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quarta-feira, 15 de março de 2017

A história do Papai do Céu

Há um certo tempo atrás, lá no céu, viviam muitas criancinhas correndo e brincando sem parar. E todos eram muito, mas muito felizes.

No meio daquelas crianças havia um menino muito bonito, inteligente e esperto que percebeu que muitos de seus amiguinhos desapareciam assim, de repente, enquanto brincava com eles e sem se saber o porquê.

Então ele, que era muito inteligente, foi conversar com o "Papai do Céu" para saber o que estava acontecendo. Aproximou-se Dele e disse:

- Papai do Céu?

- Sim, meu filho.

- Por que meus amiguinhos desaparecem no ar quando eu estou brincando com eles?

- Eles não desaparecem, meu filho. Respondeu o Papai do Céu. Eles estão indo nascer lá embaixo na Terra. Eles desaparecem aqui, mas aparecem lá.

- Então, perguntou o menino, por que eu ainda não fui nascer lá na Terra?

- Porque Eu estou escolhendo uma mamãe e um papai para você.

O menino pensou naquelas palavras e decidiu fazer um pedido.

- Posso escolher minha mamãe e meu papai? Posso? Insistiu o menino.

Papai do Céu coçou sua longa barba branca, pensou e depois de algum tempo resmungou:

- Isso nunca foi feito. Eu sempre faço a escolha. Mas como você mostrou que é muito inteligente Eu vou deixar você escolher.

O menino saiu correndo muito feliz da sua vida e, naquele mesmo dia, passou a olhar aqui para a Terra tentando escolher sua mamãe e seu papai.

Ele olhava, olhava, olhava, mas achava difícil escolher no meio de tanta gente.

Os dias foram passando até que num dado instante ele conseguiu ver uma mulher rezando aqui na Terra dizendo assim:

- Papai do Céu, manda um filhinho para mim. Eu sei que minha barriga não cresce, mas manda mesmo assim. Eu vou amá-lo com toda a força do meu coração. Ele vai ser meu Filho do Coração e eu e meu marido seremos seu papai e mamãe do coração. Por favor, Papai do Céu...

O menino ao ouvir aquelas palavras foi correndo para o Papai do Céu contar a grande novidade:

- Papai do Céu? Achei! Achei uma mamãe e um papai para mim. Vem ver, vem ver!

O menino mostrou a mulher aqui embaixo na Terra para o Papai do Céu que, depois de olhar disse:

- Meu filho, aquela mulher não pode ser sua mamãe. A barriga dela não cresce e você sabe que as crianças só nascem lá na Terra se a barriga da mamãe crescer.

- Eu sei, mas eu quero ela, eu quero! O Senhor pode fazer qualquer coisa e eu quero ser Filho do Coração daquela mamãe.

O menino gritava e chorava, e mais uma vez Papai do Céu pensou e respondeu:

- Tá bom! Então vou fazer você nascer da barriga de uma outra mamãe e vou avisar sua mamãe do coração para ir te buscar.

E assim foi. Ao mesmo tempo que o menino nasceu de uma outra barriga, Papai do Céu fez a mamãe do coração dormir e sonhar. Neste sonho, Papai do Céu mostrou como era o menino e onde ela deveria buscá-lo.

Ao acordar, a mamãe do coração ficou tão feliz que chamou seu marido e juntos foram buscar o menino.

Eles viajaram bastante até chegarem a uma cidade distante. Lá começaram a procurar pelo lugar onde estava o menino. Depois de muito tempo e já cansados de procurar, os dois resolveram descansar em um banco de jardim. Assim que sentaram e olharam para frente, lá estava ela. Era a casa que o "Papai do Céu" havia mostrado no sonho e onde estava o "filhinho do Coração." Rapidamente correram para lá e entraram.

Dentro da casa havia muitos bebezinhos, cada um em sua caminha dormindo.

A mamãe do coração olhava todos eles, mas não encontrava o seu filhinho.

Após olhar todos eles, a mamãe do coração, quase desistindo, viu que ainda tinha um bercinho com um bebê todo coberto e enrolado em um lençol.

Toda emocionada, ela se aproximou e puxou o lençol. Pode ver, então, o rosto do menino.

Sim, era ele, o menino que ela tinha visto no sonho.

Imediatamente ela o pegou no colo, abraçou-o e chorou de tanta felicidade.

E assim todos juntos, papai, mamãe e filho do coração voltaram para casa onde foram felizes para sempre.

Esquecer a infância e a juventude será desprezar o futuro.


Autor Desconhecido – Fonte do texto e imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A HISTÓRIA DA ANINHA

Aninha morava com sua mãe, pai e irmãozinho numa casa que se localizava num bairro da cidade.

Um dia, sua mãe pede a ela que vá até a padaria da esquina comprar pão para o lanche.

E lá vai Aninha sorridente apreciando os jardins das casas vizinhas; é quando vê Pedrinho:

- Oi, Pedrinho! Vamos comigo até a padaria? Mamãe pediu para comprar pão. É pertinho e nem precisaremos atravessar a rua...

- Peraí, Aninha, vou perguntar pra minha mãe se posso.

Depois de falar com sua mãe, Pedrinho volta e vai caminhando com Aninha pela rua; vão olhando e comentando sobre os jardins, até que:

- Olha só Pedrinho! Que jardim mais lindo! Quantas flores! Tudo bem coloridinho!

- Veja, Aninha... Olha só... Uma árvore com jabuticaba! Uhhhhmmm está carregadinha de jabuticada!

- Uhmmm, que delícia!! Vamos entrar Pedrinho. É a casa do Seu Antônio e ele é super legal, vamos... Nós vamos pedir umas pra ele...

Ao abrirem o portão, o Seu Antônio chega à janela e logo vê as crianças.

- Oi, Meninos, tudo bem?

- Oi Seu Antônio, estávamos vendo seu jardim! Está muiiito lindo! Que árvore mais bonita é esta com jabuticabas, né? - diz Aninha.

- Aahh! Vocês querem jabuticaba? Já já tiro algumas para vocês - responde Seu Antônio.

Assim, seu Antônio vem ao jardim e começa a pegar as jabuticabas e pergunta:

- Vocês sabem quem criou tudo isso? As flores, as árvores, os frutos...?

- Jesus - responde Aninha

- Deus - responde Pedrinho

Iiiihhh!! E agora? Quem será que criou? Deus ou Jesus?

Seu Antônio, vendo a confusão dos dois, sentou-se na grama com eles e a latinha já cheiiinha de jabuticabas e, enquanto comiam, ele disse:

-Sabem; quem criou tudo isso, a natureza, foi Deus, nosso Pai. Ele nos criou também. Agora, Jesus é nosso Irmão.

Ele que toma conta da gente, veio até nós para nos ensinar muitas coisas. Foi Ele quem nos ensinou uma prece muito bonita que começa assim: Pai Nosso que estais nos céus... Ele nos ensinou que Deus é nosso Pai, criador de tudo.

- Agora não faço mais confusão - diz Aninha - Deus é nosso Pai e Jesus é nosso Irmão.

- Isso - diz Pedrinho. Deus é muito bom, olhem que flores lindas, que jabuticabas deliciosas.

- Mas Jesus também é muito bom - diz seu Antônio - Ele nos ensinou muitas coisas boas.

- O que ele nos ensinou? - pergunta Aninha.

- Jesus nos ensinou a amar as plantas, os animais, as pessoas e muitas outras coisas - falou Seu Antônio. Mas agora vocês devem ir, pois suas mães devem estar preocupadas esperando vocês. Outro dia vocês voltam aqui para continuarmos a conversar.

- tá legal, Seu Antônio - respondem juntos Aninha e Pedrinho.

- obrigada pelas deliciosas jabuticabas - diz Aninha

- Obrigado, Seu Antônio - diz Pedrinho.


(Fonte: AME/JF) – Imagem: Internet Google.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A HISTÓRIA DA LOURDINHA

Lourdinha era uma menina de 07 anos e cursava a primeira série do Grupo Escolar Maria Madalena e sempre ia para a escola com o uniforme desarrumado e sujo, os cabelos despenteados...

Marta também estudava na mesma escola e na mesma sala da Lourdinha e ia sempre arrumada, cheirosa, de banho tomado, com o uniforme limpinho e bem passado e cabelos penteados...

Os amiguinhos da sala nunca chegavam perto de Lourdinha, caçoavam dela, faziam ficar sempre sozinha.

Marta sempre observava como Lourdinha era triste, como ela parecia se sentir muito, muito só , pois sempre estava ao longe observando os amiguinhos brincarem e rirem juntos.

Marta era uma menina super alegre, bondosa, amiga e nunca gostava de ver crianças tristes e sempre que observava que alguém estava triste dava um jeitinho de ir se chegando, se aconchegando para saber o que é que estava havendo e estava querendo fazer isso com Lourdinha: queira saber por que ela era tão triste e tão mal arrumada...

Daí que Marta se pôs a campo para saber tudinho sobre Lourdinha, só para poder ajudá-la, mas sem que ela percebesse... Sabem o que ela descobriu?

Marta descobriu que Lourdinha morava numa casa bem, bem longe da escola. Descobriu também que ela morava só com seu pai, pois sua mãe já havia desencarnado e morava agora no Mundo Espiritual.

E o pai da Lourdinha saia muito, muito cedo para ir trabalhar e era Lourdinha sozinha quem se arrumava para ir à escola e como não havia quem lhe orientasse para tomar banho antes de ir para a escola, para pentear os cabelos, para lavar seu uniforme e passá-lo, por isso que ela chegava suada ao colégio, amarrotada e com um cheirinho meio esquisitinho...

Descoberto isso Marta se pôs a ver como poderia ajudar Lourdinha e foi falar com sua mãe sobre a coleguinha triste e de que forma elas poderiam ajudá-la.

Dona Vera, então, combinou com Marta de irem fazer uma visita para a Lourdinha, mas em uma hora em que o pai dela estivesse por lá.

Que será que aconteceu nessa visita? Vocês sabem?

Pois é, isso mesmo Dona Vera propôs ao pai de Lourdinha que ela Vera e Marta poderiam ajudá-lo a orientar a Lourdinha nos cuidados que ela deveria ter. O que o pai da Lourdinha agradeceu muito, pois precisava realmente trabalhar para poder manter o sustento da casa e não estava conseguindo orientar bem a filha.

Assim, Dona Vera e Marta trataram de conversar com a Lourdinha, que ficou muito feliz em poder contar com quem pudesse lhe ajudar e tirar suas muitas dúvidas e foram as três separar as roupas da Lourdinha na gaveta, tirar as que estavam sujas , passar as que estavam amarrotadas...

No outro dia, ao chegar à escola, qual não foi a surpresa de todos: óh, diziam; como estava cheirosa e arrumada a Lourdinha e como estava mais bonita com um ar de felicidade e um sorriso grandão, grandão no rosto!

E com isto Lourdinha passou a, ao invés de ficar longe observando as crianças brincarem, ficar juntinho delas brincando também.

E Marta também ficou super feliz em ter podido ajudar alguém e trazer alegria também.
Fonte: - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

Imagem: Internet Google

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A GARDÊNIA BRANCA

Todo ano em meu aniversário, desde que fiz 12 anos, uma gardênia branca me era entregue anonimamente em minha casa. Nunca havia um cartão ou uma nota, e as chamadas à floricultura eram em vão porque a compra era feita sempre em dinheiro.

Após um tempo, eu parei de tentar descobrir a identidade do remetente.

Me deliciava apenas com a beleza e o perfume mágico daquela perfeita flor branca suavemente envolvida em papel rosa. Mas eu nunca parei de imaginar quem poderia ser o remetente.

Passei alguns de meus mais felizes momentos em devaneios sobre alguém maravilhoso e emocionante, mas demasiado tímido para tornar conhecido sua identidade.

Em minha adolescência, era divertido especular que o remetente poderia ser um menino apaixonado.

Minha mãe sempre contribuía com minhas especulações. Perguntava-me se haveria alguém para quem eu tivesse feito uma bondade especial, que pudesse demonstrar a apreciação anonimamente.

Lembrou-me dos tempos em que eu deixava minha bicicleta para ajudar nosso vizinho a descarregar o carro e cuidar para que as crianças não fossem para a rua.

Ou talvez o misterioso remetente fosse o senhor idoso do outro lado da rua.

Eu frequentemente recolhia sua correspondência na caixa e o entregava, assim ele não teria que se arriscar descendo a escada gelada.

Minha mãe fez o melhor que pôde para aguçar minha imaginação sobre a gardênia.

Queria que suas crianças fossem criativas.

Também queria que tivéssemos a sensação de sermos estimados e amados, não apenas por ela, mas pelo mundo todo.

Quando fiz 17 anos, um menino machucou meu coração. Naquela noite tudo o que eu queria era dormir.

Quando acordei pela manhã, havia uma mensagem, feita com batom, em meu espelho:

"Saiba, quando meio-deus se vai, os deuses chegam".

Pensei sobre essa frase por muito tempo, e a deixei onde minha mãe a escreveu até que meu coração se curasse.

Quando eu limpei o vidro, minha mãe sabia que tudo estava bem, novamente.

Mas havia algumas feridas que minha mãe não poderia curar.

Um mês antes de minha formatura, meu pai morreu, repentinamente, de um ataque de coração. Me desinteressei completamente por minha formatura e pelo baile, pelo qual eu tinha esperado muito.

Minha mãe, em meio à seu próprio sofrimento, não admitia que eu faltasse.

Um dia antes da morte de meu pai, ela e eu saímos para comprar um vestido para o baile e encontramos um espetacular. Mas era do tamanho errado, e quando meu pai morreu, no dia seguinte, eu me esqueci do vestido.

Minha mãe não.

Um dia antes do baile, eu encontrei o vestido esperando por mim no tamanho certo.

Eu posso não ter me importado em ter um belo vestido novo, mas minha mãe se importou. Ela se importava em como suas crianças se sentiam sobre si mesmas.

Ela nos imbuiu com um sentido mágico e nos deu habilidade de ver a beleza mesmo na hora da adversidade.

Na verdade, minha mãe queria que suas crianças se vissem como a gardênia - encantadora, forte, perfeita, com uma aura mágica e um pouco de mistério.

O ano em que minha mãe morreu foi o ano em que pararam de chegar as gardênias.


Marsha Arons - Tradução de Sergio Barros

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A Estrela Peregrina

A Estrela Peregrina
Veio para anunciar,
Que um principezinho,
Acabava de chegar.
Convidou-me a segui-la
Para o tal menino mostrar
Tão iluminada entre as outras
O Céu cortava, sempre a orientar.

Andamos pelos desertos,
Pelas terras além do mar
Buscando nessas paragens
Não encontrei nenhum rei
Só pobres viajores
Foi o que mais avistei.
E a estrela andarilha foi então que perguntei:
Onde está o tal menino?
Me apontou pequeno estábulo.
Mas isso é um insulto... A quem queres enganar?
Não vejo cetro, nem ouro, nem coroa ou seus tesouros.
Apenas uma cocheira, com animais a relinchar!
Me aproximo; então percebo uma pequena criança e os seus pais a orar.

Então, este é o príncipe que viemos encontrar ?
A Estrela peregrina brilha, brilha, a confirmar.
Mas se é rei, tem riqueza, onde está o seu esplendor?
Então a pequena estrela em anjo se transformou
E disse ao seu "convidado", com todo o seu primor,
É Mensageiro do Pai
É Missionário da Paz
É o Enviado da Luz.
Veio para ensinar os filhos do seu Senhor.
Ele é rei, mas sua coroa só é feita de Amor.
Será o Grande Mestre da eternidade,
E trouxe a Paz na Terra aos homens de Boa Vontade

Nesse mesmo instante, outros pastores começavam a chegar,
À pequena criança vinham para presentear.
Não trago ouro, nem mirra, nem óleo pra incensar,
Como eu "homem comum" o poderei agradar?
Disse então a Estrela-Anjo:
Tu por mim foste o escolhido para a toda a humanidade vir representar.
O presente que mais lhe agrada, e que poderás lhe dar,
No futuro todos venham seus ensinos praticar.

Feliz Natal com Jesus para todos .


Autora: Paty Bolonha

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A FUGA

Num destes dias agitados, em que se tem mil coisas diferentes para fazer, encontramos Justin, o filho de quatro anos de idade de um jovem casal.

O garoto não parava de fazer bagunça, e depois de ouvir seu pai pedir por várias vezes para que sossegasse um pouco, acabou ficando de castigo no canto da sala.

Justin chorou, esperneou, emburrou e finalmente disse: "vou fugir de casa."

A primeira reação da mãe foi de surpresa que, irritada, falou: "ah, vai?"

Quando ela virou-se e o olhou, ele parecia um anjo, tão pequeno, encolhido ali no canto, com um ar tão triste...

Ela decidiu largar tudo que estava fazendo e parou. Com o coração partido, ela lembrou-se de uma passagem de sua própria infância, quando ela também quis fugir de casa porque se sentia rejeitada e incompreendida.

Ela sabia que ao anunciar "vou fugir da casa", Justin estava dizendo: ,”por favor, prestem mais atenção em mim. Eu também sou importante. Por favor, façam com que eu me sinta desejado e amado incondicionalmente."

"Tudo bem, Justin, você vai poder fugir de casa", falou a mãe baixinho para ele, enquanto começava a pegar umas roupas em seu armário e colocar numa sacola.

"Mamãe", ele perguntou, "o que você está fazendo?"

Ela assim respondeu: "se você vai fugir de casa, então mamãe vai com você, porque não quero ver você sozinho nunca. Gosto muito de você, Justin."

Ela então o abraçou, e ele perguntou, surpreso: "por que você quer ir comigo?"

Ela olhou-o com carinho e disse: "porque eu gosto muito de você e vou ficar muito, muito triste se você for embora”.

“E também quero tomar conta de você para que nada de mal aconteça".

"Papai também pode ir?" - perguntou ele, com uma vozinha acanhada.

"Não, papai tem que ficar com seus irmãos, e papai tem de trabalhar e tomar conta da casa quando nós não estivermos aqui."

"O meu hamster pode ir?"

"Não, ele também tem que ficar aqui."

Justin parou um instante para pensar e disse: "mamãe, podemos ficar em casa?"

"Claro, Justin, podemos ficar em casa."

"Mamãe." - disse ele suavemente.

"O que é Justin?"

"Eu amo você."

"Eu amo você também, querido, muito, muito, muito. Que tal me ajudar a fazer pipoca?"

"Oba! Tudo bem." - e lá se foi Justin com sua mãe.

Naquele instante ela se deu conta da maravilhosa dádiva que é ser mãe. De como somos fundamentais quando levamos a sério a responsabilidade sagrada de ajudar uma criança a desenvolver o sentido de segurança e o amor próprio.

Abraçando Justin, ela percebeu que em seus braços tinha o tesouro inestimável da infância, uma pessoinha que dependia do amor e segurança que recebesse; do atendimento de suas necessidades, do reconhecimento de suas características únicas para tornar-se um adulto feliz.

Ela aprendeu que, como mãe, jamais deve "fugir" da oportunidade de mostrar aos seus filhos que eles são amados, desejados e importantes - o presente mais precioso que Deus lhe deu.

***

Não te poupes esforços na educação dos filhos.

Os pais assumem desde antes do berço com aqueles que receberão na condição de filhos, compromissos e deveres que devem ser exercidos, desde que serão, também, por sua vez, meios de redenção pessoal perante a consciência individual e a cósmica que rege os fenômenos da vida, nos quais todos estamos mergulhados.


Autor: Momento Espírita – Fonte do texto e imagem: Internet Google.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A Florzinha Cor de Rosa

Na frente de uma velha casinha era para existir um jardim maravilhoso, mas havia apenas terra, e essa era tão seca que não se via nem minhocas ou formigas passeando por lá.

Certo dia o céu escureceu e veio uma chuva muito forte molhando toda a terra, que logo começou a brotar. Em poucos dias o jardim estava encantador, com um perfume suave das flores diversas que nasceram; somente um botãozinho ainda não estava aberto.

O jardim ficou todo cercado de joaninhas, borboletas, beija-flores, minhocas, aranhas, formigas e besouros.

Mas entre as flores que nasceram havia uma que era muito vaidosa, orgulhosa... Olhava para as outras flores e dizia:

- Eu sou a flor mais bonita deste jardim! Vocês comparadas a mim são horrorosas heheheh.

- Olha só para a florzinha amarela... É igualzinha o sol! A Flor azul é igual às nuvens e a marrom igual a terra...  Horror! Todas vocês são iguais a alguma coisa.

Sou maravilhosa porque sou única... Sou cor de rosa! Não tem nada parecido comigo... Sou uma atração... Todos que aparecem no jardim olham para mim elogiando.

E assim falava a nossa florzinha, toda orgulhosa, penteando suas pétalas.

Certo dia ouviu-se uma gritaria de crianças:

- Corram... Pega... Ela esta indo para o jardim!

E de repente... Uma TRAGÉDIA aconteceu !

A florzinha cor de rosa foi atingida em cheio por uma bola e desmaiou!

Todas as outras flores foram acudi-la, será que esta viva?!

Felizmente estava, foi abrindo os olhos lentamente, e quando ficou de pé todas as flores arregalaram os olhos e começaram a gargalhar!

- HaHaHaHaHaHaHaHaHaHaHA!!!

- HiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHi!!!

-HeHeHeHeHeHeHeHeHeHeHeH!!!

Todas riam sem parar! Mas o que será que aconteceu?

É que a flor cor de rosa perdeu a metade de suas pétalas, estava HORROROSA!

Coitada da florzinha... Todos que ali passavam falavam:

- Que espécie de flor é aquela? Que coisa mais feia!

A minhoca estava se contorcendo de tanto rir, a borboleta não conseguia voar de tanto que gargalhava, a aranha tropicava nas pernas toda vez que olhava para flor despetalada.

Coitadinha...

Dois dias se passaram e todas as pétalas caíram, ficou carequinha... Ela chorava tanto... Tanto...

Então numa noite a florzinha percebeu que foi muito feio o que ela havia feito, ficava sempre rindo das outras flores, e na verdade todas eram bonitas... Cada uma tinha a sua beleza... Mas agora, ela era a única feia no jardim... E pensou...

- Nunca mais vou falar mal de ninguém... Estou muito sentida com a minha atitude.

Deus percebeu o arrependimento sincero dela, e decidiu lhe dar uma nova chance...

Ao amanhecer as flores começaram a se abrir, esticavam as folhinhas para cima se espreguiçando quando de repente todas arregalaram os olhos!

A florzinha cor de rosa estava com pétalas novamente! Só que não eram cor de rosa... Era uma azul, uma amarela, uma marrom, outra azul outra amarela e outra marrom...

Tornou- se uma flor colorida!

E para surpresa de todos, uma florzinha que ainda era um brotinho começou a se abrir na frente de todos... E quem diria; era toda cor de rosa!

Ela olhou para todas as flores que estava a sua volta e disse:

- NOSSA! Que jardim legal... Quantas flores bonitas!

- Mas eu sou mais bonita que vocês, porque sou a única cor de rosa que tem aqui.

Ao ouvir isso, a florzinha colorida chegou bem pertinho dela e disse:

- Venha cá, você ainda é muito novinha e tem que aprender algumas coisas; vou lhe contar uma história de uma florzinha cor de rosa que morou aqui...

Autoria: Regina Amélia de Oliveira

Fonte do texto e imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Festança

História baseada na passagem da bíblia: "Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva, porque todos os outros deram de sua abundância, mas esta deu da sua indigência". (Lucas 21:3 e 4).

Certa vez, num reino distante, o povo resolveu fazer uma festa. Mas tinha que ser uma festa de arromba, daquelas de ninguém botar defeito!

Então, o habitante mais velho do lugar, que era sábio, teve uma ideia:

- Para a festança ser um sucesso era só cada um dar uma coisa para ajudar!

O Rei, que era muito poderoso, tinha dezenas de castelos de mármore, com ouro e pedras preciosas. Resolveu então dar o menor deles (que tinha apenas 100 quartos) para servir de salão de festa.

Todo o povo comentou:

- Oh! Como o rei é generoso!

O duque tinha uma fazenda tão grande que para atravessá-la a cavalo se demorava 1 mês. Lá viviam milhares de cabeças de gado.

O duque mandou avisar que tinha 80 bois para fazer churrasco.

Todo mundo dizia:

- Oh! Como o duque é generoso!

O barão também tinha muitas terras onde praticava lavoura. Todos os anos centenas e centenas de caminhões deixavam a fazenda carregados de arroz para vender nas cidades.

O barão mandou entregar 50 kg de arroz para cozinhar para a festa.

Só se ouvia o povo comentar:

- Oh! Como o barão é generoso!

Um sitiante que não era nobre, mas era muito rico, mandou colher 40 pés de alface para que houvesse salada na festa.

- Oh! Como o sitiante é generoso! Exclamavam as pessoas.

O dono da confeitaria tinha uma boa renda. Não lhe faltava nada. Morava numa bela casa e seus filhos tinham muitos brinquedos. Seu presente para a festa foi um lindo bolo confeitado. E todos diziam:

- Oh! Como o confeiteiro é generoso!

Assim também o dono do bar, que vivia confortavelmente, mandou entregar a festa 2 barris de Chopp, enquanto ouvia o povo:

- Oh! Como o bodegueiro é generoso!

E assim todos foram dando alguma coisa.

Ora, neste reino vivia também uma pobre viúva que só tinha de seu um coelhinho que lhe fazia companhia. Lavava roupa para fora em troca de comida e vivia em um casebre.

- Eu queria tanto ir nesta festa! Nunca fui a nenhuma, mas o que eu poderia dar para ajudar?

Foi então na hortinha no fundo do quintal, mas só achou 4 cenouras.

Pegou 2 e deu ao coelhinho e ficando sem comer, levou as outras duas para entregar a festa.

Quando a viúva entregou as cenouras, a zombaria foi enorme:

- Que ridículo! Essa viúva não se enxerga!

- A senhora pensa que vamos deixar entrar dando só 2 cenouras?

Está louca!

Mas então, o velho sábio foi para o meio da multidão e disse:

- Meus filhos! Vocês estão enganados! O rei tem muitos palácios e nem conhece todos eles. Vive reclamando que tem que pagar muitos criados para limpa-los. Ele nos deu o menor e o mais sujo. Vocês acham que o rei deu muito?

- O duque tem tantos bois que o pasto não dá bem para todos. Alguns acabam morrendo de fraqueza. Ele pegou os 80 mais magros e deu para a festa. Vocês acham que o duque deu muito?

- A produção de arroz do barão é tão grande que ele não tem celeiros suficientes para guardar. Uma grande quantidade sempre acaba mofando. Ele pegou uma parte do arroz que ia estragar e nos deu.

Vocês acham que o barão deu muito?

- Assim também o sitiante nos mandou o alface que ele não teve tempo de tratar e os insetos acabariam comendo.

Vocês acham que o sitiante deu muito?

- O confeiteiro todos os dias faz bolos para colocar na vitrine e fazer propaganda de sua loja. Mas nunca vende todos e alguns acabam indo fora. Então ele pegou um bolo amanhecido e o trouxe aqui.

Vocês acham que o confeiteiro deu muito?

- O Chopp também não pode ser guardado por muito tempo e o dono do bar bebe tanto que os barris que ele deu, mal chegarão para ele mesmo.

Vocês acham que ele deu muito?

- Olhem agora a pobre viúva. Não tem nada, a não ser o coelhinho que trata com todo carinho. Qualquer outro já o teria comido assado. O que ela fez? Alimentou o bichinho e ficando sem comer trouxe a única coisa que ela tinha para doar a festa.

- Ora, todos os outros deram daquilo que não lhes fazia falta, que estava sobrando, que iam jogar fora.

Respondam então: quem foi que deu mais?


Autoria Desconhecida. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 15 de outubro de 2016

EXISTÊNCIA DE DEUS

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

- Grande senhor; conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais Dele.

- Como assim? - indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?

- Pela letra.

- Quando o senhor recebe uma joia, como é que se informa quanto ao autor dela?

- Pela marca do ourives.

O empregado sorriu e acrescentou:

- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

- Pelos rastos - respondeu o chefe, surpreendido.

Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava cercada por multidões de estrelas, exclamou; respeitoso:

- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!

Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

Livro: Pai Nosso – Médium: Chico Xavier – Espírito: Meimei.

Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 1 de outubro de 2016

A DESCOBERTA DE PAULA

Paula era uma menina da idade de vocês. Ela gostava de comer, brincar, pular, falar. Mas ela falava muito e muito alto, e só ela queria falar.

Paula não parava para escutar ninguém. Quando Alguém estava falando ela começava a falar junto.

A mamãe de Paula ensinava a filha que ela não podia ser assim, mas não adiantava. As crianças que moravam perto da casa de Paula não gostavam de brincar com ela, pois a menina chegava e não deixava ninguém falar; as crianças estavam acostumadas a brincar juntas , conversando, mas quando Paula chegava gritando e não deixando ninguém falar, todos se levantavam e a deixavam sozinha.

Um dia mamãe levou Paulinha ao cinema para ver "Chapeuzinho Vermelho", mas a menina ficou o tempo todo falando coisas assim:

- Olha lá mamãe! Olha lá!...

Ih! ... O que vai acontecer?

Já sei, já sei, já sei!

Ih!... Eu não quero ver o que vai acontecer agora!

E ela falava tanto que não deixava as pessoas escutarem o filme; e assim, todos que estavam sentados perto dela levantaram-se para procurar outros lugares.

Chegando em casa, mamãe disse à filha que não ficara contente com o comportamento dela no cinema e após Paulinha prometer não fazer mais aquilo a mamãe contou- lhe a história do filme, pois com a conversa ela não entendera nada.

Um dia, na escola de Paulinha, houve uma festa. A festa era de manhã para as crianças que estudavam de manhã e à tarde para as crianças que estudavam à tarde.

Pela manhã, mamãe levou Paula toda bonita para a festa; os palhaços iam fazer mágicas, brincadeiras da cadeira, corrida de saco, iam contar histórias e muitas outras coisas.

Quando os palhaços começaram a festa, Paula começou a gritar também, como estava acostumada a fazer. E gritava tanto que as outras crianças não estavam escutando os palhaços. O palhaço Furequinha pediu que ela ficasse quieta e como ela não parou de falar, a professora pegou Paula pela mão e levou-a para fora dali.

E falou que ela não poderia mais participar da festa, pois ela estava atrapalhando. E falou carinhosamente para a Paula, que enquanto ela ficasse na secretaria, ela poderia ir pensando que a gente tem uma boca só e dois ouvidos p'ra gente falar menos e ouvir mais...

Parecia que Paula não se aborrecera. Ficaria com as pessoas na Secretaria até a hora da mãe ir buscá-la.

Mas quando o tempo foi passando, passando, Paula começou a pensar como a festa deveria estar bonita. Ela gostava muito de palhaços e de mágicas.

E Paula começou a chorar, pediu para voltar à festa, pois não iria mais atrapalhar; iria ficar quietinha, OUVINDO, só responderia quando os palhaços perguntassem.

Só que a festa estava acabando..., e Paula não mais poderia participar dela; a Professora, então, disse que se ela prometesse realmente não atrapalhar, ela poderia voltar à tarde e participar da outra festa.

À tarde, Paula conseguiu ficar quieta durante a festa e se divertiu muito.

Pôde contar para a mamãe as histórias dos palhaços, as mágicas, as brincadeiras:

- Pois é, Mamãe, foi muito divertido, e sabe o que eu aprendi?

- O que filhota?

- Que se eu deixar as pessoas falarem, ouvindo tudinho, vou me divertir muito mais, pois aí dá para prestar atenção direito no que está acontecendo, e você não precisará mais me contar quando a gente chegar em casa."


Fonte: AME/JF – Texto e imagem: Internet Google.