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domingo, 15 de julho de 2018

AS JANELAS DOURADAS


O menino trabalhava duro o dia todo, no campo, no estábulo e no galpão, pois seus pais eram fazendeiros pobres e não podiam pagar um ajudante. Mas quando o sol se punha, seu pai deixava aquela hora só pra ele.

O menino subia para o alto de um morro e ficava olhando para o outro morro, alguns quilômetros ao longe. Nesse morro distante, via uma casa com janelas de ouro brilhante e diamantes.

As janelas brilhavam e reluziam tanto que ele piscava. Mas, pouco depois, as pessoas da casa fechavam as janelas por fora, ao que parecia, e então a casa ficava igual a qualquer casa comum de fazenda.

O menino achava que faziam isso por ser hora do jantar; então voltava para casa, jantava seu pão com leite e ia se deitar.

Um dia, o pai do menino chamou-o e disse:

- Você tem sido um bom menino e ganhou um feriado. Tire esse dia para você, mas lembre-se de que Deus o deu, e tente usar para aprender alguma coisa boa.

O menino agradeceu ao pai e beijou a mãe.

Guardou um pedaço de pão no bolso e partiu para encontrar a casa de janelas douradas.

Foi uma caminhada agradável. Os pés descalços deixavam marcas na poeira branca e, quando olhava para trás, parecia que as pegadas o estavam seguindo e fazendo companhia. A sombra também seguia ao seu lado, dançando e correndo como ele desejasse: estava muito divertido.

O tempo foi passando e ele ficou com fome. Sentou-se à beira de um riacho que corria atrás da cerca de um mamoeiro e comeu seu almoço, bebendo a água clara. Depois jogou os farelos para os passarinhos, como sua mãe ensinara, seguindo em frente.

Passando um longo tempo, chegou ao morro verde e alto. Quando subiu ao topo, lá estava a casa. Mas parecia que haviam fechado as janelas, pois ele não viu nada dourado. Chegou mais perto e aí quase chorou, porque as janelas eram de vidro comum, iguais a qualquer outra, sem nada de ouro nelas.

Uma mulher chegou à porta e olhou carinhosamente para o menino, perguntando o que ele queria.

- Eu vi as janelas de ouro lá do nosso morro - disse ele - e vim para vê-las, mas agora elas são só de vidro!

A mulher balançou a cabeça e riu.

- Nós somos pobres fazendeiros - disse -, e não iríamos ter janelas de ouro. E o vidro é muito melhor para se ver através!

Fez o menino sentar-se no largo degrau de pedra e lhe trouxe um copo de leite e um pedaço de bolo, dizendo que descansasse. Então chamou a filha, da idade do menino; acenou carinhosamente com a cabeça, para os dois e voltou aos seus afazeres.

A menininha estava descalça como ele e usava um vestido de algodão marrom, mas os cabelos eram dourados como as janelas que ele tinha visto e os olhos eram azuis como o céu ao meio-dia. Ela passeou com o menino pela fazenda e mostrou a ele seu bezerro preto com uma estrela branca na testa; ele contou do seu próprio bezerro em casa, que era castanho-avermelhado com as quatro patas brancas.

Depois, quando já haviam comido uma maçã juntos, e assim se tornado amigos, ele perguntou a ela sobre as janelas douradas. A menina confirmou, dizendo que sabia tudo sobre elas, mas que ele havia errado de casa.

- Você veio na direção completamente errada! - disse ela. - Venha comigo, vou mostrar a casa de janelas douradas e você vai conferir onde fica.

Foram para um outeiro que se erguia atrás da casa, e, no caminho, a menina contou que as janelas de ouro só podiam ser vistas a uma certa hora, perto do pôr-do-sol.

- É isso mesmo, eu sei! - disse o menino.

No cimo do outeiro, a menina virou-se e apontou: lá longe, num morro distante, havia uma casa com janelas de ouro brilhante e diamantes, exatamente como ele havia visto. E quando olhou bem, o menino viu que era sua própria casa!

Logo, disse à menina que precisava ir. Deu a ela sua melhor pedrinha, a branca com listra vermelha, que levava há um ano no bolso. Ela lhe deu três castanhas-da-índia: uma vermelha acetinada, outra pintada e outra branca como leite. Ele deu-lhe um beijo e prometeu voltar, mas não contou o que descobrira. Desceu o morro, enquanto a menina o olhava na luz do poente.

O caminho de volta era longo e já estava escuro quando chegou à casa dos pais. Mas o lampião e a lareira luziam através das janelas, tornando-as quase tão brilhantes como as vira do outeiro.

Quando abriu a porta, sua mãe veio beijá-lo, e a irmãzinha correu para abraçá-lo pelo pescoço, sentado perto da lareira, seu pai levantou os olhos e sorriu.

- Teve um bom dia? - perguntou a mãe.

- Sim! - o menino havia passado um dia ótimo.

- E aprendeu alguma coisa? - perguntou o pai.

- Sim! - disse o menino. - Aprendi que nossa casa tem janelas de ouro e diamantes...

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

domingo, 1 de julho de 2018

AS FÉRIAS DE FAFÁ


Fafá é uma garota sempre sorridente, mas ela não conhecia conchinhas, nem estrela-do-mar, nunca brincara de baldinho no mar, pois ela nunca havia ido à praia.

Nestas férias, Tia Malu convidou-a para ir com ela à praia. Fafá ficou muito feliz, pois ela só conhecia o mar pela televisão.

Chegando à praia, Fafá ficou maravilhada com tanta água, com a areia branquinha e fofa. Ela corria para o mar e voltava para a areia com seu baldinho.

O Sol brilhava muito forte e tia Malu estava preocupada, então chamou Fafá e passou protetor e filtro solar, e tomou conta do tempo que ficavam na praia, para não pegar o horário que o sol não era legal para a pele.

No tempo que Fafá ficava na praia ela fazia muitos castelos na areia, montava figuras divertidas com os brinquedos que acompanham o baldinho, se divertia a valer.

Fafá se divertia também catando conchinhas no mar, vendo o siri passeando na areia; um vento muito gostoso refrescava o ambiente.

À tarde tia Malu levava Fafá para passear caminhando pela praia até um setor da praia que havia muitas flores e árvores que faziam sombra. Fafá estava maravilhada com a vida das flores que por causa da variação do tempo entre a chuva e o sol estavam muito brilhantes, perfumadas e de cor viva.

À noite Fafá e tia Malu iam passear e tomar sorvete, e Fafá sempre se encantava com o céu todo estrelado, pois nunca vira na cidade tantas estrelas no céu.

No dia de voltarem para casa, Fafá sentou-se na areia e ficou pensativa e falou para tia Malu:

- Tia, o mundo que a gente vive é muito bonito né? Papai do céu criou a terra com tantas coisas bonitas e boas para vivermos nela, você já reparou?

- Verdade mesmo Fafá, a Terra que Deus criou para nós é muito bela.

- Vamos agradecer então tia? Eu lembrei de uma música que aprendi na Escola Espírita que é muito legal e diz assim ó, me acompanha tia:

Nas conchinhas lá do mar,
Nas estrelinhas do céu,
No universo infinito,
E comigo Deus está!
Quem quiser pode escutá-lo
No cantar de um sabiá,
No sussurro do vento
No chuá das ondas do mar,
Churuá, churuá...
Chuááá...
Churuá, churuá...
Chuááá...

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

As Maçãs e as Pessoas


Uma tarde, meu filho chegou em casa, voltando da escola e me perguntou:

- As pessoas são todas iguais mesmo que sua pele seja de cor diferente?

Pensei durante um momento, então eu disse:

- Vou lhe explicar, se você puder esperar por uma parada rápida na mercearia. Tenho algo interessante para mostrá-lo.

Na mercearia, eu falei que precisávamos comprar maçãs. Fomos à seção de frutas onde compramos algumas maçãs vermelhas, maçãs verdes e maçãs amarelas.

Em casa, enquanto colocávamos as maçãs na fruteira, eu falei ao Adam:

- Agora eu posso responder sua pergunta.

Coloquei uma maçã de cada tipo sobre a mesa: primeiro uma maçã vermelha, seguida por uma maçã verde e então uma maçã amarela.

Então olhei para Adam, que estava sentado no outro lado da mesa e falei:

- Adam, as pessoas são como essas maçãs. Todas têm cores, formas e tamanhos diferentes. Veja, algumas maçãs levaram algumas batidas e estão machucadas.

Por fora não podemos garantir que estão tão deliciosas quanto as outras.

Enquanto eu estava falando, Adam estava examinando cada uma delas, cuidadosamente. Então, tomei cada uma das maçãs, as descasquei e recoloquei sobre a mesa, mas em lugares diferentes e perguntei:

- Tá bom, Adam, diga-me qual é a maçã vermelha, a maçã verde e a maçã amarela.

E ele disse:

- Eu não posso falar. Agora elas me parecem todas iguais.

- Dê uma mordida em cada uma. Veja se isso lhe ajuda a descobrir qual é qual.

Deu grandes mordidas, e então um sorriso enorme estampou em seu rosto quando me disse:

- As pessoas são como as maçãs! São todas diferentes, mas do lado de fora.

Por dentro são as mesmas.

- Certo!, concordei. Cada pessoa tem sua própria personalidade, mas são basicamente iguais.

Ele entendeu totalmente. Eu não precisei dizer nem fazer qualquer coisa mais. E agora, quando mordo numa maçã, sinto um sabor um pouco mais doce do que antes.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

AS ESTRELAS QUE FICARAM NA TERRA


Dizem que as estrelas do céu olhavam a Terra de longe. Lá do alto do céu, a Terra é uma pérola azul, linda, girando no espaço. As estrelas ficavam olhando, muito curiosas. Um dia resolveram conhecer o planeta azul de perto. Partiram todas juntas, deixando um grande espaço no céu.

O Senhor das estrelas, preocupado, chamou o Espírito Guardião e perguntou onde elas estavam. O Guardião, muito assustado, disse que haviam fugido para a Terra, aquele planeta azul tão bonito.

O Senhor das estrelas ainda pensava no que fazer, quando viu que as estrelas já estavam voltando aos seus lugares no céu. – Ué, vocês já voltaram? – perguntou.

– A Terra só é bonita de longe. – responderam as estrelas a uma só voz.

– Como assim? – perguntou o Senhor das estrelas, que não havia entendido bem.

– De perto – disseram as estrelas – a Terra está cheia de guerras horrorosas, de violência, de doenças terríveis. Nós tratamos de vir logo embora, antes que fôssemos contaminadas por tanta coisa feia e ruim.

O Senhor das estrelas mandou o Espírito Guardião conferir se todas regressaram. As estrelas, que eram conhecidas pelos seus nomes e cores, estavam todas lá. Menos uma, a estrela verde, chamada Esperança.

– Pois vá à Terra – determinou o Senhor das estrelas. Vá à Terra e procure aquela fujona porque lugar de esperança é no céu.

O Guardião procurou em toda parte: nas grutas profundas, no alto das montanhas, no fundo dos mares...; nada de encontrar a estrela verde chamada Esperança. Foi aí que ele reparou na gente que passava nas ruas das grandes ou das pequenas cidades. E notou que havia um brilho diferente, um brilho esverdeado no fundo dos olhos das pessoas.

O Guardião, então, deu um mergulho para dentro da boca de uma senhora que passava conversando com outra, pois Espírito Guardião pode fazer essas coisas. Lá dentro do coração dela achou um pedacinho bem pequenininho, verdinho, brilhando, brilhando. Então o Guardião, que sabia a língua até dos pedacinhos das estrelas, perguntou ao caquinho o que ele fazia ali.

O caquinho respondeu que era um pedaço da estrela verde chamada Esperança. Quando ela viu a Terra, teve pena das pessoas, tão sofridas. Então partiu-se em muitos pedacinhos, uma para cada pessoa da Terra. E, por piores que fossem as tragédias humanas, a Esperança, firme e forte, dá às pessoas condições de recomeçarem tudo outra vez.

O Guardião achou aquilo muito bonito e concordou em que a estrela verde, chamada Esperança, ficasse na Terra. Mas, para que a felicidade dos homens se tornasse duradoura, seria preciso chamar um a outra estrela: a Verdade. Pois só conhecendo a verdade sobre o que somos, por que estamos na Terra, para onde vamos, poderemos escolher acertadamente o que devemos e o que não devemos fazer.

E o Guardião das estrelas partiu. Logo depois regressou com a estrela Verdade que, tal como a outra, a Esperança, partiu-se em um número infinito de pedaços.

E a partir desse dia, a Verdade e a Esperança estão sempre juntas. Quem procurar a Verdade, também acha a Esperança. E elas presenteiam as pessoas que as encontram com paz, coragem e felicidade.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 15 de maio de 2018

APRENDENDO A PERDOAR


Vitor morava com sua mãe e com sua vó em um apartamento e ele não tinha irmãos, por isso gostava de brincar com os meninos que moravam no mesmo prédio que ele.

Mas... Vítor não era um menino muito alegre. Sabem por quê? É que ele sempre ficava com raiva por qualquer coisinha e além disso não gostava de fazer as pazes depois que brigava com alguém.

Um dia, Camila, prima dele, foi passear na sua casa. Os dois brincaram e se divertiram muito. Mas vejam só o que aconteceu quando Camila deixou o Vítor sozinho para ir tomar banho:

Camila foi tomar banho e Vítor foi brincar com seu jogo de armar e construir várias coisas quando, de repente, PLOFT!

Sabem o que tinha acontecido? Camila veio correndo para abrir a porta do quarto e pisou no robô que o primo montara.

E vocês sabem o que aconteceu? Pois é; Vítor ficou muito bravo...

- Xiii, desculpa Vítor? - disse, chateada Camila - eu não sabia que você estava brincando atrás da porta. Vamos, eu ajudo a montar outro robô, pois não quebrou nenhuma pecinha.

Mas, a cara do Vítor continuava emburrada.

- Desculpa, Vitinho, foi sem querer, por favor me desculpe...

- Sem querer que nada - falou Vítor todo emburrado - você queria mesmo desmanchar o que eu montei. Não quero mais brincar com você! Pode ir embora pra sua casa, viu!

Camila começou a chorar e D. Helena, mãe de Vítor, levou a menina embora.

Quando voltou, percebeu que o filho estava triste porque a prima fora mesmo embora e aproveitou para conversar com ele:

- Sabe, filho, a gente precisa perdoar, desculpar o que nos fazem; senão vamos ficando sozinhos, sozinhos e isso vai nos dando um aperto muito forte no coração.

Mas Vítor fingiu que nem ouviu.

No dia seguinte, Vítor, cansado de ficar sozinho, pediu à mãe para ir brincar na casa do Guilherme, seu amigo que morava no térreo e tinha um pequeno quintal no apartamento.

Lá chegando, os meninos foram jogar bola. Brincaram bastante até que Guilherme chutou uma bola errada que foi bater sabem aonde? Pois é; bem na barriga do Vítor.

Vocês já sabem como é que o Vítor reagiu? Isso mesmo... Vítor ficou todinho cheio de raiva e dá-lhe a falação:

- Também, Guilherme, não vou mais brincar com você. Você não sabe jogar bola... Você acertou minha barriga. Você me machucou.

- Mas foi sem querer, Vítor. Eu queria chutar pro gol!! Aí errei e chutei em você. ME desculpa, foi mesmo sem querer - dizia-lhe Guilherme.

- Não, não desculpo não - retrucava o emburrado e embirrado Vítor.

- Puxa, Vítor, eu sou seu amigo, me perdoe, não foi por querer não.

- Não quero mais falar com você. Você me machucou.

E lá foi Vítor embora pra sua casa.

Vítor chegou em casa todo emburrado e foi pro quarto brincar de carrinho. Passou a manhã, chegou a hora dele ir pro colégio, tomou seu banho, se arrumou , foi pro colégio, ainda todo emburrado.

Voltando ao final da tarde pra casa, ele resolveu brincar de cavalinho de pau.

E lá foi ele para o terraço do prédio brincar com seu cavalinho de pau. E brinca daqui... E brinca dali...

Enquanto isso, no portão do prédio tinha alguém que estava olhando pra ele, o observava como que pedindo: - Posso brincar com você também?

Sabem quem era?

Yess... isso mesmo o Guilherme.

Mas o Vítor fingia que não o estava vendo e continuou a brincar sozinho com seu cavalinho.

E lá estava ele: brincando daqui, brincando dali... até que... CRASH!

Sabem o que aconteceu? Pois é, Vítor correndo com o cavalinho, pisou num buraco, se desequilibrou e cataplof no chão.

Nisso o Guilherme, que viu tudinho, chega correndo e pergunta:

- Quer que o ajude, Vítor? Você machucou?

- Não precisa! - falou Vítor envergonhado de ter caído e mais que isso; de ver como o Guilherme era tão bonzinho.

Mas, quando ele quis se levantar... Ai! Ai que dor ele sentiu! Parecia que tinha quebrado a perna.

Aí Guilherme o segurou pelo ombro, ajudando-o a se levantar e foram abraçados até o apartamento do Vítor, para que o mesmo pudesse ser medicado.

Quando os viu chegar, D. Helena correu e perguntou:

- Que aconteceu?

- Vítor caiu, D. Helena, e parece que machucou bem o joelho – respondeu Guilherme.

A mãe de Vítor voltou a falar:

- Bem, vamos então ver isso e fazer um curativo neste machucado. E muito obrigada, Guilherme, por você ter ajudado o Vítor.

Vítor estava com uma vergonha danada. Ele havia sido maldoso com o Guilherme e Guilherme o havia perdoado e ajudado.

Aí aconteceu uma coisa muito bonita.

Vítor abraçou Guilherme e disse:

- Olha, Guilherme, eu não fui legal com você e, mesmo assim, você me perdoou e ajudou. Agora eu quero lhe pedir desculpas de verdade! E você quer ser meu amigo ainda?

Guilherme sorriu e respondeu:

- Claro, Vítor, eu perdoo você e podemos ser grandes amigos!

E Vítor, com o coração mais levinho, prometeu a ele mesmo que seria um menino mais feliz e alegre e que, assim como o Guilherme, iria saber sempre perdoar.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de maio de 2018

AS DUAS CASAS


José e João, estão pretendendo construir uma casa, estão procurando um lugar para poderem edificá-las.

Depois de muito, muito procurar, cada um deles encontra um local. Vamos ver como ficou?

José ao encontrar uma rocha, pensa:

- Este é um bom lugar. A pedra do rochedo servirá de base para apoiar a casa.

Assim pensado. Assim feito. Ele começa o trabalho, que é cansativo, porque ele precisa furar a pedra para fincar o alicerce. E se cansa mais ainda ao assentar os tijolos com cimento.

Depois de algum tempo, eis que a casa fica pronta.

Como será que ela ficou?! Vamos ver?

Uau!! A casa está bonita! Está firme!

Após uns dias de construída, sabem o que acontece? Nããoo?

Acontece um temporal, que desaba por dias a fio. Relâmpagos cortam o céu, trovões ensurdecem, a ventania é forte, a água inunda tudo ao redor da casa. Mas ela (a casa) está ali, firme e forte. E dentro dela José está bem abrigado.

José foi sábio em construir sua casa de tijolos, sobre a rocha.

Vamos ver agora o local que João escolheu para construir sua casa?

João ao achar um local onde havia muita areia, pensou:

- Oba, é aqui que vou construir minha casa. E nem vou usar tijolo. Usarei umas tábuas mesmo.

E João rapidinho construiu sua casa. Mas, lembram-se daquele temporal com ventania forte? Pois é, ele aconteceu também no local onde João havia construído sua casa. E sabem o que aconteceu com a casa de João?

Isto mesmo! Ela ó... foi ao chão!

Esta foi uma história que Jesus nos contou e quis Ele dizer que quem não constrói sua fé pensando, raciocinando e trabalhando sempre, fica com uma fé muito fraquinha, e aí, quando chegam as dificuldades, os obstáculos, o sofrimento, as tristezas, ou seja, as verdadeiras tempestades, as pessoas se desesperam, gritam, choram, perdem a confiança em Deus. Também, a confiança era tão fraquinha que nem a casa do João, né?!

Autor Desconhecido – Fonte do texto e imagem: Internet Google.

domingo, 15 de abril de 2018

Árvore dos Amigos


Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.

Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.

Há muitos tipos de amigos.

Talvez, cada folha de uma árvore caracterize um deles...

O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe mostram o que é ter vida.

Depois, vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.

Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.

Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho.

Muitos desses denominados amigos do peito, do coração são sinceros, são verdadeiros.

Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz felizes ...

Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e, então, é chamado de amigo namorado(a).

Esse(a) dá brilho aos nossos olhos música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.

Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora.

Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.

Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.

O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas.

Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações.

Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria.

Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam com o nosso caminho...

E jamais nos deixaram sem algum ensinamento aumentando nossa capacidade de sentir, de relacionar, de conviver.

Autor Desconhecido – Fonte do texto e imagem: Internet Google.

domingo, 1 de abril de 2018

AMOR DE AMIGO


Durante a guerra, um orfanato de missionários, numa aldeia vietnamita, foi atingido por várias bombas.

Os missionários e duas crianças morreram na hora e muitas ficaram feridas, inclusive uma menina de 8 anos.

Através do rádio de uma aldeia vizinha, os habitantes buscaram socorro dos americanos. Um médico da marinha e uma enfermeira chegaram trazendo apenas maletas de primeiros socorros.

Perceberam logo que o caso mais grave era o da menina. Se não fossem tomadas providências imediatas ela morreria por perda de sangue. Era urgente que se fizesse uma transfusão.

Saíram a procura de um doador com o mesmo tipo sanguíneo. Os americanos não tinham aquele tipo de sangue, mas muitos órfãos que não tinham sido feridos poderiam ser doadores.

O problema agora, era como pedir às crianças, já que o médico conhecia apenas algumas palavras em vietnamita e a enfermeira tinha poucas noções de francês.

Usando uma mistura das duas línguas e muita gesticulação, tentaram explicar aos assustados meninos que, se não recolocassem o sangue perdido, a menina morreria.

Então perguntaram se alguém queria doar sangue. A resposta foi um silêncio de olhos arregalados.

Finalmente uma mão levantou-se timidamente, deixou-se cair e levantou de novo.

Ah, obrigada - disse a enfermeira em francês. Como é o seu nome?

O garoto respondeu em voz baixa: Heng.

Deitaram Heng rapidamente na maca, esfregaram álcool em seu braço e espetaram a agulha na veia.

Durante esses procedimentos, Heng ficou calado e imóvel.

Passado um momento, deixou escapar um soluço e cobriu depressa o rosto com a mão livre.

Está doendo Heng? - perguntou o médico. Heng abanou a cabeça, mas daí a pouco escapou outro soluço e mais uma vez tentou disfarçar. O médico tornou a perguntar se doía, e ele abanou a cabeça outra vez, significando que não.

Mas os soluços ocasionais acabaram virando um choro declarado, silencioso, os olhos apertados, o punho na boca para estancar os soluços.

O médico e a enfermeira ficaram preocupados. Alguma coisa obviamente estava acontecendo.

Nesse instante, chegou uma enfermeira vietnamita, enviada para ajudar. Vendo a aflição do menino, falou com ele, ouviu a resposta, e tornou a falar com voz terna, acalmando-o.

Heng parou de chorar e olhou surpreso para a enfermeira vietnamita. Ela confirmou com a cabeça e uma expressão de alívio estampou-se no rosto do menino.

Então ela disse aos americanos:

Ele achou que estava morrendo. Entendeu que vocês pediram para dar todo o sangue dele para a menina poder viver.

E por que ele concordou? Perguntou o médico.

A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta, e Heng respondeu simplesmente:

"Ela é minha amiga."

Pense nisso!

Você já pensou em ser um doador de sangue?

Geralmente só o fazemos quando a necessidade é de um familiar ou um ente caro, mas a solidariedade convida-nos a doar para salvar vidas.

Tornando-nos um doador voluntário, estaremos contribuindo grandemente com a sociedade.

Livro das Virtudes - Fonte www.cvdee.org. – Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Adversidade


Uma filha se queixou ao pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia. Seu pai levou-a até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver.

Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou o gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e então pegou o café.

Virando-se para ela, perguntou:

- O que você está vendo?

- Cenouras, ovos e café, respondeu.

Ele pediu para experimentar as cenouras. Ela notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso e perguntou:

- O que isto significa, pai?

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. O pó de café, contudo, era incomparável.

Depois de colocado na água fervente, havia mudado a água.

- Qual deles é você, minha filha? - perguntou o pai. Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde?

Você é uma cenoura, um ovo ou pó de café?

Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade murcha e se torna frágil e perde suas forças? Ou como o ovo, que começa com um coração maleável, mas depois de alguma dificuldade se torna mais difícil e duro? Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir extrair dela o máximo de seu sabor.

Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.

Quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que tudo em torno de você também melhore. Como você lida com a adversidade?

Autor Desconhecido – Fonte do texto: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

quinta-feira, 1 de março de 2018

A Vovó Sabe Tudo


I - BRINCANDO E APRENDENDO

Vovó Esmeralda tricotava, enquanto, por cima dos óculos, cuidava de seus netinhos que brincavam na redondeza.

Depois de certo tempo, cansados de brincar cada um por si, os meninos vieram assentar perto de Paula, que lia poesias.

Conversa vai, conversa vem, Paula contou que a poesia que acabara de ler dizia que nascer e morrer são acontecimentos da vida.

Este assunto deixou Luizinho arrepiado que até pedira:

- Não fale em morte! Eu tenho medo.

- Mas o que é a morte? Perguntou Roberto com ares de intelectual.

- Não sei explicar. Disse Paula.

- Nem eu. Complementou Luizinho.

- Acho melhor a gente perguntar à vovó...

- Vamos, a vovó sabe tudo! Concordaram todos.

II - CONVERSANDO COM A VOVÓ

Um após o outro, seguiram até o banco onde vovó os observava.
Tão logo chegaram, vovó Esmeralda perguntou com a sabedoria de quem já viveu muito:

- O que houve crianças? O que está perturbando vocês?

- Estou com medo, vovó! Respondeu Luizinho.

- Medo de que? Perguntou vovó Esmeralda.

Antes que Luizinho respondesse, Paula explicou:

- Estou lendo uma poesia que diz que nascer e morrer são fatos naturais da vida, aí Luizinho ficou com medo e o Roberto quis saber o que é morte, mas nós não soubemos explicar.

- Então viemos lhe perguntar. Completou Roberto.

Aparentando indiferença às preocupações das crianças, vovó Esmeralda olhou em volta como se procurasse alguma coisa no jardim.

Continuou em silêncio até que seus olhos brilharam quando encontrou o que procurava.

III - A PASSAGEM

- Meus queridinhos, olhem que beleza aquela flor! Vejam, continuou a vovó, aquela borboleta como é linda. Observem como a vida está presente por todos os lados. Olhem...

- Vovó, acho que a senhora não entendeu a nossa pergunta. Atalhou Paula, interrompendo a fala da vovó.

- Nós queremos saber é o que é a morte.

Vovó Esmeralda com paciência e serenidade de que lhe eram peculiares, respondeu carinhosamente:

- Meus queridos, não há motivos para vocês se preocuparem tanto assim com esse assunto. Deus, que é Pai bondoso, não permitiria que nos acontecesse coisa ruim. A morte é uma passagem desta vida física para a vida espiritual.

- Como assim vovó? Quis saber Luizinho que não entendeu bem esta coisa de físico-espiritual.

- Mas vovó, é verdade que todos..., que todos nós vamos morrer?

Perguntou Roberto preocupado.

IV - A BORBOLETA

- Sim, isto é verdade, respondeu vovó Esmeralda. Mas só o corpo morre, e ele é uma sala de aula para o espírito.


- Como assim?

- Vejamos a borboleta. Ela passa por vários corpos durante a sua vida para dar o seu voo majestoso.

- Vocês conhecem as transformações da borboleta? perguntou a bondosa Esmeralda.

- Não! Deve ser legal. Conta prá nós vovó. Conta, insistiu Luizinho.

- A borboleta - diz vovó; nasce inicialmente de um pequeno ovo, a futura borboleta ensaia seus movimentados no desajeitado e irrequieto corpo de uma larva.

V - O SONO PROFUNDO

Treinada nos movimentos, ensaia os passos no corpo, agora transformado, da comilona lagarta. É hora do sono profundo...

A lagarta, tem dentro de si a futura borboleta. Ela sabe que precisa dormir para a grande transformação. Caminha silenciosa ao local onde deve adormecer. Deixa de ser comilona. Para e se enrosca e se transforma num casulo, aparentemente sem vida. Morre para o mundo...

Vovó fez uma pequena pausa.

- E aí vovó? Ela morreu mesmo? Pergunta Paula curiosa.

VI - A METAMORFOSE

- Não, querida. Sorriu e completou a vovó: É como se ela estivesse trocando de roupas.

Passados alguns dias, depois de várias transformações, nasce do casulo inerte a borboleta de extraordinária beleza.

Trêmula, inibida, encara o mesmo mundo em que vivera antes, como se nunca o tivesse conhecido.

Ensaia os primeiros movimentos com suas lindas asas. Voa, voa...

Olha de cima, o solo em que antes rastejava com seu pesado corpo de lagarta. É a beleza da vida superando a morte...

- Então morrer é isso vovó? pergunta Roberto.

- Meus queridos, a metamorfose da borboleta serve apenas para ilustrar o que a vovó quer explicar. Conosco acontece uma transformação parecida apenas.

- Como assim vovó? Quis saber Luizinho.

- A nossa vida também continua, independentemente do corpo, que é como o casulo da borboleta. Deixamos para trás ao morrermos, mas seguimos com o nosso ser espiritual, a nossa alma, o nosso ser que é imortal...

Continuamos a ser nós mesmos, com nossos pensamentos, nossa personalidade e gostos. A vida não cessa com a morte. A morte é como se fosse uma troca de roupas, assim como a borboleta trocou de corpo.

- Entenderam? perguntou a vovó.

- Quase tudo! Responderam todos.

Vovó Esmeralda sorriu um sorriso de quem já viveu muito, de quem é paciente e sabe que vai ter tempo para ensinar e aprender muito mais...

Morelli, Jac i.: A Vovó Sabe Tudo. Tema: A morte. Edição Editora
Espírita Cristã Fonte Viva.

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