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domingo, 15 de março de 2020

MINA E CELMA


Mina e Celma descendiam de famílias que imigraram para o Brasil. Foram amigas nos dias da infância, mas se tornaram adultas, casaram-se e nunca mais se encontraram.

Depois de transcorridos muitos anos, certa tarde Mina foi visitar uma amiga. Como houvesse se demorado mais do que o previsto, fez parar um taxi e tomou caminho de volta. Notou que ao volante estava uma mulher e pôs-se a conversar com ela.

Ambas notaram algo de familiar entre as duas e finalmente reconheceram-se. Celma, simples, porém autêntica; e Mina, sofisticada, presunçosa e toda superficial.

Notando que Celma era a mesma pessoa ingênua, articulou um plano para vê-la humilhada ao seu lado. Convidou-a para um chá íntimo e ela credulamente aceitou. No horário estabelecido, Celma compareceu nos seus trajes de serviço.

Mina preveniu as amigas da sua roda sobre o jeito de ser da convidada, mas se fingiu cordial ao recebê-la. Vieram os cumprimentos estudados, um pouco de conversa e em seguida foi servido um cálice de licor acompanhado de canapés; mas tudo com grande requinte. Sem se preocupar com o aparato, Celma serviu-se a vontade.

Falou alto, gesticulou o quanto julgou necessário. Daí..., olhares zombeteiros, risinhos irônicos e piscadinhas maliciosas... Celma, o alvo das atenções.

Mas esta cena não se prolongou por longo tempo. O telefone tocou. Avisava que o neto de Mina fora acidentado.

Esta, transtornada, retorna a sala e comunica o fato.

Foi então que ela viu sair cada amiga sem se preocupar com o seu desespero. Mas Celma permaneceu. Solicita e experiente, entrou logo em ação, conduzindo Mina a clínica onde o neto se encontrava, e para satisfazer as exigências preliminares do hospital, ela teve de emprestar dinheiro também.

Estava sendo exigida a presença dos pais da criança e foi a essa altura que Mina precisou dizer que a filha era desquitada e o garotinho sofria muito com a ausência do pai.

Celma, seguindo a direção indicada pela amiga, saiu a procura da mãe e depois do pai da criança, mas só depois de uma hora de busca os dois foram encontrados.

O pai, bebendo num bar e a mãe jogando numa casa de jogos clandestinos. De volta a clínica, novo problema: sangue para o menino.

Mina se comunica com sua roda de amigas, mas nenhuma foi encontrada com disposição para doar.

Celma ligou para as suas vizinhas e não tardou surgir um grupo da amizade dela e a criança recebeu o sangue necessário. Alta madrugada, Mina e Celma se separaram, porém o quadro era outro.

A primeira sem a máscara da hipocrisia, humilhada e envergonhada, sentia-se pequena ao lado, da verdadeira amiga. Esta, cansada mas feliz, estava em paz consigo mesma, por haver cumprido o dever de "SER AMIGO"

Autor Desconhecido - Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

domingo, 1 de março de 2020

O BESOURO INVEJOSO


Vocês já foram passear na roça? Vocês já viram que à noite, em alguns lugares escuros há um bichinho que tem luz muito bonita?

Ah! É o vaga-lume.

Pois bem, da janela de sua toca, o besouro fungava aborrecido, olhando a lanterna verde que o vaga-lume acabara de acender.

Quanto brilhava! Parecia uma pequenina estrela caída do céu. Tão linda!

O besouro era assim. Sempre queria ser igual aos amigos, aos vizinhos, aos parentes. Quando o gafanhoto comprou uma casaca verde e apareceu todo bonito na festa dos bichinhos, ele ficou de boca aberta, querendo ser como o gafanhoto.

Voltou para casa aborrecido e tristonho.

O que aconteceu – perguntou- lhe a mulher. Ele não respondeu e foi dormir todo zangado.

O mesmo aconteceu quando ele ouviu o canarinho cantando.

Que voz linda. – pensava ele. – E eu não sou capaz de fazer um assobio.

E assim, sempre querendo ser como os outros, era um besouro triste.

Mas, o que mais irritava mesmo era o vaga-lume, pois, pensava ele:

O vaga-lume não e um bichinho como eu? Por que tem ele aquela lanterna verde tão bonita e eu não tenho?

De tanto se aborrecer com isso, o besouro resolveu abandonar tudo e ir morar sozinho na floresta. Mas ele ia tão afobado, tão raivoso, que não vendo os galhos secos de uma arvore, estes lhe feriram os olhos.

Ah! Que dor nos olhos! Quase não vejo nada... Como poderei caminhar?

E ficou parado por instantes quando ouviu uma vozinha:

Que bichinho bonito, como ele tem as patas bem feitas. São tão bonitinhas as suas patas! Como e o seu nome?

Mas, o besouro com olhinhos machucados não viu a formiga e como a formiga havia falado em bichinho bonito, ele não pensou que fosse com ele.

Fale o seu nome, eu sou a formiguinha.

Está falando comigo? Eu me chamo besouro. Machuquei os olhos nestes galhos.

Espere um pouco, vou buscar água fresquinha para banha-lo e num instante ficara bom.

Enquanto ele esperava, ouviu outra voz:

Que bichinho interessante! Tão bonitinho! Ele tem o corpo coberto por uma capa preta!

Isso não e capa preta, são minhas asas...

Ah! Você tem asas! Pode voar. Oh! Como você é feliz!

Enquanto isso, a formiguinha já tinha chegado. Lavou os olhos do besouro, pôs uma pomadinha e ele passou a enxergar bem. Pode ver, então, que quem falava com ele era a minhoca. E olhando ao seu redor viu tantos bichinhos..., uns pequenos, outros rastejando pelo chão, e, apesar de tudo viviam felizes.

Começou a pensar..., olhou para as suas patinhas..., tão bem feitas. Olhou para suas asas fortes..., sem elas nunca poderia voar. E tão depressa...

E o besouro continuou pensando:

- Estes bichinhos não tem nada disso e vivem contentes, nem ficam irritados por não serem como eu sou... Ah! Eu também vou procurar viver alegre com o que eu tenho e não ficarei mais triste com a beleza do vaga-lume, nem de bicho algum.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

NASCER DE NOVO


Jorge é um menino que mora no bairro nos arredores de uma grande cidade.

Com oito anos, é conhecido de todos, por ajudar seu pai, que é pedreiro, e por estar sempre com um sorriso no rosto.

Quem o conhece o chama de Pedreirinho.

Jorge está na segunda série do Grupo Escolar. Todos os dias, ao chegar da aula, troca de roupa, almoça e vai levar o almoço do pai, geralmente em uma obra ali mesmo no bairro. E fica lá para ajudá-lo.

A família de Jorge - papai, mamãe e um irmãozinho (O Quico) - vive em harmonia. E muita dessa paz é devida a um bonito hábito que têm: uma vez por semana se reúnem para orar, para conversar sobre os ensinamentos de Jesus. Essa reunião é chamada de estudo do Evangelho no Lar.

Um dia, quando Jorge ia levar o almoço para seu pai, a vizinha o chamou e disse:

- Pedreirinho, fale com sua mãe que agora sou vovó. A Terezinha, minha filha mais velha, ganhou um bebê..., uma linda menina!

- Está bem - disse o garoto - vou voltar e lhe dar a notícia agora mesmo.

Jorge voltou rapidamente em casa, deu o recado à mãe e foi levar o almoço do pai.

À noite, quando já tinham jantado e estavam a conversar na sala, descansando dos trabalhos do dia, Jorge perguntou à mamãe:

- Mãe, você foi ver o neném da Terezinha?

- Fui sim, querido; eles estão muito felizes com o bebê, que é uma linda garotinha.

E continuou...:

- Bem, meu filho, quando nasce uma criança aí temos um Espírito recebendo um corpo novo para continuar sua evolução.

Papai, que estava bem interessado na conversa, ia falar alguma coisa, mas o Quico, o irmãozinho mais novo, disse rápido:

- Mamãe, eu sei porque a gente nasce; você já disse isto no Estudo do Evangelho: é que a gente reencarna.

Papai balançou a cabeça afirmativamente, satisfeito com o interesse dos filhos em assunto tão importante, e com a vivacidade do Quico.

Jorge, então disse:

- Eu me lembro do que a mamãe falou; foi na semana passada. Mas ainda não entendi bem porque a gente precisa nascer tantas vezes, sempre ganhando um corpo novo. Será que não dava pra gente aprender tudo o que precisa para ser um Espírito mais iluminado em uma encarnação só?

Quico arregalou os olhos e ficou esperando a resposta...

Mamãe, então, falou:

- Seu pai e você, por mais que se esforcem, conseguem fazer uma casa em um dia?

- Ah, claro que não, né mãe?! Há muiiiito trabalho...

- Ei, Jorge - disse Quico - eu posso ajudar. Sei colocar direitinho um tijolo em cima do outro para fazer as paredes...

Todos riram com a tirada do Quico... E Jorge disse ao irmão:

- O caso, Quico é que uma casa não é feita só com paredes não, sabe? Primeiro a gente faz o alicerce, para as paredes ficarem no prumo, como diz papai... Temos, também, que deixar lugares para as portas, para janelas, para fiação.... Iiihh!! é a maior trabalheira...

- Pois é - falou papai - como a mãe de vocês estava dizendo, o Espírito reencarna para aprender. E ele aprende por etapas, já que não dá para aprender tudo em uma reencarnação só. Além disso, quando ele erra e não tem tempo para consertar o erro, a reencarnação funcionará como nova oportunidade, como um outro dia. Tudo isto mostra o amor e a sabedoria de Deus, não acham?

Jorge e Quico pararam um pouquinho... pensaram..., e Jorge disse:

- Deus é mesmo muito sábio e muito bom, nos dando tanta chance para aprender e ser feliz...

- Legal..., muito legal - disse Quico, muito contente porque, tão novo ainda, já conhecia tantos ensinamentos legais e teria bastante tempo para aproveitá-los. Aliás..., igualzinho a vocês, né?

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

FÉRIAS DE VERÃO


Sol, mar e areia!

Naquele verão papai alugou uma casa no litoral onde passaríamos as férias.

Minhas irmãs e eu estávamos muito felizes. Levantávamos cedo e, levando brinquedos e a vontade de aproveitar o mar e a areia branquinha, logo fizemos muitas amizades.

Os dias transcorriam alegres e ensolarados.

Algumas vezes, mamãe e papai levavam-nos para caminhar à beira-mar, quando colhíamos conchas trazidas pelo vai-e-vem das ondas.

Em uma das caminhadas habituais, papai comprou sorvetes para refrescar-nos do calor intenso. Minha irmã mais nova, não encontrando local apropriado para jogar a embalagem do sorvete, jogou-a na areia ao que mamãe solicitou que juntasse, até que pudesse jogá-la na lixeira mais próxima.

Papai ensinou que ao abandonarmos objetos e lixo na praia estamos contribuindo para o desequilíbrio do meio ambiente, poluindo as águas, prejudicando os animais que vivem e procriam no mar, além de comprometer a saúde das pessoas.

Eu, minhas irmãs e nossos amigos ficamos preocupados e observando as inúmeras latas descartáveis, papéis, frascos vazios e sobras de alimentos abandonados na praia, tivemos a ideia de ir até o posto dos salva-vidas mais próximo perguntar-lhes como poderíamos ajudar a manter a praia limpa. Um deles pensou um pouco, sorriu e apontou um fardo de pequenos sacos plásticos coloridos, respondendo:

— Crianças, a tarefa principal dos salva-vidas é proteger a vida de todos os banhistas. Distribuir esses cartuchos de lixo aos veranistas também é uma forma de salvar vidas, protegendo a Natureza.

— Se os seus pais permitirem, vocês poderão distribuí-los.

Com a permissão e participação de nossos pais, todos os dias e até o final das férias, reservávamos uma pequena parte da manhã, onde saíamos empolgados, a distribuir os cartuchos coloridos às pessoas.

Ficamos felizes com a atividade e a praia ficou mais limpa, mais bela e mais segura para todos.

Com aquele simples gesto pudemos declarar nosso amor a Deus e à Natureza que, agradecida, nos proporcionou férias de verão maravilhosas.

Daquele verão trouxemos muitas fotografias e lembranças, onde a colaboração de Salvar a vida protegendo a Natureza foi a mais valiosa e inesquecível de todas.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

NATAL EM FAMÍLIA


Era uma vez dois irmãos que se gostavam muito: o Beto e a Luísa.

Todo ano eles ficam super alegres quando se aproxima o aniversário de Jesus.

Beto e Luísa eram crianças muito alegres e amigos para com todos sempre, mas no Natal sentiam-se mais felizes.

Sabem por que?

Não?! Vou contar...

Os irmãozinhos sabiam que Jesus é Espírito e que seus ensinamentos deviam ser vividos todo dia e, portanto, quando a gente aqui na Terra comemora Seu aniversário, não havia como dar 'coisas' de presente a Ele; mas sabiam que Ele ficava muito muito feliz com as pessoas bondosas e amorosas.

Assim, Beto e Luísa, que guardavam o ano inteirinho uma parte da mesada que ganhavam do papai no cofrinho, nesta época abriam-no e saiam para comprar presentes.

O dia feliz, como chamavam o dia das compras, era sempre muito festivo, os irmãos iam na rua comercial perto de casa, de onde a Mamãe ficava na esquina sempre de olho, e por lá havia um coral que cantava músicas de Natal e Jesus.

As músicas sempre levavam as pessoas a se sentirem mais felizes.

Os irmãos, depois das compras, voltavam e guardavam os presentinhos que compravam.

Uhmmm...!!! que será que eles compraram este ano de presente? E pra quem?

Vocês sabem? Não? Vamos ver?

Enfim... chegou o dia de Natal! Beto e Luísa acordaram cedo e correram para a sala para dar beijos e abraços grandes no Papai e na Mamãe e todos muito felizes sentaram-se e fizeram juntos uma prece agradecendo a Jesus por Ele ter vindo aqui na Terra nos ensinar como devemos ser: bondosos, amigos, ajudando sempre a todos os nossos irmãos e a amar, amar muiiito muito.

E depois da prece, tomaram o café da manhã e aí cada um foi pegar seus presentes....

Saberemos agora para quem eram os presentes, que eles compraram este ano, né mesmo?

Então, enquanto Mamãe, Beto e Luísa saíram para pegar os presentes, Papai foi pegar algumas cestas grandes, já enfeitadas com flores e fitas.

Para que serão as tais cestas?

Depois que todos chegaram com seus pacotes, eles foram, em ordem, arrumando as cestas, Papai e Mamãe colocaram: arroz, feijão, óleo, farinha, macarrão, leite em pó, achocolatado, café, carnes, ovos, etc. e quando chegou a vez dos irmãos colocarem seus presentes eles depositaram: biscoitos, doces, chocolates, balas, pirulitos e alguns brinquedos.

Depois de tudo arrumado, os quatro - Mamãe, Papai, Beto e Luísa - rumaram em direção à casa da Dona Anita, da Dona Maria e da Dona Salustiana; que eram senhoras muito necessitadas, pois apesar de trabalharem muito, pouco ganhavam em dinheiro e elas tinham filhos pequeninos. E este ano foram as escolhidas por eles - Beto e Luísa para serem visitadas.

Foram cantando felizes e quando lá chegaram foi uma festa só: abraços, sorrisos e felicidade para todos.

Depois retornaram para casa com o coração cheiiiinho de felicidade e assim agradeceram a Jesus por terem podido levar um pouquinho de alegria para as famílias visitadas.

Assim era o Natal na casa de Beto e Luísa. Cada ano eles comemoravam junto a alguém que precisava muito de carinho: ano passado eles levaram bolo para a casa de repouso dos vovôs e vovós; no outro ano, foram comemorar junto às crianças que ficavam na casa de abrigo.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 30 de novembro de 2019

NINA E A ASSOMBRAÇÃO


Naquela tarde, ao chegar da escola, Nina não entrou correndo pela porta da sala para abraçar mamãe e fazer festinhas em seu gatinho Bóris. Ela estava meio "jururu", e, pelos seus olhinhos, parecia ter chorado. Que teria acontecido?

Mamãe esperou quando Nina foi lanchar e falou, carinhosa:

- Então, filhinha, não quer me contar o que aconteceu?

- Não aconteceu nada...

- E desde quando nada faz a gente chorar?

- Está bem, mãe, vou lhe contar... Foi o Beto, aquele bobalhão lá da escola...

- O filho de D. Adelaide? Que foi que ele fez?

- A D. Carolina, da secretaria, foi até nossa sala para preencher uns dados que faltavam nas fichas de matrícula.

Quando ela perguntou qual era minha religião, eu disse: sou espírita.

- Muito bem, e daí?

- E daí que na hora do recreio o Beto se juntou com outros meninos e começaram a rir de mim, dizendo:

- A Nina é espírita... Ela acredita em alma do outro mundo, ela acredita em assombração...

- E você se aborreceu com isto?

- No princípio não, mas depois eles me "encheram" tanto que tive vontade de dar um soco neles. . .

- Por que, ao invés de dar um soco neles, você não pensou em lhes explicar que não acredita em assombrações, mas sim em Espíritos?

- Mas como eu poderia explicar o que é um Espírito?

Pegando Nina pela mão, mamãe a levou até seu quarto. Abrindo o armário, de lá tirou um álbum de retratos. E mostrou à garota duas fotografias, perguntando:

- Sabe quem é esta, Nina?

- A do lado direito eu sei: é a Vovó Marita, que já desencarnou.

- Pois está do lado esquerdo também é a vovó; só que bem mais nova.

- Puxa, como a vovó era bonita...

- E você sabe, Nina, onde está vovó Marita agora, depois que desencarnou?

- Eu sei; ela está no Mundo Espiritual. Perdeu seu corpo de carne, mas continua a ser a vovó Marita em Espírito.

- E se pudéssemos tirar um retrato da vovó, no Mundo Espiritual, como acha que ela apareceria na fotografia?

Como um fantasma, aquela figura que aprece vestir um lençol branco?

- Claro que não, Mamãe. Ela apareceria em um retrato não muito diferente do que era quando encarnada...

- Pois é, minha querida. O Espírito é assim. Alguém que desencarnou, mas guarda as qualidades que possuía. E, geralmente, a aparência da última reencarnação.

- Gostei desta explicação, mãe. Acho até que vou levar os retratos da vovó Marita para o Beto ver. E vou perguntar pra ele se a avó dele, que também já desencarnou, virou fantasma. Aposto que ele vai achar muito melhor e mais certo dizer que ela é um Espírito desencarnado, alguém do jeitinho que ele conheceu...

Mamãe sorriu da ideia de Nina e a achou interessante.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

JOAQUIM E OS FRUTOS


Joaquim é o filho mais novo de D. Clotilde e também o que dá mais trabalho a ela na hora do almoço.

Sabem por que? Porque ele não gosta de comer verduras e legumes... E, na hora do almoço ou da janta, viiixee!!! É aquele problemão.

- Joaquim, olha que cenourinha tão bonitinha, ela está enfeitando seu pratinho, mas se você a comer, você ficará mais forte, mais coradinho!... – dizia sua mãe.

- Argh! Que coisa ruim. Não sei pra que existe isso... – respondia o menino, retirando as rodelas de cenoura e as jogando no chão!!

Sua mãe o repreendia, então, dizendo se não as comesse, ao menos no chão não deveria jogar, porque chão não é local de lixo e comida não se desfaz assim. Mas o menino... Ah! Ele nem estava aí...

Ele não queria saber de batata, alface, espinafre, nada nadinha... E ainda por cima vivia pegando a batata da cesta e a chutando como se fosse bola de futebol.

Sua mãe vivia lhe dizendo sobre quem criou as verduras, os legumes, as frutas, os alimentos.... Vocês sabem quem foi? Isso mesmo, foi Deus e Ele os criou para nos auxiliar, pois através da alimentação saudável ficamos fortes, crescemos e auxiliamos nossa inteligência a se desenvolver também através dos alimentos. Por isso não devemos estragar os alimentos.

O Joaquim, no entanto, ah que menino danado! Nem liga para o que a mamãe explica.

Um dia, Joaquim estava brincando no quintal e viu seu pai pegar uma porção de carocinhos e enterrá-los na terra. E pensou:

- Por que será que papai enterrou aqueles carocinhos? Iixee... acho que ele ficou biruta!!!!!

Joaquim gostava muito de jogar bola com seus irmãos no quintal de casa, mas um dia... beeem, um dia, estava chovendo muuuuito e eles não puderam brincar de bola no quintal e Joaquim olhava pela janela para o quintal e pensava:

- Que chuva mais chata! Só serve para estragar nossa brincadeira! Não vale pra nada!

No dia seguinte, de manhãzinha... Joaquim pegou sua bola, foi para o quintal e.... Oh! Surpresa! Que era aquilo ?! No lugar onde o papai enterrara os carocinhos, naquele outro dia, agora tinha uma porção de plantinhas!

Ele correu para dentro, chamando o paizão:

- Papai, ô Pai!! Corre! Vem ver! Lá no quintal tá cheio de matinho! Vem!!!

Papai, então, foi com Joaquim no quintal e explicou:

- Quando a gente come uma maçã, uma uva, melancia e outras frutos, verduras ou legumes que tenham caroços, se a gente pegar seus carocinhos e enterrar, com a ajuda do sol e da chuva, esses carocinhos viram uma plantinha, que mais tarde vai dar frutos para gente comer e ficar forte, forte!

- Nossa, pai, que trabalhão para nascer um frutinho!

- Para você ver, filhão. Você me ajuda a cuidar dessas plantinhas, para vermos o fruto que nascerá?

- Essa eu quero ver! Ajudo sim!

E Joaquim cuidou das plantinhas do quintal, cuidou, cuidou ... até que um dia...

- Nossa! Que linda!!!

- Que será que tinha nascido!!! Vamos ver?

- Isso, filho – comentou papai – é uma abóbora e é muito gostosa. Vamos leva-la pra mamãe cozinhá-la e nós comermos?

- Vamos! Essa abóbora acho que vou comer também – responde Joaquim – parece deliciosa e, depois, foi um trabalhão pra ela nascer, crescer, ficar gordinha e eu não posso jogá-la fora. Tanto trabalho pra nada? Está errado, né pai?

Papai sorriu, concordando com a cabeça.

Joaquim, a partir desse dia, passou a comer tudo que sua mãe colocava no seu prato. Ele tinha aprendido a respeitar a natureza, pois viu o trabalhão da mãe natureza pra fazer os frutinhos nascerem, e ele até não mais reclamou da chuva, porque sabia que ela também era importante pras plantinhas.

Autoria Desconhecida - Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

HISTÓRIA DE UM PÃO


Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência.

A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-lhe os adornos.

Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, joias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.

E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...

Todavia, entre eles encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.

Barsabás, entregou-se as lágrimas de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas.

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o Ministro espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou sereno:

- Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra ...

- Ai de mim - soluçou o desventurado - eu jamais fiz o bem...

- Em verdade - prosseguiu a informante -, trazes contigo, em grandes sinais, a pranto e a sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor...

E apontou-lhe acanhada estrela, que brilhava a feição de pequenino disco solar.

- Há trinta e dois anos - disse, ainda, o instrutor -, deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

- Jonakim, o enjeitado?

- Sim, ele mesmo - confirmou a missionário divino. - Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.

E Barsabás acompanhou a tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se as Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.

Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...

Era Jonakim, aos quarenta de idade.

Como se estivessem os dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar...

Decorrido um ano, Jonakim, o carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.

Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.

Francisco Cândido Xavier - Da obra: O Espírito da Verdade. Ditado pelo Espírito Irmão X.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

O ANIVERSÁRIO DE SARA


Sara estava indo para casa, após a escola, e ia toda serelepe conversando com sua amiga Ana, quando escuta um: CATAPLOF...

- Que será que aconteceu? Pergunta ela para Aninha.

E lá vão as duas correndo virar a esquina para ver o que tinha acontecido.

Quando viram a esquina, vejam só o que elas veem: um menino tinha escorregado e caído ao chão e ninguém foi ajudá-lo, muito pelo contrário, estavam rindo dele.

Sara, que sempre foi uma garota muito gentil, bondosa e simpática, corre logo para o lado dele e pergunta:

- Você se machucou? Tá doendo? Tem certeza que pode levantar para continuar andando até sua casa?

O menino muito agradecido, responde:

- Obrigada, não machuquei não, só ralei o joelho e dá sim para levantar e ir embora pra casa, obrigado.

E assim fizeram, Sarinha ajudou a pegar os livros que se espalharam pela rua e, dando-se tchau, cada um seguiu seu caminho.

Aninha, então, comenta com Sarinha:

- Puxa! Você sempre está ajudando alguém, né?

- Claro, Aninha, devemos procurar ajudar a todos.

Quando terminou o dever e guardava suas coisas de escola na mochila, pronto só ouviu um blaf-blef... Chegou à janela e viu que a bola com que os meninos jogavam futebol estava em seu jardim e foi então pegá-la para devolver aos meninos perguntando a eles se queriam uma torcida... O que os meninos sempre sorriam alegres e respondiam:

- Só se for a sua torcida, Sarinha...

Sara tinha uma porção de amigos, pois todos gostavam do seu jeitinho meigo, gentil, amigo, bondoso. Ela sempre emprestava o lápis, ajudava a professora, não empurrava ninguém na fila, sempre brincava um pouquinho nos brinquedos do parquinho, mas nunca deixava que alguém depois dela esperasse muito para poder brincar também, estava sempre com um sorriso e sempre numa alegria que fazia bem aos amiguinhos.

Mas... Aquele dia especialmente todos ficaram preocupados.

Por que será que os amigos de Sara estavam preocupados?

Pois é, Sara estava triste naquele dia e eles nunca tinham visto a Sara triste! Que será que aconteceu?

Aninha, chegou perto de Sara e perguntou:

- Oi, Sara. Tá tudo bem?

- Oi, Ana. Sim, está tudo bem.

- Por que você está triste?

- Deu para perceber foi? Sabe o que é? Meu pai perdeu o emprego e daí a situação lá em casa está meio complicada, sabe?

- Nossa!!

- Pois é, tudo lá em casa terá que se modificar até que ele encontre um novo emprego. E você sabe como gosto de fazer uma festinha no meu aniversário, né? Gosto de ver todos os meus amigos e comemorar com eles; mas...

Esse ano não será possível fazer isso, e fico chateada de não poder reunir a galera toda e brincarmos todos juntos...

- Que isso Sarinha, todo mundo vai entender isso. Não precisa ficar preocupada por causa disso...

- Eu sei que todo mundo vai compreender, mas é uma coisa que gosto e não vou poder ter esse ano... Mas você tem razão, nada de ficar triste por causa disso né? Poderemos numa outra ocasião fazer uma reunião, assim que meu pai conseguir novo emprego.

- Isso, aí.

E pronto, Sarinha já estava mais alegre e sorridente como sempre e todos gostaram de ver o sorriso dela voltar, pois lhes fazia muito bem.

E adivinhem o que os amiguinhos de Sara resolveram fazer? Eles se reuniram num cantinho do pátio do colégio, e estavam num buchicho só. Era um tititi danado; o que será que eles estavam aprontando?

Em todo lugar sempre tinha aquele olhar de um pro outro meio sapequinha, era um blablabla que ninguém entendia nadinha...

Até que chegou o dia do aniversário da Sara: eles cantaram parabéns em sala de aula, no pátio do colégio e isso a deixou muito muito feliz.

Só que depois todo mundo saiu numa disparada só depois da aula, sem muito lengalenga todo mundo foi para sua casa rapidinho, rapidinho...

Sarinha também foi para casa, almoçar, ajudar sua mamãe e fazer os deveres de casa.

Quando ela terminou o dever e estava guardando os livros na mochila, batem à porta.

- Ah. Deve ser o Sr. Luiz, o carteiro...

Que carteiro que nada; sabem quem era? Nãooo???

Eram todos os amiguinhos da Sara cantando parabéns e cada um com uma coisa: um segurava o bolo, outro um prato de salgadinho, outro com docinhos, outro com refrigerante, outro com bolas de soprar...

Aquele tititi todo que ninguém entendia era a preparação de uma festa surpresa para Sara: a mãe de uma amiguinha fez o bolo, a de outro amigo fez o salgadinho, a de outro os docinhos, a de outro comprou o refrigerante e assim puderam fazer a Sara muito feliz.

E foi a melhor festa de aniversário que Sara já teve e que os amiguinhos dela já foram, pois todos se ajudaram para deixar uma amiguinha feliz.

Autoria Desconhecida - Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

HELOÍSA E MARCELINHO


A Heloísa e o Marcelinho são vizinhos.

A Heloísa mora numa casa cor de rosa e o Marcelinho, em uma amarelinha.

Eles são da mesma idade, têm mais ou menos o mesmo tamanho, têm os cabelos da mesma cor; mas...vejam só!!

Eles têm uma diferença, querem saber qual é?

Vou contar já já... tá?

Olha só a Heloísa, ela vive alegre, sempre sorrindo...

Já o Marcelinho... tsitsitsi... tem uma carinha emburrada, de quem vive aborrecido.

Por que será?

Psiu... Peraí, olha só tem alguém falando, vamos escutar?!

- Marcelinho, meu filho. Estou muito cansada, já fiz o almoço, já arrumei a casa, já guardei seus brinquedos, já lavei roupa e agora ainda tenho que passá-las. Você bem que poderia me ajudar e varrer o quintal, não é?

- Iiiihh, Mãe, estou muito cansado... E agora vou até a casa da Heloísa para a gente brincar um pouco. Tchau.

E lá se foi o Marcelinho...

Sua Mãe, então, foi passar roupa e pensava:

- Por que Marcelinho é assim? Não gosta de ajudar em nada? Não guarda os brinquedos, não apanha o jornal para o pai, não vai buscar pão na padaria... Marcelinho não tem boa vontade nenhuma, nenhuma... O Que fazer para ele modificar seu comportamento? Já não sei mais o que posso fazer...

Enquanto isso... Marcelinho chegou à casa de Heloísa.

- Heeeelloooooo!!! Vamos brincar?

Heloísa apareceu com o rostinho na janela:

- Oi, Marcelinho. Tudo bom? Agora eu não vou brincar não. Só depois.

- Ué, por que não Helô?

- Agora estou ajudando a Mãe, que está super cansada por ter feito um monte de coisas em casa sozinha.

- Mas você não precisa ajudar! – falou o menino.

- Eu sei que não preciso, mas gosto de ajudar. Mamãe fica alegre e eu também.

Marcelo foi embora emburrado e pensativo. Lembrou que sua própria mãe vivia cansada e que ele nunca a ajudava em nada. Só se ela gritasse com ele...

Passou um tempinho e Heloísa foi à casa do Marcelinho.

- Agora, Marcelinho, podemos brincar. Vamos jogar bola no quintal?

Os dois correram para o quintal. Mas... ai ai ai... que decepção! O quintal estava sujo de tudo, pois a Mãe do Marcelinho não tinha tido tempo de limpá-lo.

E agora? Que será que aconteceu?

Heloísa falou:

- Marcelinho, vamos ajudar sua mãe?

- Mas ela não pediu… - respondeu ele surpreso.

- Não acredito, Marcelinho!! Que coisa !! Ela não precisa pedir para você ajudar, oras!!!! – disse firme Heloísa.

- Vamos, vamos ... pegue, por favor, a vassoura, a pá, a lata de lixo, uma coisa para a gente molhar as plantinhas e vamos deixar o quintal limpinho e é já....

Então, os dois amiguinhos começaram a limpar tudo. Marcelinho varreu. Heloísa apanhou a caixa de lixo, molharam as plantinhas...

Quando a mãe do Marcelinho chegou na janela, que surpresa!! Como seu rosto ficou feliz! E foi correndo ao quintal e beijou muiiiiiiito muiiito as crianças.

E Marcelinho, quando viu sua mãe tão tão tão feliz, ficou também mais feliz ainda que ela.

Como é bom ajudar, você não acha?

E você ajuda em casa?

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.