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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A CIDADE DOS RESMUNGOS

Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam.

No verão, resmungavam que estava muito quente.

No inverno, que estava muito frio.

Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair.

Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer.

Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs.

Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa.

Um dia chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas.

Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou:

- Ó cidadãos deste belo lugar!

Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas.

As cordilheiras estão cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos.

Jamais vi um lugar abençoado por tantas conveniências e tamanha abundância.

Por que tanta insatisfação?

Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.

Ora, a camisa do mascate estava rasgada e puída.

Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos.

As pessoas riram que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz.

Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre os dois postes na praça da cidade.

Então segurando o cesto diante de si, gritou:

- Povo desta cidade! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto.

Trocarei seus problemas por felicidade!

A multidão se aglomerou ao seu redor.

Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas.

Todo homem, mulher e criança da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto.

Eles observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda.

Quando ele terminou, havia problemas tremulando em cada polegada da corda, de um extremo a outro.

Então ele disse:

Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar os problemas.

Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema.

Depois de algum tempo a corda estava vazia.

Eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que havia colocado no cesto.

Cada pessoa havia escolhido o seu próprio problema, julgando ser ele o menor da corda.

Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo.

E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no mascate e na sua corda mágica.

Extraído de O Livro das virtudes II – O Compasso Moral, William J. Bennett.

Fonte do texto e imagem: Internet Google.

domingo, 31 de julho de 2016

A CASA DOS MIL ESPELHOS

(Folclore japonês)

Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos.

Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar.

Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa.

Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia.

Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele.

Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos.

Quando saiu da casa, pensou,

- Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes.

Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa.

Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta.

Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele.

Quando saiu, ele pensou,

- Que lugar horrível, nunca mais volto aqui.

Todos os rostos no mundo são espelhos.

Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?


Tradução Sergio Barros - site Fonte Reflexão – Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A CARTA DA TETÊ

Oi, querida Joana, como você está? Tia Pépe está legal? Tio Alex? E o Toquinho? Espero que tudo esteja legal.

Ontem à noite, estive conversando com a Vovó sobre aquele assunto que a gente conversou semana passada na casa da Tia Maricotinha, lembra?

Você sabe que eu estava super curiosa para saber como é que Deus e Jesus podiam conhecer e atender todo mundo, dar proteção e tudo o mais, né?

Pois então, a Vovó me explicou que cada um de nós tem em seu coração um pedacinho de Deus, pois foi Ele quem nos criou e Jesus nos deixa um amiguinho bem juntinho da gente pra ser intermediário de tudo o que nos acontece.

Você sabe quem é? É o nosso Espírito Protetor.

Daí eu fiquei curiosa, você sabe como eu sou, né? E perguntei p'ra Vó quem ele era, porque eu nunca o vi.

Sabe o que a Vó me respondeu?

- Querida Netinha, o Espírito Protetor é um Espírito nosso amigo, nosso protetor, nosso companheiro, aquele que está sempre conosco em todos os momentos, nos empurra no caminho da vida, nos orienta no caminho do amor.

Quando estamos tristes é ele quem nos faz carinho e nos anima. E se fazemos uma coisa errada, olha ele de novo ali para nos dar um puxãozinho de orelha. Mas se fazemos algo legal, ele logo nos abraça de contentamento.

Aí eu disse que aquilo ela já tinha me falado, mas insisti que eu nunca tinha visto o tal Espírito Protetor, foi aí que ela me explicou:

- Netinha, você não me deixou acabar de falar...

A gente não vê nosso amigo protetor, a gente só o sente no coração.

Sabe aquela voz que vez por outra a gente escuta, mas não sabe de onde veio? Pois então é nosso amiguinho falando conosco.

Mas olha netinha querida, tem muita gente por aí que ó..., não escuta e nem sente o amiguinho...

Por isso temos sempre que fazer silêncio com a gente mesmo para poder dar espaço pra ele poder falar e a gente ouvir.

Legal, né Joana? Daí eu passei a fazer sabe o que?

Agora, toda noite, eu paro e fico bem quietinha e também depois procuro conversar pelo pensamento com meu amiguinho protetor. E você sabe que funciona legal?

E o mais joia de tudo é que cada um de nós tem um amiguinho desses.

Bem, Joana, vou parar de escrever agora, já tenho que ir me arrumar pra ir pro colégio.

Tchau, um beijo da sua prima e amiga Tetê.


Autor Desconhecido – Fonte do texto: Equipe do CVDEE – Imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A CAIXA DE LÁPIS

Eu estava concentrado em meus pensamentos em meu escritório, preparando uma palestra para aquela noite em uma faculdade da cidade, quando o telefone tocou. Uma mulher que eu não conhecia se apresentou e disse-me ser mãe de um garoto de sete anos e que ela estava morrendo. Disse que seu terapeuta a tinha recomendado não discutir sua morte com seu filho, pois seria demasiado traumático para ele, mas de algum modo ela sentia que não estava correto.

Sabendo que eu trabalhava com crianças, pediu meu conselho. Eu disse- lhe que nosso coração é, normalmente, mais esperto do que nosso cérebro e que eu acreditava que ela sabia o que seria melhor para seu filho. Eu a convidei para assistir a palestra daquela noite, já que eu falaria exatamente sobre como as crianças lidam com a morte. Ela respondeu que estaria lá.

Mais tarde eu pensava em como a reconheceria, mas minha dúvida foi esclarecida quando vi uma frágil mulher entrar carregada por dois adultos. Eu falei sobre o fato de que as crianças geralmente detectam a verdade muito tempo antes que lhe sejam ditas e que frequentemente aguardam até que os adultos estejam prontos para falar. Eu disse que as crianças geralmente podem suportar melhor a verdade do que a omissão, mesmo que a omissão pretenda protege-las da dor. Eu disse que respeito às crianças significa incluí-las nas tristezas e melancolias da família, não deixando-as de fora.

Ela tinha ouvido o suficiente. No intervalo, subiu ao palco e entre lágrimas disse:

- Em meu coração eu sempre soube. Eu sabia que deveria lhe contar. Terei uma conversa essa noite com meu filho.

Na manhã seguinte eu recebi outro telefonema dela. Mal podia falar, mas me esforcei para ouvir a história naquela voz sufocada. Ela disse que o acordou quando chegaram em casa à noite e, calmamente disse a ele,

- Derek, tenho algo muito sério para lhe contar.

Ele a interrompeu dizendo,

- Mãe, você vai me contar que está morrendo?

Ela o abraçou apertado, e ambos choraram quando ela disse,

- Sim.

Depois de alguns minutos, o menino desceu. Disse que tinha guardado algo para ela. Atrás de uma de suas gavetas estava uma suja caixa de lápis. Dentro da caixa uma carta escrita no simples rabisco de uma criança. Dizia: "Adeus, mamãe. Eu sempre lhe amarei".

Quanto tempo tinha esperado para ouvir a verdade, eu não sei. Eu sei que dois dias depois a jovem mãe morreu. E em seu caixão foi colocado uma suja caixa de lápis e uma carta.

Fonte: Reflexão – Tradução: Sergio Barros Autor: Doris Sanford

Texto e imagem: Internet Google.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A CADELINHA FUJONA

Em uma bela manhã de domingo, os pássaros cantavam, as flores desabrochavam e...

- Duquesa, Duquesa, volta já aqui!

Gritava Dani, uma garota de 6 anos, dona de Duquesa.

Duquesa era uma cadelinha basê que adorava fugir. Como era safada.

Fazia todos de bobos. Corria para um lado, depois corria para outro.

Dani ficava atrás, pra lá e pra cá. Duquesa achava que tudo era brincadeira.

Mas um dia aconteceu algo diferente.

Era um sábado, Dani estava toda pronta para ir ao aniversário de seu primo com papai e mamãe. Saíram correndo, pois já estavam atrasados.

Dani você está com o presente? - perguntou D. Ana, mãe de Dani.

- Estou sim, mamãe.

- Então vamos. Léo você fecha o portão?

- Fecho.

Dr. Léo era o pai de Dani.

Ele não reparou, mas Duquesa fugiu no meio da confusão. Ninguém viu Duquesa correr pela calçada o meio da noite.

Saíram todos para o aniversário.

Duquesa ficou correndo, correndo, achando que Dani estava atrás, mas algo estava errado. Duquesa não escutava os gritos de Dani. Parou, olhou e estranhou:

- Ué! - pensou - Onde está Dani.

Duquesa começou a andar sem rumo, sem saber onde estava.

Onde estou? - pensou - Será que corri tanto assim?

Continuou a andar, mas quanto mais andava, mais afastava de casa.

O tempo foi passando...

Duquesa continuava andando sem rumo.

De repente parou:

Agora chega! - pensou - Vou gritar!

Começou a latir. Latia sem parar, com esperança de Dani escutar.

Mas... Quem ouviu foram dois cachorros grandes, que andavam pelo bairro.

Começaram a correr atrás de Duquesa.

Coitadinha, corria feito louca com suas perninhas curtinhas.

Os grandes não desistiam. Mas quando estavam quase perto, Duquesa entrou numa casa, por baixo do portão.

Ficou ali escondida até os outros irem embora.

- Que alívio! Pensou.

Mas foi por pouco tempo, apareceu um outro cachorro grande de dentro da casa. Duquesa gritou e saiu feito um tiro a correr para fora.

Os outros não estavam mais lá fora.

Continuou andando até encontrar um lugar para descansar. Ela estava triste e arrependida por ter fugido. Encontrou um lote vago, entrou e dormiu no meio do mato.

Enquanto isso...

A festa já tinha terminado. A família de Dani já estava voltando. Dr. Léo abriu o portão da garagem e guardou o carro. Dani saiu gritando:

Duquesa! Cheguei, vem cá menina!

Mas Duquesa não apareceu e Dani começou a chorar.

- Papai, papai, a Duquesa fugiu. Ela deve ter saído junto com a gente. Papai, vamos procurar... Vamos.

Dr. Léo falou:

Filha já está tarde, estamos cansados. Amanhã a gente sai bem cedinho, prometo. Ela esta bem, Duquesa é esperta.

Dani ficou triste, mas obedeceu a seu pai.

Tá bem; vou dormir. Tchau papai, tchau mamãe. Vou rezar e pedir ajuda a Papai do Céu.

Chegando no seu quartinho, Dani começou a conversar com Deus:

- Papai do Céu, me ajude encontrar minha cadelinha amanhã. Não deixe que nada de mal aconteça a ela. Eu estou com tanto medo... Duquesa é tão pequena

... Ah... Eu queria tanto que a Duquesa aprendesse a não fugir mais...

Dani boceja e se espreguiça.

Estou com tanto sono, agora vou dormir...

No dia seguinte bem cedinho, ela acordou e foi acordar papai e mamãe:

- Papai, você prometeu. Vamos.

E foram procurar a cadelinha fujona. Andavam, andavam e gritavam:

Duquesa, vem cá menina.

Enquanto isso, não muito longe dali, uma cadelinha acordava de um sono não muito bom. Ouviu algo.

Eu conheço essa voz. - pensou - É Dani.

Saiu correndo em direção a voz. Duquesa não estava tão longe como pensava.

Aquele lugar era conhecido.

Ao avistar Dani, foi só alegria. Dani correndo para Duquesa e Duquesa para Dani.

- Papai, - falou Dani - Papai do Céu me ouviu e trouxe Duquesa de volta.

Obrigada Papai do Céu, estou tão feliz...

- Isso mesmo filhinha, Papai do Céu sempre escuta as nossas preces.

- Que legal! Iupi! Oba! - pensavam.

Duquesa aprendeu a lição, cada vez que pensa em fugir, agora, ela se lembra daqueles cachorros grandes e no aperto que passou. Logo desiste.

Fugir, nunca mais.

Autora: Luciana


Fonte do texto e imagem: Internet Google.

terça-feira, 31 de maio de 2016

A Borboleta Azul

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes.

As meninas sempre faziam muitas perguntas.

Algumas ele sabia responder, outras não.

Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina.

O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.

Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.

Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.

- O que você vai fazer? - perguntou a irmã?

- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta.

- Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar.

Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

As duas meninas foram, então ao encontro do sábio, que estava meditando.

- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

- Depende de você. Ela está em suas mãos.

Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.

Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado.

Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não conquistamos).

Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta.

Cabe a nós escolher o que fazer com ela.


Autor desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

A Boneca

Ouvi uma história muito bonitinha outro dia, a respeito de uma menina que sonhou ganhar uma boneca nova no Natal.

Ela "namorou" a boneca muitas vezes na vitrine da loja e fez questão de mencionar seu desejo em frente de toda família prá ver se alguém se comovia.

O Natal chegou e, para sua surpresa, a boneca veio muito bem embrulhada num pacote cheio de laços vermelhos e dourados.

"Obrigada vovó, você é mesmo demais".

A festa foi se desenrolando, as horas passando até que a garotinha começou a ficar sonolenta. Ela juntou ao seu redor todos os presentes que havia ganhado, mas não conseguia se acomodar. Foi então que ela desapareceu da sala. A vovó saiu a sua procura e a encontrou em seu quarto, agarrada a sua velha bonequinha, com feições desmaiadas, pouco cabelo e sem um braço.

"Parece-me que você não gostou tanto assim de sua nova boneca! Veio dormir com sua boneca velha.", perguntou a vovó da menina.

"Vovó, eu adorei a boneca nova, mas sabe, ela é tão linda que qualquer pessoa pode amá-la, esta aqui não tem ninguém para amá-la, senão eu.", respondeu a menina.

Achei que esta história poderia nos ensinar alguma coisa sobre aceitação das limitações e dos defeitos, feiuras dos outros.

Uma amiga me deu um quadrinho que diz: “Amiga é alguém que sabe tudo sobre você e ainda gosta de você”.

“É tão fácil amar o amável, o belo, o bondoso”. Deus nos ama e nos aceita como somos e mesmo antes de tomarmos conhecimento deste amor Ele se entregou em nosso lugar pagando a culpa que era nossa.

O pecado em nossa vida produz mais estragos que o manuseio constante produziu naquela boneca, mas Deus mesmo abominando o pecado, continua amando o pecador.

Quando você tiver dificuldade de aceitar e amar alguém lembre-se que Deus o aceita como você é e o ama "apesar de você".

Há alguém no seu dia-a-dia difícil de engolir? Pois decida a amá-lo.

Amar é muito mais uma decisão do que uma emoção.

Decida primeiro que a emoção virá depois.


Autor desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 30 de abril de 2016

ONDE FOI PARA A BOLA DA TETÊ

Um dia Marquinhos estava passeando pelo jardim perto de sua casa.

Ele passeava e pensava:

_ Que dia bonito! As árvores estão cheias de flores, parece até que estão rindo para o sol...

Os passarinhos cantam felizes, nos galhos das árvores; as borboletas coloridas vão alegres pra lá e pra cá...

De repente, Marquinhos ouviu um choro; um choro muiiito baixinho.

Que seria?

Quem estaria chorando num dia tão, tão bonito como aquele?

O garoto andou de um lado para outro procurando, até que, atrás de uma árvore, achou uma menina bem pequenina, que soluçava baixinho, sem querer olhar para a beleza do dia.

_ Olá, Menininha - falou Marquinhos. Por que você está chorando?

_ Hum, hum... - fez a garotinha, fungando - eu estava brincando com minha bola nova, ela rolou para este lado, mas eu não consigo acha-la.

Marquinhos, que era um menino de muita boa vontade, falou:

_ Ora, não chore, eu vou ajudá-la a procurar e achar sua bola.

E assim falando, começou a procurar a tal bola nova.

Passou um tempinho e veja só o que aconteceu:

_ Veja Menininha! - gritou Marquinhos - achei sua bola. Ela estava bem aqui, no meio destas flores.

A menininha ficou toda alegre!

_ Puxa, como você foi bom. Me ajudou e nem sabia meu nome! ...

Meu nome é Teresa, e quero lhe dizer obrigada. Você não gostaria de brincar comigo? Se quiser ser meu amigo pode me chamar de Tetê.

_ Quero sim, respondeu o menino - meu nome é Marquinhos e eu moro logo ali...

E assim, os dois se tornaram grandes amigos, brincando juntos sempre que podiam. E tudo por causa da boa vontade do Marquinhos!...


Autor Desconhecido – Fonte do Texto e Imagem: Internet Google.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

A BOA ÁRVORE

Nos quadros vivos da Terra,
Desde a sua formação,
A árvore generosa
É imagem da Criação.

É a vida em Deus que nos ama,
Que nos protege e nos cria,
Que fez a bênção da noite,
E a bênção da luz do dia.

Seus ramos são como a infância,
As flores, a adolescência,
Seu fruto, a velhice amiga,
Repleta de experiência.

Seu tronco transforma sempre
Toda a lama da raiz,
No pomo caricioso,
Alegre, doce e feliz.

As sementes que renascem,
Com método e perfeição,
São nossas almas na lei
De vida e reencarnação.

Silenciosa na estrada,
Seu exemplo nos ensina
A refletir sobre a Terra
Na Providência Divina.

Se a poda foi rude e forte
Ao rigor do braço humano,
Sua resposta mais bela
É mais frutos no outro ano.

Se tomba desamparada
Ao pulso do lenhador,
Faz-lhe casa, dá-lhe a mesa,
Aquece-o com mais amor.

Dá sombra a todos que passam,
Sem jamais saber a quem,
Colocada no caminho,
Seu programa é sempre o bem.

É santa irmã de Jesus
Essa árvore estremecida:
Se vive, palpita em Deus,
Se morre, transmite a vida.

Livro: Cartilha da Natureza – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da Imagem: Internet Google.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A Boa Ação de Dona Cutia

Um dia, d. Cutia resolveu ir fazer compras na cidade. Vestiu seu vestido vermelho de babados, calçou sapatos de salto alto, e colocando na cabeça um chapeuzinho de palha com uma pena de sabiá, partiu toda contente.

Chegando à estrada, tomou o ônibus, que veio repleto de bichos de todos os tamanhos. O motorista era um cachorro, muito convencido e elegante, que equilibrava na cabeça um bonezinho quadriculado. O trocador, um macaquinho bem esperto, sempre estava inquieto e acabava aborrecendo os passageiros.

Dona Cutia, coitada, não estava acostumada com estes apertos, e quase sufocava naquela confusão. A custo desceu quando o ônibus chegou em frente à praça das flores, o lugar mais elegante da cidade dos bichos. Entrou numa loja de calçados e comentou:

- Meu Deus, como tudo está caro...

Escolheu, escolheu, e, por fim, levou um sapatinho que achou lindo. Mais adiante, na casa de modas de d. Girafa, comprou um lindo vestido de renda creme. E assim, de casa em casa, d. Cutia encheu a bolsa que levava, com embrulhos de todos os tamanhos e feitios.

Só deixou, no fundo da bolsa, um dinheirinho para pagar o ônibus superlotado e apertado; de repente notou ao seu lado uma Coelhinha de carinha triste, mas muito simpática.

- Que tem, Coelhinha? Por que está tão triste?

- Ah, não tenho ninguém no mundo e sou muito sozinha... - Respondeu a coelhinha.

Dona Cutia ficou com muita pena da Coelha e começou a pensar num meio de ajudá-la. Depois de certo tempo falou alegremente:

- Olhe, Coelhinha, não fique triste assim! Vou levar você para minha casa e repartir com você essas coisas bonitas que comprei. Não é que seja muita coisa, mas o que tenho dá para nós duas!

A Coelhinha nem sabia como agradecer, de tão feliz, abraçou e beijou muito a boa dona Cutia. E vocês pensam que só a Coelhinha estava feliz? Que nada! D. Cutia estava muito radiante mesmo, pois ela, a partir daquele dia, contava com mais uma amiga. E como é bom fazer amigos...


Fonte do texto e imagem: Internet Google.

terça-feira, 15 de março de 2016

A Alegria de Gerson

Em uma casa muito simples, moravam dona Ana e "seu" Flávio, com 4 filhos.

O mais velho era o Gerson, que estava com 9 anos de idade.

"Seu" Flávio estava doente e não podia se levantar da cama. Por isso, dona Ana trabalhava como lavadeira para manter a casa, comprar os remédios, a comida e agasalhos para o marido e os filhos.

Gerson era quem mais ajudava a mamãe. Tomava conta dos irmãos menores.

Fazia também a entrega de roupas para as freguesas.

Às vezes, ficava na esquina do armazém com uma caixa de engraxate, limpando os sapatos das pessoas para ganhar algum dinheiro.

Ele era esforçado, trabalhava com alegria e estava sempre sorrindo, mostrando os dentes brancos e cantando as canções que aprendia na escola ou com a mamãe.

Era ele que, à tardinha, dava banho nos irmãos e dizia:

- Vamos, garotada! Está na hora de tirar a sujeira!

Gerson deixava-os limpinhos e com a roupa trocada, e isso alegrava muito dona Ana.

Quando um irmãozinho ficava doente, era ele que marcava direitinho as horas de dar o remédio, verificar a febre e, fazia tudo tão cuidadosamente, que parecia mesmo um doutorzinho. Enquanto isso, sua mãe estava no tanque, lavando as roupas das freguesas.

Com todas essas ocupações, Gerson achava tempo para tudo: brincar, trabalhar e estudar.

Sua família, às vezes, passava dificuldades, quando o dinheiro de dona Ana era gasto em remédios para o "seu" Flávio, que parecia já estar melhorando.

O tempo foi passando e se aproximando o Natal, quando as lojas ficam enfeitadas e quase todas as crianças esperam um presente ou uma surpresa.

Mas, dona Ana não podia comprar nem enfeites nem doces, bolos ou presentes para seus filhos, no Natal.

Na véspera de Natal, ela chamou o filho mais velho e disse:

- Gerson, por favor vá entregar essas roupas à dona Geni e veja se ela pode adiantar o pagamento.

- Pois não, mamãe. Já estou indo...

Pelo caminho, Gerson pensava: "O dinheiro que vou receber é pouco e o Natal é amanhã. Mamãe não poderá comprar enfeites, bolos, nem brinquedos..."

Quando chegou à porta, bateu e foi atendido por uma senhora.

- Dona Geni; vim trazer a roupa que a senhora mandou lavar.

- Entre Gerson, venha cá até a sala.

Ao chegar à sala, viu uma mesa enorme, toda enfeitada com pratos e salgadinhos e até umas bolas coloridas!...

- Que beleza! Nunca vi coisas tão bonitas!...

- Pegue, Gerson. Sirva- se do que quiser - falou Dona Geni.

- Não, muito obrigado...

Dona Geni insistiu para que ele se servisse, mas o pensamento do menino estava em casa: nos irmãozinhos e nos pais, que gostariam de comer aqueles doces gostosos.

Gerson preferia ficar sem experimentar um doce sequer, a comer sem levar nada para os seus.

Enquanto esperava Dona Geni voltar à sala, ele pensou: "Será que ela se lembrará de dar o dinheiro da roupa? E se ela esquecer? Se ela der, poderemos ter um Natal melhor..."

Quando Dona Geni apareceu, trazia nas mãos um pacote bem grande com um lindo laço colorido.

- Gerson, leve este pacote para casa.

"Como pesa! O que haverá dentro?" - pensou o garoto.

Dizendo "muito obrigado" e desejando Feliz Natal à Dona Geni, Gerson tomou o caminho de volta. Com o coração cheio de alegria, tentou correr para chegar mais depressa, porém não conseguiu, devido ao peso do pacote.

Como sua família ficaria feliz com aquele presente!

Ao chegar em casa, a surpresa foi geral e a alegria da família, enorme.

Foi uma festa, todos ajudaram a abrir o pacote. Foi a mamãe quem tirou a surpresa da caixa:

- Oh! Um lindo bolo de chocolate!

- Há mais coisas, papai, ajude-me a tirar! Uma bola! Um trenzinho!...

- Uma boneca! Um caminhãozinho!... - disse a irmãzinha.

Todos cantaram e comeram uma fatia do bolo que Dona Geni tinha dado. A mamãe pediu a Deus que abençoasse a boa senhora.

E assim foi feliz o Natal de Gerson!

Departamento da Infância e Juventude da Federação Espírita do Estado de São Paulo.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.