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sexta-feira, 15 de março de 2019

Dona Angélica


Dona Angélica era professora.

Residia em uma pequena cidade e dava aulas numa vila próxima.

Não era considerada uma pessoa equilibrada em razão do seu comportamento, que parecia um tanto esquisito.

Os alunos da escola de primeiro grau tinham-na como uma pessoa muito estranha.

Eles observavam que a professora, nas suas viagens de ida e volta do lar à escola, fazia gestos e movimentos com as mãos, que não conseguiam entender, e por esse motivo, pensavam que ela era meio fora do juízo.

Pela janela do trem, dona Angélica fazia acenos como se estivesse dizendo adeus a alguém invisível aos olhos de todos.

As crianças faziam zombarias, criticavam-na, mas ela não sabia, pois os comentários eram feitos às escondidas.

Todos, inclusive os pais e demais professores, achavam que ela era maluca, embora reconhecessem que era uma excelente educadora.

Os anos se passavam e a situação continuava a mesma.

Várias gerações receberam, da bondosa e dedicada professora, ensinamentos valiosos e abençoados.

Dona Angélica era uma pessoa de boas maneiras, calma e gentil, mas não muito bem compreendida.

Envelhecia no exercício do dever de preparar as crianças para um futuro melhor, com espírito de abnegação e devotamento quase maternal.

Certo dia em que viajava para sua querida escola, com diversas crianças na mesma classe do trem, movimentava, como sempre, as mãos para fora da janela.

Os alunos sentados na parte de traz sorriam maliciosamente quando Alberto, seu aluno de dez anos, sentou-se ao seu lado e, com ternura lhe perguntou:

- Professora, porque você insiste em continuar com essas atitudes loucas?

- Que deseja dizer, filho? Interrogou, surpresa, a bondosa senhora.

- Ora, professora - continuou ele, - você fica abanando as mãos para os animais ou... Isso não é loucura?

A mestra amiga compreendeu e sorriu. Sinceramente emocionada, chamou a atenção do aluno, dizendo:

- Veja minha bolsa - e apontou para a intimidade do objeto de couro forrado.

- Nota o que há aí dentro?

- Sim - respondeu Alberto.

- Eu vejo que há algo aí, mas o que é isso?

A professora respondeu calmamente:

- É pólen de flores. São pequenas sementes...

- Há quase vinte anos eu passo por este caminho, indo e vindo da escola.

A estrada, antes, era feia, árida, desagradável.

- Eu tive a ideia de a embelezar, semeando flores. Desse modo, de quando em quando, reúno sementes de belas e delicadas flores do campo e as atiro pela janela... - Sei que cairão em terra amiga e, acarinhadas pela primavera, se transformarão em plantas a produzirem flores, dando cor e alegria à paisagem.

- Como você pode perceber, a paisagem já não é mais árida. Há flores de diversos tipos e suave perfume que a brisa se encarrega de espalhar por todos os lados.

Retirado e adaptado do livro infantil: O Semeador
Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de março de 2019

DEUS AJUDA?


Nena e Clarinha são irmãs.

Clarinha está no infantil e Nena já frequenta a 3ª série do colégio do bairro.

Nena, como já está na 3ª série, faz provas no colégio bimestralmente.

Ao contrário de Clarinha, que faz seus trabalhinhos da escola com capricho e atenção, Nena não gosta nada nada de estudar. E vive dizendo:

- Não esquenta, Clarinha. Tenho fé em Deus, na hora das provas Ele me ajuda.

Será que é assim mesmo?

Um dia, D. Anita, mamãe de Clarinha e Nena, foi chamada ao colégio.

A diretora queria lhe falar sobre Nena. A diretora disse a D. Anita:

- D. Anita, se a Nena não estudar, ela será reprovada este ano. Ela tem feito provas muito, mas muito, ruins.

D. Anita, ao chegar em casa, chamou Nena para conversarem.

Uhmmm!! Que será que elas conversaram?!

A Clarinha estava por perto e ouviu tudo.

- Nena, você é uma boa menina: Educada, carinhosa, gentil..., mas está precisando estudar. Os professores e a diretora, e eu também, estamos preocupados, porque suas provas têm sido ruins e desse jeito você será reprovada na escola.

- Puxa, Mãe! Você e Papai sempre dizem que Deus nos ajuda, principalmente quando fazemos nossas preces. Eu sempre rezo antes de fazer uma prova... Será por que Ele não me ajuda a tirar notas boas?

Mamãe pensou um pouco, pegou Nena pela mão, chamou Clarinha e disse:

- Vamos até lá no quintal.

Quando chegaram ao quintal, mamãe apontou para um galho da goiabeira e falou:

- O que vocês estão vendo naquele galho?

- Ah – disse rápido Nena – é aquele passarinho preto que está quase acabando de construir seu ninho!

- E vocês acham que Deus ajuda os passarinhos?

- Claro, Mamãe! Os bichinhos também são criaturas de Deus! – respondeu Clarinha, desta vez.

- Realmente. Deus ajuda todas as suas criaturas. Mas vejam que Deus não faz o ninho para o pássaro. Ele lhes dá o instinto, que faz com que essas criaturinhas saibam onde encontrar o material para fazer suas casas, saibam como fazê-las, encontrem os galhos mais seguros... Senão como eles iriam aprender?

Nena balançou a cabeça afirmativamente. Ela entendeu o que mamãe estava ensinando, e a Clarinha também.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

COMO UMA PIPA QUE SE SOLTA...


Marina estava olhando alguns colegas seus, moradores ali da rua, que faziam pipas para empinar lá no morro atrás da escola.

Enquanto olhava o trabalho dos amigos, a garota teve o pensamento voltado para o Luís, seu professor de matemática da 3a. série, que desencarnara alguns dias atrás.

Marina gostava muito do professor Luís, aliás como todos os seus alunos. Alegre, brincalhão, ensinava a matéria com um jeitão tão especial que ninguém fazia bagunça em suas aulas.

Luís era jovem ainda, mas não resistira a uma doença que o vitimara, levando-o à desencarnação dois meses depois que fora diagnosticada.

Quando visitara o querido professor no hospital, Marina lhe levara flores e umas fatias do bolo que mamãe prepara, mas o professor Luís conseguira apenas esboçar um leve sorriso de agradecimento, já sem forças para falar. Marina se esforçara para não chorar de pena do amigo, mas aguentara firme, pois ali estava para levar estímulo e bom ânimo.

A menina estava tão absorta em seus pensamentos, que levou um susto quando Paulinho gritou:

- Olha uma pipa solta! A linha de alguém arrebentou e o vento está levando a pipa pro alto...

Nisto, Marina sentiu que lhe punham a mão no ombro. Voltando-se, viu D. Mercedes, a diretora de sua escola, que lhe disse:

- Oi, Marina. O que está fazendo por aqui, tão pensativa? Você me parece meio triste...

- Oi, D. Mercedes. Estou aqui olhando os meninos fazerem pipas, e de repente me lembrei do professor Luís. Me deu uma saudade...

- Eu também tenho saudades do Luís, Marina. Ele sempre foi uma pessoa especial, amiga, dedicada ao trabalho...

Olhando agora aquela pipa com o fio arrebentado que o vento vai levando para o alto, lembrei-me de sua desencarnação...

- Como assim, D. Mercedes?

- Bem, Marina.... Você deve saber que nós somos Espíritos que ganhamos um corpo de carne ao nascer, não é? O Espírito, antes livre no Mundo Espiritual, ao reencarnar precisa de um corpo, ao qual se une através de laços, como fios que manterão os dois unidos como se fossem uma coisa só. Esses fios podem se esticar (por exemplo, durante o sono o Espírito pode passear no Mundo Espiritual enquanto o corpo repousa), mas se eles se arrebentam, aí ocorre a desencarnação; o Espírito retorna à vida espiritual e o corpo físico terá morrido.

- E esses fios se arrebentam assim, assim, quando o Espírito resolve ir embora?

- Não, minha querida. O Espírito só vai embora quando o corpo não tem mais condições de lhe ser morada, quando se torna imprestável, quando se "estraga", seja por doença, por acidente. . .

- Ah, entendi, D. Mercedes! Realmente, olhando aquela pipa podemos pensar que o professor Luís, Espírito, também retornou ao Mundo Espiritual, depois que seu corpo ficou inutilizado pela doença e os laços que o mantinham unido a ele se romperam... Mas o professor continua vivinho no Mundo Espiritual.

- Isto mesmo, Marina! Nosso querido Luís estará no Mundo Espiritual, amparado pelo amor de nosso Pai Celestial e merecedor de nossas preces e nosso carinho, em forma de pensamento, para que logo se restabeleça.

- Ah, D. Mercedes... se todas as pessoas entendessem o que é a desencarnação assim como a senhora está me explicando, a saudade não doeria tanto, não acha?

- É sim, Marina... Mas nós, que sabemos disso, podemos falar para quem não sabe e ajudar muita gente que se desespera ante a desencarnação de uma pessoa querida.

E ficaram as duas a olhar a pipa que, àquela altura, já se tornara um pontinho quase imperceptível na imensidão do céu...

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

COMO É BOM ORAR


Júlio e Lúcia moravam em uma bela casinha, perto de um bosque todo verde, que acabava numa praia de um mar azul e cheio de lindos peixes. Nessa praia e nesse bosque eles se divertiam a valer.

Eles adoravam correr entre as árvores que perto da casa era um lindo jardim com flores multicores. Havia também uma variedade muito grande de plantas frutíferas. Eram mangas, laranjas Jabuticabas, e tinha até, duas frondosas jaqueiras. A mamãe sabia fazer doce da jaca, o que era uma delícia. Como era bom correr pelas campinas orvalhadas e colher as frutas do pomar.

E no mar e nas praias, era uma delícia nos dias de calor. Brincar na areia mergulhar nas ondas, sempre tão convidativas.

Às vezes ficavam observando o salto dos peixes virando cambalhotas no ar.

Aconteceu que há um mês eles não conseguiram sair, pois os seus pais tinham ido viajar e as crianças tinham ficado com a vovó que era velhinha, e não aguentava andar muito.

Lúcia ficava muito zangada por não sair, mas Júlio gostava de ficar na janela admirando e sonhando com o dia de poder sair e passear novamente.

Vovó Ana, muito velhinha e paciente, ensinou aos meninos que em vez de ficarem aborrecidos por não saírem, deveriam orar e pedir ao bom Deus que ajudasse ao papai, resolver logo os negócios para poder voltar mais rápido.

Os dois atenderam os ensinamentos da vovó. Oraram pela manhã pedindo proteção para o papai, a mamãe e para a avózinha tão amiga. À noite, agradeciam o dia calmo e bonito e pediam para que os pais voltassem logo.Com isso eles foram ficando mais alegres e passavam horas e horas combinando como seriam os passeios com papai.

Numa manhã azul, bateram à porta e as crianças correram para atender. Que alegria! Papai e Mamãe! Todos se abraçaram e foram para a sala. Sentaram-se pertinho uns dos outros e Papai falou assim: Sabem o que fomos fazer na cidade?

Fomos conversar com o dono da casa em que moramos. Ela não é nossa? (Perguntou Lúcia)

Não filha, é alugada, mas a partir deste mês será nossa se Deus quiser.

Engraçado mamãe (falou o papai para a vovó) é que ele não queria nos vender a casa de maneira nenhuma, mas depois foi ponderando, fomos conversando e ele aceitou uma oferta.

Vovó virou para as crianças, piscou o olho e falou assim: Viram como foi bom orarmos juntos?

A casa que eles tanto adoravam seria agora deles para toda a vida e eles poderiam passear e correr a qualquer hora. Poderiam visitar o pomar, ir à praia admirar o jardim e as flores. Como Deus é bom.

COMO É BOM ORAR!

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Conversa com Jesus


"Conta-se que, certo, dia, Jesus conversava com Pedro em sua casa (Jesus estava passando uns dias lá) e, segurando em suas mãos as Escrituras Sagradas, indagou:

- Pedro, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?

O Apóstolo pensou alguns momentos e respondeu:

- Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.

Jesus sorriu e perguntou de novo:

- E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?

- Modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.

Jesus insistiu:

- E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

- Usará o serrote, o martelo, o formão, a lixa... De outro modo não aperfeiçoará a madeira.

Jesus pensativo, continuou:

- Assim também é o lar diante do mundo. Assim como o pescador, o oleiro, o carpinteiro e tantos outros trabalhadores preparam o material bruto para poderem oferecer aos outros ou usá-los para suas necessidades, é no lar que nos preparamos para o mundo: como esperar a paz no mundo se não tivermos a paz em nossa própria casa?

Como amar a Deus se não amamos as pessoas com quem convivemos? Em casa, convivendo com os nossos familiares, devemos exercitar o respeito, a colaboração, a conversa construtiva e por que não o estudo de assuntos importantes para o nosso aprimoramento espiritual? Desta forma agiremos assim também no mundo construindo uma sociedade melhor.

Pedro olhou para o Mestre e, concordando com o que Ele acabava de falar, disse:

- Mestre, seja feito como desejas!

Então, Jesus convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar."

A mensagem de Jesus continua muito viva, não é mesmo? Hoje o mundo ainda sofre com tantas guerras e violência. Será que é porque ainda não conquistamos a paz dentro dos nossos lares? Vamos fazer um exercício: em casa vamos observar se estamos tendo atitudes para a paz. Como estamos tratando nossos pais, irmãos e outros familiares que por ventura convivem conosco? Vale a pena observar e procurar mudar de atitude se assim for necessário!

O Evangelho no Lar é assim: você combina com a sua família um dia da semana e um horário. Escolham um lugar da casa: a sala, em volta de uma mesa se preferirem, na cozinha... Neste local é importante não ter televisão ligada ou outras coisas que possam interferir. Façam uma prece de abertura. Uma das pessoas (que pode mudar a cada nova reunião) abre o Evangelho e lê um trecho (pode ser na sequência: a cada nova reunião continua-se de onde parou, ou abrir em qualquer página). Em seguida façam comentários construtivos sobre o que foi lido. Depois façam a prece de encerramento. É uma reunião de uns 15 minutos. Poderão ser lidas também outras mensagens edificantes. Esta prática une a família e proporciona um ambiente de elevação no lar.

Experimentem!

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 1 de dezembro de 2018

DEUS NÃO NOS ABANDONA NUNCA


MEU QUERIDO AMIGUINHO,
HOJE EU VIM PRA LHES FALAR,
QUE ACONTEÇA O QUE ACONTEÇA
DEUS NUNCA VAI NOS ABANDONAR.

NA TRISTEZA OU NA DOR
NO MEDO OU NA SOLIDÃO
DEUS ESTÁ SEMPRE JUNTINHO
NÃO NOS ESQUECE NÃO.

PARA ELE NÃO HÁ DIFERENTES,
NEM MAIS BONITOS OU MAIS INTELIGENTES,
SOMOS TODOS FILHOS AMADOS,
SOB O OLHAR DE UM PAI ESMERADO,
QUE ESTÁ SEMPRE AO NOSSO LADO.

COMO PEQUENAS CRIANÇAS
A NOS LEVAR PELA MÃO,
NOS MOSTRANDO O CAMINHO,
COM AMOR E AFEIÇÃO.

NOS ENSINA COM PACIÊNCIA
NÃO TEM PRESSA E CONFIA
SABE QUE MESMO CAINDO
APRENDEREMOS UM DIA.

NÃO TE ESQUEÇAS NUNCA, NUNCA
NA LUZ OU NA ESCURIDÃO,
NAS HORAS DE AFLIÇÃO,
DEUS NOS LEVA NO COLO
NO ACONCHEGO DO CORAÇÃO.

PORTANTO NÃO DIGAS NUNCA
QUE ÉS UM COITADO NA VIDA
POIS QUANDO FECHA UMA PORTA
DEUS TE DÁ OUTRAS SAIDAS.

PROCURÁ-LO EM CADA CANTO,
EM CADA SITUAÇÃO,
CHAMÁ-LO EM UMA PRECE, UMA SINCERA ORAÇÃO,
UMA CENTELHA DE ESPERANÇA,
NÃO TARDA A APARECER,
DEUS ESTÁ SEMPRE AO SEU LADO,
E TU IRÁS LHE RECONHECER.

Autora: Paty Bolonha - Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CHIQUINHO E O ESPÍRITO PROTETOR


"Chiquinho é um garoto alegre, que está sempre com seu bonezinho no alto da cabeça.

Ele mora numa casinha junto com o papai, porque a mamãe de Chiquinho desencarnou; ela está no Mundo Espiritual.

Chiquinho ajuda o papai vendendo jornais depois da aula.

Vamos ver como é o dia do Chiquinho?

Ele acorda cedinho e faz a sua prece.

Na prece ele pede ajuda a Jesus para ter um bom dia.

Depois ele se levanta, se apronta e toma o café que o papai arrumou para ele.

Então Chiquinho vai para a escola.

A escola é muito longe, e Chiquinho terá que atravessar ruas movimentadas, mas parece que o Chiquinho não está só..."

Alguém o está abraçando, mas ele não pode vê-lo, porque esta pessoa só tem o corpo levinho.... É um Espírito!

Que será que esse Espírito está fazendo perto do Chiquinho?

Vocês se lembram que quando o Chiquinho fez a prece ele pediu que Jesus o ajudasse? Pois então, este Espírito está ajudando o Chiquinho.

Ele é um bom Espírito, muito amigo, que está sempre auxiliando e protegendo; o Chiquinho não o pode ver, mas ele está sempre com ele: é o seu Espírito Protetor! Mas seu Espírito Protetor também chama sua atenção, veja só:

O Chiquinho estava a fim de brigar com seu coleguinha por causa de um brinquedo; seu Espírito Protetor o fez ouvir - lá dentro de sua cabecinha - que brigar era uma coisa ruim, que era pro Chiquinho não fazer isso...

O Chiquinho, à noite, faz sua prece agradecendo ao seu Espírito Protetor que sempre está por perto para o proteger."

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

CONVERSANDO SOBRE PAIS


Era hora do recreio, e as crianças conversavam no pátio da escola: Fred e Gugu, Pedro e Marina. Fred era irmão de Gugu, e Pedro era irmão de Marina.

- Tô com raiva do meu pai! - dizia Fred. Ele disse que ia me levar ao circo, e não levou. Foi deixar para a última hora, aí teve que fazer serão na oficina, e não deu tempo...

- Que é serão? - perguntou Marina.

- É quando a pessoa tem que ficar no trabalho até mais tarde, porque tem muito serviço para fazer – explicou Gugu.

- Ah! ... - continuou a garota. Minha mãe às vezes faz isso aí, lá no hospital onde ela trabalha. Só que lá eles falam plantão, e não serão.

Eu não gosto que ela fique de plantão! Quando ela sai fico de cara feia, e não faço nada do que ela manda!

- É, Marina - observou Pedro. Você faz isso mesmo, mas a mamãe precisa trabalhar e fazer plantão para ganhar mais um dinheirinho, já que não temos mais o papai para nos ajudar...

- Vocês não têm pai? - perguntou Gugu.

- Ele desencarnou no ano passado - esclareceu Pedro.

- Eu acho que pai e mãe às vezes são muito chatos! Zangam com a gente à toa, não nos deixam fazer o que queremos, botam horário para estudar, para ver televisão... - tornou Fred.

Nisto, chegou a professora Judith, trazendo duas lancheiras. E falou:

- Fred e Gugu, a mãe de vocês veio trazer as lancheiras com as merendas que esqueceram em casa.

- Puxa, que lancheira legal, Gugu! A sua também Fred - disse Marina.

- Meu pai comprou para nós, quando ele recebeu o salário - respondeu Gugu.

A professora Judith, que ouvira parte da conversa das crianças, falou:

- Pois é, meninos, eu ouvi um pouco da conversa de vocês, e gostaria de dar minha opinião, porque também tenho filhos. Os pais às vezes fazem coisas das quais os filhos não gostam. Nós não somos perfeitos, também enfrentamos problemas..., mas, o importante é que os pais, além de nos terem dado um corpo para vivermos, se dedicam a nos ajudar até que cresçamos, e mesmo depois, geralmente com carinho e atenção. Quantas noites terão passado em claro, quando éramos bebês e chorávamos... Quantas coisas terão deixado de comprar para eles a fim de nos darem algum presente...

Eles trabalham duro, e o salário é para nos sustentar, nos dar conforto, dentro de suas possibilidades. É claro que os pais são também pessoas como as outras, com qualidades e defeitos, mas sempre merecedores de nossa gratidão e amor. Se tratamos bem pessoas que nem conhecemos direito, como não dispensar carinho e atenção aos paizinhos que são responsáveis pela nossa existência?

Lembrando a mamãe, às vezes com uma expressão de cansaço, quando chega do plantão, mas que ainda encontra ânimo para lhe fazer um carinho, ou arrumar as coisas que ela se recusara a fazer, Marina comentou:

- A senhora tem razão, D. Judith! A mamãe às vezes fica muito chata, porém, durante a maior parte do tempo ela é tão boa para a gente!

- O papai também é muito legal. Acho que eu é que fico exigindo muito dele. Afinal, mesmo não sendo o tempo todo como eu gostaria que ele fosse, é o meu melhor amigo de verdade! - ponderou Fred, com um largo sorriso.

- Também acho! - acrescentou Gugu

- Quando chegar em casa vou dar um abração na mamãe - ajuntou Marina - e procurarei ajudá-la para que não fique tão cansada com tanto serviço a fazer!

- Eu também! - completou Pedro.

E como se aquelas decisões fossem luz em seus corações, as crianças sentiram-se mais leves e felizes, experimentando como é bom cumprirmos as leis de Deus, sendo uma delas o "honrar pai e mãe", ou seja, respeitar, compreender, auxiliar e cultivar afeição para com aqueles que nos deram a bênção do corpo.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

CHINELOS DOURADOS


Faltavam apenas cinco dias para o Natal.

O espírito da ocasião ainda não tinha me atingido, mesmo que os carros lotassem o estacionamento do shopping.

Dentro da loja, era pior.

Os últimos compradores lotavam os corredores.

- Por que vim hoje? Perguntei a mim mesmo.

Meus pés estavam tão inchados quanto minha cabeça.

Minha lista continha nomes de diversas pessoas que diziam não querer nada mas eu sabia que ficariam magoados se eu não os comprasse qualquer coisa.

Comprar para alguém que tem tudo e com os preços das coisas como estão, fica muito difícil.

Apressadamente, eu enchi meu carrinho de compras com os últimos artigos e fui para a longa fila do caixa.

Na minha frente, duas pequenas crianças - um menino de aproximadamente 10 anos e uma menina mais nova, provavelmente de 5 anos.

O menino vestia roupas muito desgastadas.

Os tênis me pareceram grandes demais e as calças de brim muito curtas.

A roupa da menina assemelhava-se a de seu irmão.

Carregava um bonito e brilhante par de chinelos com fivelas douradas.

Enquanto a música de Natal soava pela loja, a menina sussurrava desligada, mas feliz.

Quando nos aproximamos finalmente do caixa, a menina colocou, com cuidado, os chinelos na esteira. Tratava-os como se fossem um tesouro.

O caixa anunciou a conta.

- São $6,09. Disse.

O menino colocou suas moedas enquanto procurava mais em seus bolsos. Veio finalmente com $3,12.

- Acho que vamos ter que devolver. - disse. - Nós voltaremos outra hora, talvez amanhã.

Com esse aviso, um suave choro brotou da pequena menina.

- Mas Jesus teria amado esses chinelos. Ela resmungou.

- Bem, nós vamos para casa e trabalharemos um pouco mais. Não chore.

- Nós voltaremos. Disse o menino.

Rapidamente, eu entreguei $3,00 ao caixa.

Estas crianças tinham esperado na fila por muito tempo. E, além de tudo, era Natal.

De repente um par de braços veio em torno de mim e uma pequena voz disse,

- Agradeço, senhor.

- O que você quis dizer quando falou que Jesus teria gostado dos chinelos? - Eu perguntei.

O pequeno menino me respondeu,

- Nossa mãe está muito doente e vai pro céu. Papai disse que ela pode ir antes mesmo do Natal, estar com Jesus.

E a menina completou,

- Meu professor disse que as ruas no céu são de ouro, brilhantes como estes chinelos. Mamãe não ficará bonita andando naquelas ruas com esses chinelos?

Meus olhos inundaram-se de lágrimas e eu respondi,

- Sim, tenho certeza que ficará.

Silenciosamente agradeci a Deus por usar estas crianças para lembrar me do verdadeiro espírito de Natal.

O importante no Natal não é a quantidade de dinheiro que se gasta, nem a quantidade de presentes que se compra, nem a tentativa de impressionar amigos e parentes.

O Natal é o amor em seu coração, é compartilhar com os outros como Jesus compartilhou com cada um de nós.

O Natal é o nascimento de Jesus que Deus nos enviou para mostrar o quanto nos ama realmente.

Tradução de Sergio Barros em texto de autoria desconhecida.
Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

CAVANDO UM BURACO


Dois irmãos decidiram cavar um buraco bem profundo atrás de sua casa.

Enquanto estavam trabalhando, dois outros meninos pararam por perto para observar.

- O que vocês estão fazendo? - perguntou um dos visitantes.

- Nós estamos cavando um buraco para sair do outro lado da terra!

- Um dos irmãos respondeu entusiasmado.

Os outros meninos começaram a rir, dizendo aos irmãos que cavar um buraco que atravessasse toda a terra era impossível.

Após um longo silêncio, um dos escavadores pegou um frasco completamente cheio de aranhas, insetos e pedras interessantes. Ele removeu a tampa e mostrou o maravilhoso conteúdo aos visitantes gozadores. Então ele disse confiante:

- Mesmo que nós não cavemos por completo a terra, olha o que nós encontramos ao longo do caminho!

Seu objetivo era por demais ambicioso, mas fez com que escavassem. E é para isso que servem os objetivos: fazer com que nos movamos em direção de nossas escolhas, ou seja começarmos a escavar!

Mas nem todo objetivo será alcançado inteiramente. Nem todo trabalho terminará com sucesso. Nem todo relacionamento resistirá.

Nem todo amor durará. Nem todo esforço será completo. Nem todo sonho será realizado.

Mas quando você não atingir o seu alvo, talvez você possa dizer:

- Sim, mas vejam o que eu encontrei ao longo do caminho! Vejam as coisas maravilhosas que surgiram em minha vida porque eu tentei fazer algo!

É no trabalho de escavar que a vida é vivida. E, afinal, é a alegria da viagem que realmente importa!

Autoria Desconhecida – Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 15 de setembro de 2018

Boas Maneiras


A cansada ex-professora se aproximou do caixa da farmácia.

Sua perna esquerda doía e ela tinha esperança de não ter se esquecido de nenhuma de suas pílulas: para pressão alta, vertigem e um monte de outras doenças.

- Agradeço a Deus por estar aposentada, ela pensava. - Não tenho mais energia para ensinar.

Chegando à fila do caixa, ela percebeu a aproximação de um homem com quatro crianças e a esposa grávida.

A professora não poderia deixar de perceber a tatuagem em seu pescoço.

- Esteve na prisão, ela pensou.

Ela continuou examinando. Sua camisa branca, cabeça raspada e calça larga induziram-na a imaginar,

- Ele é membro de alguma gangue.

A professora tentou deixar o homem passar antes dela.

- Você pode passar primeiro. Ela ofereceu.

- Não. A senhora primeiro. Ele insistiu.

- Não. Você tem as crianças com você. Disse a professora.

- Devemos respeitar as pessoas mais velhas. Retrucou o homem.

E dito isto, gesticulou indicando o caminho para a professora. Um leve sorriso cintilou em seus lábios quando ela passou na frente dele.

A professora decidiu que não poderia deixar o momento passar em branco e virou para trás e perguntou

- Quem lhe ensinou suas boas maneiras?

- A senhora, professora Simpson, na terceira série.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.