Após fazer várias perguntas a Jesus, Pilatos voltou aos judeus e disse que não achava nele crime algum, perguntando-lhes se gostariam que soltasse o rei dos judeus. Mas o povo não aceitou e Pilatos mandou então os soldados açoitarem Jesus. Após várias torturas, Pilatos novamente entregou Jesus aos judeus, dizendo que não achava nele crime algum, mas os judeus responderam que ele deveria morrer por ter afirmado que era filho de Deus.

Então Pilatos o entregou para ser crucificado. Jesus carregou sua própria cruz até um lugar chamado Gólgota. Ali ele foi crucificado, no meio de dois ladrões. Junto da cruz estavam Maria, sua mãe, Maria de Cleófas, Maria Madalena e o discípulo João.

Jesus, após a morte de seu corpo físico, apareceu, em espírito, aos apóstolos e a alguns amigos, ficando junto deles por alguns dias.

Comprovou, assim, que o espírito não morre e que a vida continua, em espírito, após a morte do corpo material.


Autor Desconhecido – Fonte do texto: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - Fonte da imagem: Internet Google.