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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A VIAGEM

Na véspera da viagem marcada, o motorista esmerou-se em preparar o carro.

Conduziu-o à oficina para reparos diversos.

Levou-o ao posto para que fosse bem lavado.

Exigiu que se fizesse limpeza da faixa branca dos pneus.

Dirigiu-se ao eletrotécnico, para revisão da eletrola e do rádio, garantindo notícias e música durante a viagem.

Buscou pessoal competente para polimento da pintura e dos metais.

Foi ao tapeceiro, adquirindo nova e bela capa para o estofamento.

Finalmente, comprou um adorno para o interior do automóvel e aproveitou a ocasião para trocar o chaveiro.

No dia seguinte, quando havia percorrido apenas alguns quilômetros, o carro parou por falta de combustível.

***

Nas devidas proporções, fato semelhante ocorre conosco.

Passamos uma existência inteira reunindo valores superficiais.

Pontificamos na moda e na elegância.

Brilhamos nas rodas sociais.

Conquistamos influência e poder.

Entretanto, somente quando viajamos para a Vida Espiritual, descobrimos que o mais importante foi esquecido.

Antônio Baduy Filho por Hilário Silva e Valérium: Histórias da Vida

CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A TINA

Meu pai morreu quando eu era muito pequena.

Viúva e pobre, sem desejar contrair novo matrimônio, minha mãe teve de trabalhar muito para nos sustentar.

Quando fiquei um pouco maior, disse-lhe que gostaria imensamente de estudar música.

Ela me ouviu com muita atenção e, dali para a frente, redobrou esforços para alugar um piano e custear o pagamento das aulas.

Mas, dentro em pouco, eu já me aborrecia com os infindáveis exercícios que, de tanto serem repetidos, acabavam por me cansar e entediar.

Quando eu fechava o piano e fugia para o quintal, para minhas brincadeiras, ela olhava para mim, muito tranquila e não dizia nenhuma palavra de reprovação.

Depois voltava ao trabalho, que tomava o seu tempo, de manhã à noite.

Um dia, quando eu já dedilhava o teclado preguiçosamente e com pouco – ou nenhum – interesse, ela se aproximou silenciosamente de mim e disse com naturalidade:

- Você está cansada do estudo, minha filha. Feche o piano e, por favor, venha me ajudar a alvar aquela tina de roupa. Estou um pouco fatigada e vai ser bom trabalharmos um pouco juntas.

Trabalhamos a tarde toda. Minha mãe dissera que estava um pouco cansada e, de fato, eu percebia que os esforços que ela despendia estava, praticamente, acima de suas forças. Entretanto, ela não parecia disposta a interromper o trabalho e as pilhas de roupa iam se renovando dentro da tina.

Paramos para jantar e, por essas alturas, eu já me sentia tão exausta que estava a ponto de cair em pranto. A água e o sabão me haviam arroxeado as mãos, meus dedos estavam duros e entorpecidos.

Então notei uma coisa: as mãos de minha mãe – embora até então eu não o tivesse notado – estavam sempre daquele jeito.

Engolindo um soluço, eu disse a minha mãe:

- Mamãe, eu estive pensando. Desejo, realmente, estudar música. Vai me cansar muito, porém preciso perseverar e prosseguir sempre.

- Está bem, querida! Disse minha mãe me olhando nos olhos. Se você deseja se tornar uma pianista eu não posso lhe pedir que seja uma lavadeira de roupa: eu me esforçarei de um lado e você do outro. Não é mesmo?

Hoje eu sou uma concertista.

Rodrigues, Wallac e Leal V. :Para o Resto da Vida.


CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A SURPRESA

Faremos uma surpresa para nossa querida Otília. Iremos ao seu lar e cantaremos para ela, cumprimentando-a por seu aniversário. Ela vai "morrer" de emoção!

O grupo de jovens, integrado na Mocidade Espírita, em atuante instituição, tinha razões para festejar o acontecimento, Otília era muito estimada, jovem dinâmica, musicista, cheia de iniciativas, alegre e comunicativa.

Planejaram tudo certinho. Prepararam "comes e bebes" para a festinha que se seguiria à homenagem. . . Tudo feito "em surdina", a fim de que a aniversariante não desconfiasse de nada. Chegaram até a compor uma música, com estribilho tosco, mas sincero, que dizia assim:

Você é nossa companheira,

Nosso exemplo vivo,

Nossa líder inspiradora,

Seguiremos sempre consigo.

Chegaram de mansinho, silenciosamente, contendo a própria euforia, risos abafados... Abriram o portão, ganharam a área interna e preparavam-se para iniciar a cantoria quando ouviram a voz de Otília, timbre estranho, ardido, discutindo com a mãe:

- Eu já lhe disse para não se intrometer em minha vida! Faço o que julgo direito e você não tem nada com isso!

- Minha filha - pedia a mãe - fale baixo, olhe os vizinhos... Tenhamos cuidado. Ninguém precisa saber de nossos problemas...

- Ora, os vizinhos que se danem - gritava a moça a plenos pulmões - e você também!

- Otília, não quero discutir, mas não é justo agir como se fosse sozinha. Nossa vida está difícil! Há seus irmãos menores, seu pai está doente. Precisamos nos unir...

- Você quer dizer com isso que devo cuidar da molecada? Contribuir para o sustento da casa? Negativo! Meu tempo é escasso e há necessidades pessoais. O que ganho mal dá para atendê-las!

O pessoal ouvia estarrecido. Aquela Otília lhes era totalmente desconhecida. Áspera, agressiva, deseducada, bem diferente da moça que frequentava o Centro, exibindo enganador sorriso.

O diálogo prosseguia, num duelo ingrato entre a mãe, senhora respeitável e sofredora, e a filha, indisciplinada e estentórica.

Em dado instante, Otília, exasperada, afasta-se a pronunciar palavrões e abre a porta...

Lívida, desagradavelmente surpreendida, depara com os companheiros que a fitam em silêncio. Pouco depois ela está só na área. No chão ficam cópias amassadas da música em sua homenagem, com o estribilho:

Você é nossa companheira,

Nosso exemplo vivo,

Nossa líder inspiradora,

Seguiremos sempre consigo.

Se falece em nós o empenho de ajustar nosso comportamento ao que idealizamos, sob inspiração de princípios morais, não só marcaremos passo em relação à própria edificação, como causaremos desanimadoras decepções naqueles que seguem conosco.


Livro: Atravessando a Rua – Richard Simonetti

domingo, 15 de outubro de 2017

A SURPRESA DE CECÍLIA

Era uma vez um homem que tinha um jardim muito grande.

Mas ele não gostava muito de flores e árvores, e às vezes passava um tempo enorme sem dar água para as plantinhas.

Certo dia ele chegou no jardim e viu um pezinho de planta tortinho, quase morto, estava até feinho. E ele disse:

- Que planta mais feia! E eu nem sei o que é isto! Vou arrancá-la e jogar no lixo.

E foi isto o que ele fez. Arrancou a plantinha e... Zás! Jogou-a na lata de lixo!

Cecília era uma garotinha que morava ali perto, e estava passeando um pouquinho, quando viu a plantinha no lixo.

Cecília, ao ver a plantinha no lixo, pensou:

- Oh, que pena! Uma plantinha tão pequenininha... E ainda tem raiz..., quem será que a jogou no lixo?

Cecília, então, pegou a plantinha e a levou para casa e pelo caminho ia pensando:

- Vou plantar esse galhinho. Quem sabe ele pode nascer?

Chegando em casa, Cecília pediu à Mamãe um vasinho para poder colocar terra e plantar o galhinho que tinha encontrado.

O tempo foi passando, foi passando, e a Cecília sempre a cuidar da plantinha que passou a melhorar, a melhorar...

Cecília estava muito alegre ao ver a plantinha melhorando; ela amava a Natureza e gostava muito do Pai do Céu, pois foi Ele quem fez a Natureza para nos ajudar.

Um dia, que surpresa! Quando Cecília foi aguar a plantinha sabe o que ela viu?

Pois é, tinha uma florzinha no galho..., e Cecília foi logo correndo e chamando a Mamãe:

- Mamãe, Mamãe! Venha ver! Venha ver logo!

A Mamãe de Cecília correu para ver o que estava acontecendo com Cecília.

Quando a Mamãe viu a florzinha falou:

- Que belezinha, Cecília! Que flor mais perfumada!

- Puxa mamãe, que bom! Parece até que a plantinha me agradeceu por ter cuidado dela com carinho!

Mamãe sorriu e falou:

- É isto mesmo, filhinha. A Natureza merece todo o nosso cuidado, toda a nossa proteção. Dependemos dela para viver e ela é um grande presente de Deus, Papai do Céu.

E assim, Cecília e sua mamãe, continuaram sempre a proteger a Natureza e foram muito, muito felizes!


Fonte: AME - Dec /JF

sábado, 30 de setembro de 2017

A SERRA

Quando eu era menina, uns tios e seus filhos vieram residir na casa de meus pais.

Minha prima e eu costumávamos discutir continuamente enquanto nos desobrigávamos das tarefas da casa.

Como eu era a mais velha, tinha a pretensão de querer ensinar-lhe a fazer as menores coisas, o que, é claro, a contrariava.

Um dia, depois de ter assistido a uma dessas cenas, nosso avô levou-nos ao fundo do quintal, onde havia uma pilha de lenha.

A seguir, apanhando o mais grosso dos tocos de madeira disse-nos em tom sério, porém sem nenhuma zanga:

- O toco deve ficar no meio. Vocês apanhem a serra, cada uma de um lado e comecem a serra-lo!

Ficamos ambas atônitas, mas imediatamente obedecemos. A serra era uma dessas comuns no campo, acionada por duas pessoas que ora empurram, ora puxam.

Comecei a serrar, o mais depressa que podia, mais uma vez desejosa de provar que minha prima não era capaz de fazer o mesmo.

Mas, a cada vez que eu empurrava a serra para trás, mais depressa do que ela, a lâmina metálica se curvava e eu perdia o equilíbrio.
Percebi então que, serrando à mesma velocidade que ela e sempre com força igual, o trabalho progredia melhor.

Estávamos mortas de cansaço quando terminamos o trabalho, porém tínhamos sincronizado perfeitamente os nossos movimentos.

Vovô aplaudiu quando o toco se abriu em dois pedaços e nos explicou sorrindo:

- Vocês conseguiram levar a bom termo a tarefa e nisso não existe nenhum mérito. É que vocês trabalharam em harmonia. Quando tiverem um trabalho a fazer lembrem-se de que, trabalhando juntas e com esforço igual, tudo se tornará mais fácil e mais rápido.

Nunca pude me esquecer daquilo. E como, na vida, a maioria das tarefas que nos cabem envolvem outras pessoas, eu me lembro daquele toco e procuro aplicar mais uma vez, com alegria e bom humor, a lição da harmonia.


Obra: Para o Resto da Vida - Wallace Leal V. Rodrigues.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Serpente e o Vaga-lume

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.

Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.

Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada... No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou e disse a cobra:

- Posso lhe fazer três perguntas?

- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...

- Pertenço a sua cadeia alimentar?

- Não.

- Eu te fiz algum mal?

- Não.

- Então, por que você quer acabar comigo?

- Porque não suporto ver você brilhar...

Moral da historia:

Lembra-se que mau não suporta a Luz, ele odeia a claridade, e as pessoas que tem um espirito iluminado, uma luz do Espirito Santo e é rodeada a todo momento por pessoas que querem nos derrubar em todos momentos, essas são as nossas pequenas pedras que devemos contornar, mas não esquecer que Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar e ele a todo momento foi humilhado, mas sempre nos amou de qualquer jeito. Mesmo com as nossas dificuldades da vida, vamos ser esse vaga-lume, por que Deus está no comando em todos momentos. Tenha sempre Fé.


Fonte texto: Cvdee – Autor Desconhecido – Imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A SALADA

Lena é esta garotinha simpática que vocês estão vendo, com laço de fita nos cabelos, brincando com sua amiguinha Tita.

Tita é filha da senhora que, há muitos anos, faz faxina na casa de Lena, e ela tem quatro irmãozinhos, diferentes de Lena, que é filha única.

Como é bem difícil sustentar uma família grande, a mamãe de Lena sempre ajuda a mamãe de Tita, dando algumas roupas para as crianças, material escolar, e a própria Tita aproveita alguns vestidos que a Lena, por algum motivo, não usa mais.

Talvez o fato de Tita ser pobre, ou quem sabe por não ter uma aparência tão bonita quanto a de Lena, esta, embora seja sua amiga, a trata com ares de superioridade. Em todas as brincadeiras, a parte de Tita é sempre a mais pesada; Lena sempre é a chefe, a quem manda, a princesa...

A mamãe de Lena, observando que sua filha não tratava Tita com igualdade, com fraternidade, ficou preocupada. Ela não queria que Lena crescesse com preconceitos.

Quem sabe o que é preconceito?

É, por exemplo, quando julgamos as pessoas pela aparência, pela cor, pela religião, etc, achando que só os bonitos, bem vestidos, branquinhos, ricos, são bons, são educados. E isto é muito errado!... E, é claro, que a mamãe de Lena não queria que sua filha fosse uma pessoa preconceituosa. Resolveu, então, fazer uma coisa... Que será que a mamãe de Lena fez?

Um dia, chamou à cozinha as duas meninas, que estavam brincando no quarto de Lena.

- Crianças – disse ela – sei que vocês gostam muito de salada de fruta com sorvete, não é?

- Oba, mãe, você vai dar salada com sorvete pra gente? – gritou Lena. Eu quero o meu potinho bem cheio, e o que sobrar pode dar para a Tita. Mamãe olhou muito séria para Lena.

Vocês sabem por quê?

- Calma, calma – continuou mamãe – se querem salada de fruta têm que me ajudar a fazê-la!

- Nós ajudamos, mamãe – falou Lena – enquanto eu apanho a saladeira, a Tita pega as frutas e vai descascá-las. E vai jogar as cascas no lixo direitinho, viu Tita?

Mais uma vez, mamãe olhou muito séria para Lena. Sabem por quê?

- As duas vão pegar os potes e lavá-los. Eu descasco e corto as frutas, pois mexer com facas é perigoso.

Tendo lavado logo os potinhos, as meninas foram ver a mamãe preparar a salada.

- Uai, mãe, por que você só está cortando maçã? - falou Lena. E as outras frutas?

- Engraçado, minha filha, eu pensei que você só desse importância ao que fosse bonito, caro...

- Mas, mãe, salada de uma fruta só?...

- Veja: as bananas têm amassadinhos; as uvas são daquelas pretinhas, bem pequenas; o mamão está com uma cara engraçada, meio torto...

- Mas são gostosos, mãe!... A gente tira os amassadinhos; as uvas pretinhas são docinhas... E que importância tem o mamão estar torto, se ele estiver docinho? – argumentou a menina.

Que bom que você pensa assim, filhinha! Pelo jeito que você trata as pessoas que são diferentes de você, até cheguei a imaginar que julgava pela aparência...

Realmente, no reino das pessoas, como no reino das frutas, existem diferenças, o que não quer dizer que a cor, o tamanho, a riqueza, possam fazer melhor ou pior...

Lena imediatamente compreendeu que mamãe falava de Tita, e para provar que aprendera a lição, abraçando a amiguinha, falou:

- Mamãe, vamos fazer a salada com todas as frutas. Depois você dividirá a salada e o sorvete em partes iguais para Tita e para mim! .


Fonte: apostila da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora (AME-JF)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A QUEM AMAMOS

Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa, após a terrível guerra do Vietnã. Ele ligou para seus pais, em São Francisco, e lhes disse:

- Mãe, pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a lhes pedir.

- Claro meu filho, peça o que quiser!

– Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo. Claro meu filho, nos adoraríamos conhece-lo!

- Entretanto, há algo que vocês precisam saber. Ele foi ferido na última batalha que participamos. Pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior é que ele não tem nenhum lugar para onde ir. Por isso, eu quero que ele venha morar conosco.

- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajuda-lo a encontrar um lugar onde ele possa morar e viver tranquilamente!

- Não, eu quero que ele venha morar conosco!

- Filho, disse o pai, você não sabe o que está nos pedindo. Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver.

Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo...

Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefonema da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio. Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para identificar o corpo do filho.

Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: filho deles tinha apenas um braço e uma perna...

Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis. De preferência, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou "espertas" como nós acreditamos que somos.

Faça reflexão no que acabamos de ler, e façamos mudança de atitudes para com o nosso próximo Às vezes não conhecemos nem o nosso vizinho, e não sabemos o que ele está precisando, às vezes a nossa atitude egoísta, nos tira a oportunidade de sermos usados por DEUS como vasos de bênçãos para outros, pense nisto.


Fonte texto: Cvdee – Autor Desconhecido – Imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A PORTA

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.

Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.

Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculo e dizia-lhes, então: "Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta, e por mim serem lá trancados".

Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei, dirigiu-se ao soberano:

- Senhor; posso lhe fazer uma pergunta?

- Diga soldado!

- O que havia por detrás da assustadora porta?

- Vá e veja você mesmo.

O soldado, então, abre vagarosamente a porta e a medida em que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente...

E finalmente ele descobre surpreso que...

A porta se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE!!!

O soldado, admirado, apenas olha seu rei, que diz:

- Eu dava a eles a escolha, mas preferiam morrer a arriscar-se abrir esta porta!


Fonte texto: Cvdee – Autor Desconhecido – Imagem: Internet Google.

sábado, 15 de julho de 2017

A Paz

Kiko, um menino alegre de 10 anos de idade, voltava da Escola pensando na lição de casa: uma redação sobre a PAZ. Logo ao chegar, abriu o caderno para fazer a lição. Mas não conseguiu começar, pois se deu conta que não sabia o que era exatamente a paz, nem onde encontrá-la.

Saiu, então, a procurar a tal “PAZ". Lembrou-se de um sábio que morava ao pé da montanha e foi indagar-lhe. Mas o sábio lhe disse apenas:

- Procure pela PAZ e você a encontrará. Ela não está longe de você.

Kiko subiu a montanha, imaginando que assim estaria mais perto de Deus, pensando entender as palavras do sábio. Ao chegar no topo, sentiu uma grande tranquilidade, mas com certeza não era ali que estava a PAZ. Do alto da montanha ele viu a praia e se dirigiu até lá.

Ficou a ouvir o barulho do mar e a sentir o vento em seus cabelos. Pensou um pouco, e achou que, apesar de agradável, não era bem isso a PAZ que procurava.

Caminhou, então, em uma floresta, e viu flores, árvores e muitos animais, encantou-se ao observar a natureza, obra de Deus. Mas logo se sentiu triste e solitário e decidiu procurar alguém para conversar.

No caminho de casa encontrou Juca, um senhor muito rico, que tinha muito dinheiro, muitas propriedades. Kiko perguntou-lhe sobre a PAZ, e logo se lembrou que ele era mal humorado, parecendo estar sempre de mal com o mundo. Juca apenas lhe disse que estava muito ocupado, não tinha tempo para bobagens, que não entendia nada de PAZ.

O garoto resolveu, então, voltar para sua casa. Kiko tinha uma família muito legal, pais carinhosos e inteligentes, que estavam ao seu lado em todos os momentos, e uma irmã pequena de quem ele gostava muito.

Ao chegar em casa sua mãe estava triste, pois ele havia saído sem avisar e demorou muito para voltar. Ela mandou ele tomar banho e não deixou jogar bola com seus amigos.

Kiko ficou chateado, afinal saiu para descobrir onde morava a tal de “PAZ”, que era o tema de sua redação.

O domingo chegou. Era o seu aniversário; ganhou de sua avó um presente que há muito tempo queria: uma bola de futebol. Ficou super contente, chegou a pensar que estava descobrindo o que é a PAZ e foi jogá-la com seus amigos. Acabou discutindo com seu melhor amigo no jogo e achou que o presente tinha lhe trazido bastante alegria, mas não a tal da “PAZ”.

Na segunda-feira, ao voltar da escola encontrou muitas pessoas no caminho e pensou: será que o PAZ não mora no meio do povo? Ficou distraído pensando, quase se perdeu.

Logo descobriu que, às vezes, estamos junto de muitas pessoas e mesmo assim nos sentimos sozinhos.

Chegando em casa, pegou o seu caderno, sentou-se no jardim e escreveu "A PAZ".

Como não conseguia sair do título, resolveu refletir sobre sua busca.

A PAZ não estava na imensidão das montanhas; na calma da praia ou na beleza da natureza. Também não parecia estar junto aos bens materiais, pois Juca, apesar de rico, não parecia conhecer a PAZ; não estava nos brinquedos ou no meio do povo, nem na família, pois discutiu com sua mãe acabou de castigo.

Nestes momentos começou a lembrar-se de suas aulas de evangelização; dos ensinamentos de Jesus; lembrou que as evangelizadoras falaram tanto dos dez mandamentos; das aulas de conduta; da colaboração e respeito na família; da importância do perdão e da amizade em nossa vida; que a prece pode ser feita em qualquer hora e qualquer lugar, que não precisamos subir em uma montanha para estar mais próximos de Deus. Lembrou-se das palavras do sábio: "Procure pela paz e você a encontrará. Ela não está longe de você." Parecia um enigma... Pensou... E finalmente descobriu onde morava a PAZ.

Kiko percebeu que o sábio tinha razão, pois só encontraremos a PAZ através de nossas atitudes positivas: na família, na escola, no trabalho, no grupo social, no Centro Espírita, em qualquer lugar onde nos encontrarmos.

O garoto pegou o lápis e começou sua redação assim:

Procure pela PAZ e você a encontrará. Ela está dentro de você, pois a PAZ do mundo começa dentro de cada pessoa.


Fonte do texto: Seara do Mestre – Imagem: Internet Google.

sábado, 1 de julho de 2017

A Pequena Felicidade

Era uma cidadezinha, com muitas flores, céu azul – azul; passarinhos cantantes e livres, e pessoas sorridentes e cordiais. Ninguém deixava de responder os muitos “Bons Dias” que recebiam e os muito obrigados eram sempre muito sinceros. Todos trabalhavam com satisfação e ninguém reclamava de ter que ajudar quando era solicitado.

Nos finais de tarde os vizinhos se encontravam nos belos jardins coloridos, nas ruas muito limpas e nas praças, embaixo das árvores sempre muito bem cuidadas, para conversar, cantar e rir um pouco.

Lá não existem mentiras, nem falsidades, nem falta de coragem, nem medos, nem violências, nem lágrimas, nem dores, e as crianças podem brincar em todos os lugares.

Mas alguém aí sabe onde fica FELICIDADE?

Bem, para se chegar em FELICIDADE é preciso pegar um trem numa estação chamada CORAÇÃO, ela fica logo no meio do caminho e vai somente de cá para lá . O trem é uma Maria Fumaça daquelas que faz barulho quando chega ao destino, já vai logo apitando PIUIIIIIIIIIII; grande e pesada, e o nome gravado bem grande em letras douradas é “ESPERANÇA”, tem muitos vagões cargueiros, e todos chegam diariamente carregadinhos de AMOR, FRATERNIDADE, FÉ e PAZ. Esse trenzinho passa na estação do CORAÇÃO a qualquer hora e a qualquer minuto; são muitas oportunidades; pra pegar esse trenzinho basta ter boa vontade.

O maquinista é esperto e não deixa ninguém pra trás, bota fogo rapidinho na fornalha e põe o trem pra funcionar. O bilheteiro pergunta quase sempre sem demora:

- Quem vai pra Felicidade?

- Quanto custa o bilhete?

- Custa uma caridade*.

- E quem não tem caridade, não embarca no vagão?

- Sinto muito meu amigo, mas sem caridade não tem salvação. Sem caridade pra felicidade não embarca não.

T CHUC... T CHUC... T CHUC... Se apressem companheiros esse trem já vai sair, mas se não for embarcar hoje, outros estão por vir. Não perca a oportunidade e escolha logo o seu vagão.

PIUIIIIIIIIIII............................... Esse trem já vai partir.

*Caridade é a moeda local da pequena cidadezinha de felicidade.

Autora do texto: Patrícia Karina Saches Bolonha


Fonte texto: Cvdee – Imagem: Internet Google.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

A Pedra

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.

Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.

De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais.

Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada.

Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais, mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.

O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendemos: "Todo obstáculo contêm uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".

Obs.: Muitas vezes desviamo-nos do nosso caminho para não encarar a realidade pela sua dificuldade e com isso não só passamos o problema para outros por não termos assumido a nossa parte da responsabilidade, como também podemos estar nos privando de muitas coisas boas; no mínimo a satisfação de ter realizado um grande feito.


Fonte texto: Cvdee – Autor Desconhecido – Imagem: Internet Google.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A PARTE MAIS IMPORTANTE DO CORPO

Quando eu era muito jovem, minha mãe me perguntou qual era a parte mais importante do corpo. Eu achava que o som era muito importante para nós, seres humanos, então eu disse:

- Minhas orelhas, mãe.

Ela disse:

- Não. Muitas pessoas são surdas. Mas continue pensando sobre este assunto.

Em outra oportunidade eu volto a lhe perguntar.

Algum tempo se passou até que minha mãe me perguntou outra vez. Desde que fiz minha primeira tentativa, eu imaginava ter encontrado a resposta correta. Assim, desta vez eu lhe disse:

- Mãe, a visão é muito importante para todos, então devem ser nossos olhos.

Ela me olhou e disse:

- Você está aprendendo rápido, mas a resposta ainda não está correta porque há muitas pessoas que são cegas.

Dei mancada outra vez. Eu continuei minha busca por conhecimento ao longo do tempo e minha mãe me perguntou várias vezes! E sempre sua resposta era:

- Não. Mas você está ficando mais esperta a cada ano.

Então, um dia, meu avô morreu. Todos estavam tristes. Todos choravam. Até mesmo meu pai chorou. Eu me recordo bem porque tinha sido apenas a segunda vez que eu o via chorar. Minha mãe olhou para mim quando fui dar o meu adeus final ao vovô. Ela me perguntou:

- Você já sabe qual a parte do corpo mais importante?

Eu fiquei meio chocada por ela me fazer aquela pergunta naquele momento. Eu sempre achei que era apenas um jogo entre ela e eu. Observando que eu estava confusa ela me disse:

- Esta pergunta é muito importante. Mostra como você viveu realmente a sua vida. Para cada parte do corpo que você citou no passado, eu lhe disse que estava errada e eu lhe dei um exemplo que justificava. Mas hoje é o dia que você necessita aprender esta importante lição.

Ela me olhou de um jeito que somente uma mãe pode fazer. Eu vi lágrimas em seus olhos. Ela disse:

- Minha querida, a parte do corpo mais importante é seu ombro.

Eu perguntei,

- Porque eles sustentam minha cabeça?

Ela respondeu:

- Não, é porque pode apoiar a cabeça de um amigo ou de alguém amado quando eles choram. Todos precisam de um ombro para chorar em algum momento de sua vida. Eu espero que você tenha bastante amor e amigos e que você tenha sempre um ombro para chorarem quando precisarem.

Então eu descobri que a parte do corpo mais importante não é egoísta. É ser "simpático" à dor dos outros.

E, para completar, em algum lugar eu li:

"As pessoas se esquecerão do que você disse. . . as pessoas se esquecerão do que você fez... mas as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir. Os bons amigos são como estrelas... que você nem sempre as vê, mas você sabe que sempre estão lá".


Autor Desconhecido. Fonte do texto: CVDEE – Imagem: Internet Google.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

A PALAVRA

Uma senhora que se reconhecia dominada pelo vício da maledicência, procurou, certa vez, seu orientador espiritual, buscando aconselhar-se sobre a maneira de conseguir a remissão de seus muitos erros.

O velho homem, sábio e experiente, refletiu por alguns momentos, respondendo-lhe afinal:

- Olhe, inicialmente, a senhora irá encher um grande saco com plumas. Em seguida, aguardará um dia de vento forte e, então, subirá com ele aquele morro, que é o ponto mais alto da cidade e de lá, espalhará as penas ao vento.

A senhora saiu, então, bastante satisfeita e esperançosa, começando imediatamente a trabalhar no cumprimento da tarefa que lhe fora aconselhada.

Finalmente, num dia de ventania, ela se dirigiu ao local indicado, despejando dali as plumas que num instante desapareceram; levadas pelo vento.

Muito feliz, voltou ela ao seu orientador, contando-lhe que fizera tudo como lhe fora aconselhado e perguntando-lhe pressurosa:

- O senhor pensa então que agora estarei perdoada?

- Oh! Não! - Disse-lhe ele. - Esta foi apenas a primeira parte da tarefa. Agora, a senhora deverá voltar ao mesmo ponto e recolher todas as penas, colocando-as novamente no saco.

Muitíssimo assustada, ela retrucou:

- Mas isto me é totalmente impossível! Eu vi as plumas espalharem-se por todos os lados, desaparecendo, levadas pelo vento. Não posso saber onde elas estão. Uma ou outra talvez eu ainda consiga recolher, mas o saco todo é impossível! O senhor me exige uma coisa totalmente absurda!

Serenamente, o sábio respondeu:

- O mesmo acontece com as más palavras que vamos pronunciando imprudente e invigilantemente aqui e ali.

Elas se propagam de mente em mente e, de boca em boca, voam para longe. Às vezes, muito distante de nós estarão a produzir maus efeitos dos quais nada sabemos, mas que, no entanto, nos estarão sendo debitados. O melhor que a senhora tem agora a fazer, já que na maior parte das vezes não tem mais controle sobre os efeitos nocivos de suas palavras imprudentes, é ter mais cuidado com sua fala para que não encontre depois, na conta de sua vida, débitos muito pesados, cuja origem a senhora nem imagina.


Fonte: AME/JF. Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

A MARGARIDA FRIORENTA

Era uma vez uma margarida em um jardim.

Quando ficou de noite a margarida começou a tremer.

Ai passou a Borboleta Azul.

A borboleta parou de voar.

- Por que você esta tremendo?

- Frio!

- Oh! E horrível ficar com frio! E logo em um a noite tão escura!

A Margarida deu uma espiada na noite.

E se encolheu nas suas folhas. A Borboleta teve uma ideia:

- Espere um pouco! E voou para o quarto de Ana Maria.

-Psiu, acorde!

- Ah? E você, Borboleta? Como vai?

- Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.

- O que e que ela tem?

- Frio, coitada!

- Então já sei o remédio. É trazer a Margarida para o meu quarto.

- Vou trazer já.

A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:

- Você leva esse vaso para o quarto da Ana Maria?

Moleque era muito inteligente e levou o vaso muito bem .

Ana Maria abriu a porta para eles. E deu um biscoito para Moleque.

A Margarida ficou na mesa de cabeceira.

Ana Maria se deitou. Mas ouviu um barulhinho. Era o vaso balançando. A Margarida estava tremendo.

- Que e isso?

- Frio!

- Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho para você.

Ana Maria tirou o casaquinho da boneca. Porque a boneca não estava com frio nenhum. E vestiu o casaquinho na Margarida.

- Agora, você esta bem. Durma e sonhe com os anjos. Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria. A Margarida continuou a tremer.

Ana Maria acordou com o barulhinho.

- Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa para você!

E Ana Maria arranjou um a casa para Margarida. Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.

Era a Margarida tremendo.

Então Ana Maria descobriu tudo.

Foi lá e deu um beijo na Margarida

A Margarida parou de tremer. E dormiram muito bem a noite toda.

No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:

Sabe, Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco não! Era falta de carinho.

E a Borboleta respondeu:

- Ah! Entendi!


Autoria: Fernanda Lopes de Almeida